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28JUN Tecer uma linha vermelha RED LINE // 943 km é o limite!

// A LINHA VERMELHA é uma frase usada globalmente para dar um sentido figurativo a um ponto de não-retorno, ou uma linha na areia, sendo um limite passado o qual a segurança deixa de existir.

Há alternativas seguras à exploração de petróleo e de gás de xisto. Vamos manter as águas freáticas potáveis e o petróleo no chão.

Desde 25 de Junho e até dia 30 de Junho vamos encontrar-nos todos os fins de tarde, à beira do lago*, entre as 17h30 e as 19h30, para em conjunto tecer uma linha vermelha.

Estamos a tecer e entrançar e tricotar uma linha vermelha contra a exploração de petróleo na costa portuguesa e de gás de xisto!
Porquê tecer? Porque desde tempos imemoriais as tecelãs tecem o destino da humanidade – teçamos então o nosso destino comum com responsabilidade e sentido de interconexão neste ecossistema partilhado entre todos a que chamamos território.
Participa desta acção – cada ponto tricotado tem intenção, e ponto a ponto se faz a acção.IMGP0541

Se não estiveres em Lisboa também podes participar! Tece e tricota as tuas linhas vermelhas, se não sabes como convida as tricotadeiras da tua zona para ajudarem, ou a tua avó, ou se nao conheces ninguem que saiba como e queres dinamizar a acção com mais gente dirige-te a um centro de dia e junta as anciãs para uma sessão de tricot de linhas vermelhas, e envia-nos ate dia 30 as linhas para juntarmos à grande linha vermelha. (envia mensagem por esta pagina)

São bem vindas:

1) Todas as formas de tecer/tricotar/entrançar/crochetear – com agulhas, mãos, pés, braços…
2) Quem já teceu ou tricotou muito, pouco ou nada.
3) Todos os materiais que possam ser tecidos, desde que sejam vermelhos – até uma t-shirt velha dá.
4) agulhas

E também:

4) fruta para partilhar e água fresca 🙂
5) imaginação, ideias, mensagens, perguntas, vontade de tricotar e tecer com o que estiver à mão.
6) máquina fotográfica para documentarmos o progresso deste trabalho colectivo.

Esta linha vermelha quer ajudar a tornar visível a voz dos que têm dito e repetido – NÃO – à prospecção e exploração de hidrocarbonetos – aqui e no mundo. Já chegámos ao limite de um paradigma energético baseado em combustíveis fósseis.

Em Portugal, a GALP em consórcio com a ENI anunciou que, em Julho, quer começar trabalhos ao largo de Aljezur. E a PARTEX em conjunto com a REPSOL anunciou o mesmo ao largo de Faro, para Outubro.
A Partex é uma das petrolíferas a quem foi concedida a prospeção e exploração de hidrocarbonetos na costa e terra portuguesas- e não só no Algarve! Pertence à Gulbenkian (remember Mr. 5%?). A actividade q desenvolve não só põe em risco o turismo, mas acima de tudo está na raiz das alterações climáticas.

E estamos disponíveis, queremos MUDAR o nosso consumo energético e modo de produção de energia!

*http://www.openstreetmap.org/?mlat=38.73715862631798&mlon=-9.153714179992676#map=18/38.73716/-9.15371

https://www.facebook.com/events/1599023537094913/

Fechar a Central Nuclear de Almaraz

almaraz_cartazNo dia 11 de junho iremos manifestar-nos em Cáceres, em conjunto com várias organizações da Península Ibérica, para exigir o encerramento da central de energia nuclear de Almaraz.
paca1A energia nuclear é uma falsa solução para a crise climática: apresenta problemas gravíssimos relativamente aos resíduos que gera e contribui muito pouco para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. Para além disso, os acidentes nestas centrais correm o risco de destruir ecossistemas inteiros, antes até que as alterações climáticas o façam.

Porquê fechar Almaraz?

  1. A Central, em funcionamento desde a década de 80, é a mais antiga do Estado Espanhol. Ultrapassa em mais de 5 anos o seu período de vida útil, representa um risco constante para o território português, por estar a menos de 100km da fronteira e à beira do Rio Tejo.
  2. Representa um risco enorme para o Rio Tejo, que hoje já é muito poluído, no qual é refrigerado o seu reator e onde são feitas descargas nucleares através do embalse de Arrocampo.
  3. Almaraz reprovou nos testes de resistência feitos pela Greenpeace, que indicou que esta: não tem válvulas de segurança e sistemas de ventilação filtrada para prevenir uma explosão de hidrogénio como a de Fukushima; não tem dispositivo eficaz para contenção da radioatividade em caso de acidente grave; não tem avaliação de riscos naturais; não está sequer prevista a implantação de um escape alternativo para calor.
  4. Tem registados 54 acidentes desde a sua inauguração, o seu desenho já sofreu 4000 modificações.
  5. A Central parou de emergência 32 vezes e 3 vezes para manutenção.
  6. Em Janeiro de 2016, cinco inspetores do Conselho de Segurança Nuclear espanhol afirmaram que as repetidas falhas no sistema de refrigeração colocam um sério risco de segurança. Depois do relato dos inspetores, já se registou em fevereiro nova avaria e um incêndio. As empresas acionistas (Endesa, Iberdrola e União Fenosa) não querem encerrar a Central porque o investimento inicial já está pago e hoje representa lucros no valor de 161 milhões de euros anuais.
  7. A energia produzida por Almaraz é irrelevante para o sistema energético espanhol atual e nulo para o português.
  8. Um acidente grave em Almaraz teria implicações profundas na vida e na saúde de gerações, com contaminação em larga escala, levando mesmo ao êxodo de povoações.

Lutamos por soluções verdadeiras que descentralizem a produção de energia, democratizem a gestão energética e conduzam a um futuro sustentável. Estaremos em Cáceres a 11 de junho para defender a justiça climática e a soberania energética.

Mais informação sobre a jornada e a manifestação: http://www.fecharalmaraz.org/

RESPOSTA OFICIAL A Convite para Greenfest 2014

Caros organizadores do Greenfest

No seguimento do vosso convite para marcar presença no Greenfest e da vossa resposta (abaixo) à nossa inquirição sobre as v. entidades patrocinadoras, gostávamos de explicar porque é que não nos é possível dar a cara pelas Sementes Livres no vosso evento.
A Campanha pelas Sementes Livres e os seus parceiros nacionais e internacionais desde há três anos travam uma luta contra a apropriação dos nossos recursos naturais comuns por parte de governos de países poderosos e por corporações transnacionais como Nestlé, Unilever, Cargill, Monsanto e Bayer. A Campanha une pessoas, grupos, associações e movimentos que também se opõem à introdução de OGM na nossa agricultura e alimentação (Nestlé é defensora dos OGM, ver também aqui), à destruição dos últimos rios selvagens pela construção de barragens desnecessárias como está a ser levada a cabo pela EDP e aos acordos comerciais opacos entre EUA e União Europeia – o último sendo o TTIP – e dos quais beneficiam outros antigos patrocinadores vossos como Microsoft, por verem legitimados os seus monopólios e reforçados os seus “direitos” de fazer dinheiro, ao ponto de poderem processar qualquer governo que coloque um tecto no seu lucro.
Uma vez que temos convites regulares para falar sobre a causa das sementes de cultivo e o seu lugar numa alimentação e agricultura sãs e solidárias, não nos parece produtivo nem ético investir nosso tempo em eventos onde as questões ecológicas e sociais são co-optadas pelas mesmas entidades que causam a privatização e degradação do nosso meio-ambiente. Todos nós nos recordamos da ligação da Nestlé à promoção dos OGM e à destruição da selva de Bornéo para exploração do óleo de palma. Nenhum de nós consegue esquecer a calamidade que a EDP está a provocar nos últimos redutos selvagens em Portugal.
Não nos parece aceitável que quem é parte do problema se aproprie das “cores da solução” quando nada pretende fazer para alterar o estado das coisas.
Também não nos parece razoável que apenas com dinheiro e recursos de multinacionais se consegue fazer um evento em prol da “sustentabilidade”. A sustentabilidade a nosso ver inclui um descrescimento nos gastos e materiais envolvidos num festival ou festa e sobretudo um decrescimento na ambição de tirar proveito de tudo e de todos.
Sustentabilidade a nosso ver é simplificar as actividades humanas, reduzi-las para a dimensão humana e torná-las outra vez acessíveis a todos. Fazer tudo rigorosamente igual mas chamar verde, a nosso ver não basta.
(Esta resposta foi publicada no site das sementes livres e da Plataforma Transgénicos Fora).
Atentamente
Lanka Horstink
Campanha pelas Sementes Livres – colher o futuro, semear a diversidade
www.sosementes.gaia.org.pt

 

A carta é uma resposta a:

From: Sofia Alegy Raichande <sofia.raichande@greenfest.pt>
Subject: Re: Convite para Grenfest 2014
Date: 2 de Julho de 2014 19:58:08 WEST
To: Campanha pelas Sementes Livres <sementeslivres@gaia.org.pt>

 

Boa tarde Lanka,
Muito obrigada pela sua resposta. Teríamos todo o gosto em que estivessem presentes no nosso evento.
O Greenfest tem como um dos objetivos dar palco a temáticas que o público desconhece e parece-nos que a questão das sementes livres ainda é desconhecida para muita gente.
Os patrocínios e parcerias ainda não estão todos confirmados mas são eles que nos permitem realizar o evento com a expressão e dimensão que tem.
A EDP tem sido um dos principais patrocinadores e provavelmente voltará a ser este ano. Com a Nestlé ainda estamos em negociações, por isso não há garantias.
São estes apoios que nos permitem das palco a vozes que são importantes ouvir. Espero que a vossa decisão seja positiva e que aceitem o nosso convite.
Com os melhores cumprimentos,
Sofia Alegy Raichande
No dia 2 de Julho de 2014 às 17:16, Campanha pelas Sementes Livres <sementeslivres@gaia.org.pt> escreveu:

Cara Sofia

Obrigada pelo vosso convite. Antes de poder decidir a nossa participação, precisava, se não se importasse, que me esclarecesse se continuam com patrocínio da Nestlé e EDP como nos anos anteriores. Para vários dos parceiros da Campanha pelas Sementes Livres, a presença de multinacionais, em particular as que estão associadas à degradação ecológica e social do nosso pequeno planeta, será razão para bloquear a participação. Uma vez que denunciamos a usurpação dos recursos naturais comuns por corporações ligadas às sementes, agro-químicos e alimentação, não seria coerente estar presente em eventos que ostentam estas marcas.
Neste momento vi no vosso site as multinacionais Santander e Portucel/Soporcel cujos “track records” vamos analisar, mas gostava de receber a lista completa das entidades envolvidas no Greenfest.
Desde já obrigada pela atenção
cps
Lanka Horstink
Campanha pelas Sementes Livres
colher o futuro, semear a diversidade