Category Archives: Acções

16 de Dezembro—HandsOffOurHomes!!: Contra Despejos e pelo Direito à Habitação: Precisamos de Ti

Apareçam às 16 horas do dia 16 de Dezembro na sede do Habita: Rua dos Anjos 12F, Lisboa!!

A Habita faz um apelo a um encontro aberto a todas e todos que quiserem participar e ajudar a tornar mais forte este movimento que pretende parar despejos e lutar por políticas justas que nos deixem permanecer nas nossas casas, nas nossas cidades, nos nossos lugares.
A Habita tem vindo a trabalhar com bairros e com famílias que não têm o direito à habitação garantido e se encontram à mercê de especuladores imobiliários, câmaras municipais e das políticas em geral que não têm qualquer preocupação com quem enfrenta o despejo ou a falta de acesso a uma habitação digna para viver.
É por isso muito urgente a organização de um movimento pela defesa do direito à habitação e a construção de uma relação de forças suficiente para parar os despejos que hoje são uma praga nas nossas cidades.
Temos muitas famílias que nos procuram, problemas de sobrelotação, falta de acesso à habitação, ocupações ameaçadas, não renovação de contratos, despejos, demolições…..
Organizamos com as famílias e com os bairros processos de resistência colectiva que têm de se alargar muito, num país que é hoje uma espécie de paraíso fiscal para o investimento imobiliário e para a especulação e onde toda a política se faz para regenerar as cidades para o turismo e para o luxo, à custa da expulsão das pessoas.
Há várias componentes na acção que temos de organizar: a estratégia, a comunicação, a organização colectiva com as famílias, a sistematização da informação, o apoio a novos protagonistas, as acções de rua, encontros e alianças a desenvolver com outros movimentos com objectivos semelhantes, a continuação do trabalho internacional já iniciado, etc. É para discutir tudo isto que estão convidados! Apareçam no dia 16, pelas 16h. Vai ser rico.

habita.info / evento FB

Acção de solidariedade contra os despejos: Não à expulsão do Sôr António!

atenção ACÇÃO!!! Marquem nas vossas agendas! Não tirem o Sôr António de Alfama onde sempre morou!

O Sr. António Melo está para ser despejado desde Maio de 2017. Com 71 anos, e com graves problemas cardíacos, vê-se hoje sem contrato renovado, com ordem de despejo e sem qualquer alternativa na zona onde sempre viveu, nem no resto de Lisboa ou mesmo além dela. São rendas muito caras e portas que se fecham a fazer contrato, perante a sua idade. O prédio onde o Sr. António vive entrou em obras profundas sem qualquer autorização. Foi nesta altura que o Sr. António começou a sofrer acções de intimidação e assédio constante por parte do proprietário para o obrigar a sair, destruindo partes da sua casa e tornando a sua vida impossível lá dentro. Foi apresentada queixa à CML. No entanto, e já sabendo desta situação e que as obras tinham começado de forma ilegal, a CML deu autorização para obras ao proprietário e sugeriu ao Sr. António que concorresse aos concursos ou que fosse morar para a periferia.

O Sr. António é de Alfama e sempre ali viveu, é lá que tem os seus amigos, as suas rotinas, a sua médica e toda a sua vida. É lá que se sente bem. Tentou os concursos da CML várias vezes. Gastou muito dinheiro em documentos para no fim centenas de pessoas ficarem à sua frente no sorteio.

O Sr. António inscreveu-se para falar na reunião pública da Câmara Municipal no próximo dia 29 mas a assessora presente disse-lhe que ele não poderia falar pois o assunto era já sobejamente conhecido e que não valia a pena insistir. Isto é inaceitável: os técnicos ou os assessores políticos não podem inibir de falar às pessoas que se querem inscrever na reunião pública.

A Câmara tem cerca de uma centena de casas vazias na freguesia de Santa Maria Maior, e uma destas casas deveria ser para o Sr. António que está em risco de despejo e não tem qualquer alternativa.

Por tudo isto, queremos apoiar o Sr. António a ir à reunião pública da Câmara na Quarta-feira, dia 29 de Novembro. Juntem-se a nós na Praça do Município às 17h30 para instar que o deixem falar e exigir uma SOLUÇÃO PARA O SÔR ANTÓNIO!!

Partilha! Sr. António está com ordem despejo depois do seu contrato acabar em Maio de 2017. A lei não está do seu lado, apesar de não encontrar alternativa onde viver, apesar de ter 72 anos, apesar de toda a sua vida viver em Alfama e ser lá que lhe restam amizades, rotinas e apoio – fundamentais neste momento da sua vida. Sofre agora o que se pode chamar de Bullying imobiliário: formas de pressão inaceitáveis para o pressionar a sair como inundações na casa, ou obras profundas sob o seu teto que lhe tornam a vida impossível. O Sr. António já pediu apoio à câmara, mas não conseguiu nada até agora. A CML deveria usar as casas que tem no património disperso para realojar quem está a ser expulso. Peçam SOLUÇÕES adequadas para o Sr. António Melo: gab.presidente@cm-lisboa.pt e a todos os partidos que elegeram vereadores!

Posted by Habita on Montag, 16. Oktober 2017

Jantar Popular GAIA 24 Novembro: Não queremos ser despejados do nosso bairro!

Aparece em mais um Jantar Popular do GAIA, desta feita para fazer um ponto de situação dos despejos e das formas de luta para inverter a expulsão dos residentes dos seus bairros!

Jantamos pelas 20 horas (quem quiser vir ajudar, apareça às 18h) e às 21 horas queremos mostrar o documentário curto sobre o que se passou na Rua dos Lagares, seguido de debate com moradores que estão ou estiveram em risco de despejo, apoiantes e representantes das associações e movimentos que se têm empenhado no direito à habitação social- e economicamente adequada, como Habita e APPA.

O que é o Jantar Popular?
– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

Campanha Nacional apresenta Posições das Candidaturas sobre Petróleo e Gás – Sines – 16h

Este Sábado, dia 23 de setembro, a campanha Autarquias Livres de Petróleo e Gás vai apresentar o mapa final com as posições das candidaturas em 58 municípios afetados e ameaçados pelas concessões para prospeção e exploração de petróleo e gás.

A campanha, lançada no passado junho, juntou quase 20 organizações da sociedade civil para “tirar o assunto a limpo”, pedindo uma tomada de posição clara e sem ambiguidade a todas as candidaturas. As organizações contactaram as candidaturas e pediram um compromisso escrito contra a prospeção e exploração de petróleo e gás no seu município. As respostas rececionadas foram registadas num mapa, que está disponível no site da campanha.

Nesta sessão serão apresentados os resultados finais da campanha.

As organizações envolvidas nesta campanha, nomeadamente Alentejo Litoral pelo Ambiente, ASMAA, A Nossa Terra, Climáximo, Coletivo Clima, GAIA, GEOTA, Hidrosfera, Marinha Grande Livre de Petróleo, Não ao Fracking Aljezur, Peniche Livre de Petróleo, Plataforma Algarve Livre de Petróleo, Porto sem OGM, SCIAENA, Stop Fracking Vila do Bispo, Tamera, Tavira em Transição e Zero convidam tod@s a estarem presentes na apresentação do mapa final.

A apresentação terá lugar este Sábado, dia 23,  às 16h00 no Hostel Allmar, junto à igreja matriz, em Sines.

Para mais informação: http://autarquiaslivresdepetroleo.pt

Ambientalistas dizem não ao milho transgénico em São Tomé

Actalização a 13 de Maio no DN
ENTREVISTA: Estado são-tomense “saberá responder” sobre vantagens de milho híbrido – PR
O Presidente são-tomense defendeu hoje que o Estado saberá responder em devido tempo sobre os resultados de uma experiência chinesa com milho híbrido no país, que motivou uma greve de fome de protesto de uma ambientalista em Lisboa.
Em entrevista à agência Lusa em Lisboa, Evaristo Carvalho referiu que “o Estado saberá responder em devido tempo sobre as vantagens ou não” em relação a este projeto, criticado por ambientalistas.
A ambientalista são-tomense Elsa Garrido, da associação Greenpeace, está há 17 dias em greve de fome em frente à embaixada do seu país em Lisboa, em protesto contra a falta de transparência na introdução de milho transgénico chinês no arquipélago.
Em abril, o chefe da missão agrícola chinesa em São Tomé, Hou Xiaoping, disse aos jornalistas que uma equipa de técnicos chineses começou a cultivar milho híbrido – que resulta de cruzamentos controlados entre duas espécies diferentes, mas pertencentes ao mesmo género – no campo hortícola de Mesquita no centro da ilha de São Tomé, para ração animal.
Os ambientalistas acusaram o Governo são-tomense de ter autorizado a plantação de milho transgénico (geneticamente modificado para resistir a doenças ou espécies invasoras), mas o executivo desmentiu essa informação, reafirmando que se trata de milho híbrido e que o cultivo não passa de um teste.
“Os especialistas dizem que um híbrido também pode ser transgénico. O nosso ministro da Agricultura, Teodorico Campos, veio dizer que milho não tem perigo nenhum, mas ele próprio não sabe, porque não foi feito nenhum estudo de impacto ambiental”, disse Elsa Garrido, em declarações à Lusa na quinta-feira.
A ativista disse também que as autoridades são-tomenses não fizeram um estudo prévio ou um relatório de avaliação de riscos, nem fizeram qualquer comunicação à população.
O Presidente são-tomense, que começou na segunda-feira uma visita de uma semana a Portugal, considerou que a sua conterrânea “tem o direito de fazer a sua reivindicação” e acrescentou que técnicos são-tomenses estão a analisar esta questão, devendo pronunciar-se “em breve”.
Elsa Garrido disse que as pessoas em São Tomé estão desinformadas e assegurou que os técnicos, os engenheiros e os jornalistas são-tomenses têm medo de falar sobre o caso.
“O cidadão está a ser silenciado com meios tão severos como se estivéssemos numa ditadura. Os técnicos têm medo de falar e perder o emprego, os engenheiros têm medo de falar e até os jornalistas em São Tomé têm medo de falar. Da questão do milho passou-se ao direito cívico à informação”, disse.
A ativista disse que vai manter o protesto até o Governo “declarar a abertura de debates públicos em São Tomé [sobre o milho transgénico]”.
Actualização prévia no Diário de Notícias, quando a Elsa Garrido cumpre 15 dias de greve de fome.
(Comunicação da Plataforma Transgénicos Fora, 9 de Maio 2017)
Com muita coragem e um misto de fé e desapego a ativista santomense Elsa Garrido está há cerca de duas semanas em greve de fome em frente à embaixada de São Tomé e Príncipe em Lisboa em protesto pela falta de transparência na introdução de milho chinês em STP. A sua vontade determinada tem levado ao coalescer de apoios e interesses: a associação Gaia trouxe a sua vasta experiência na área, uma clínica disponibilizou alojamento e acompanhamento médico e aos poucos o assunto ganha projeção na comunicação social (e, na mesma proporção, poder de incomodar). Entretanto o presidente de STP está desde ontem em Portugal para uma visita oficial de uma semana. Quem quiser dar uma forcinha pode mandar um email para a embaixada (embaixada@emb-saotomeprincipe.pt) só a dizer, por exemplo: “Por favor abram o diálogo com a ativista em greve de fome por causa do milho chinês em STP. O vosso presidente não pode ignorar um caso básico de transparência e preocupação ambiental que irá influenciar profundamente a imagem que tenho do vosso país.”

Sexta-feira 21 de Abril: Jantar Popular de apoio à marcha pela ciência

O que caracteriza a ciência hoje? Que influência exerce nas sociedades? E o que a influencia retroactivamente? Quem são os seus agentes? Uma comunidade que é normalmente silenciosa vai fazer escutar a sua voz, na marcha de dia 22 de Abril. No GAIA, um dia antes, vamos acolher alguns participantes e interessadis na marcha num debate sobre os problemas da ciência e da comunidade científica, abrindo o mesmo aos das relações de trabalho, questões do método, da verdade e da natureza.

Jantamos às 20h e iniciamos a conversa pelas 21h. Se queres vir ajudar a cozinhar e preparar o espaço, aparece pelas 18h!

“Men of Science living in 1807-8”. John Gilbert engraved by George Zobel and William Walker; print,1862

Num mundo e numa sociedade exponencialmente complexificados, no qual sistemas naturais e humanos dão sinal de degradação, o discurso científico ainda tenta afirmar-se e legitimar-se como fonte de conhecimento, por entre teias e pressões, capaz de servir de meio para a emancipação das lutas humanistas.

Às questões internas relativas à unidade da ciência—as suas metodologias, problemas de aplicação técnica—vão adicionar-se os problemas decorrentes das guerras de conhecimento, da dependência de financiamento público ou privado, ou da influência na decisão política das instituições.

Quais são os desafios que a actividade científica tem hoje, e quais são as suas prospectivas? Deverá o discurso científico ter a primazia ou a supremacia sobre os outros discursos concorrentes que se dedicam ao conhecimento e à realização humana? Como defender o estatuto da ciência num mundo em ebulição? Não sucumbirá aos estímulos financeiros das empresas multinacionais que destroem a natureza e as comunidades indígenas? Como poderá contribuir a ciência para os desafios de construir uma sociedade mais justa e equilibrada? O debate estará aberto em torno destas questões, num esforço de não se reduzir a elas, nem reduzir o problema.

** Mais sobre a marcha pela ciência do dia 22 de Abril

O que é o Jantar Popular?
– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

Iniciativa cidadã pela proibição do uso de glifosato na Europa

2017/02/08 _ Começa hoje a recolha de 1 milhão de assinaturas

Hoje dezenas de organizações não governamentais de toda a União Europeia, incluindo várias portuguesas, como GAIA, iniciaram a mobilização de cidadãos para banir o glifosato – mais conhecido como o herbicida Roundup da Monsanto.

Em Portugal registam-se os níveis de contaminação humana mais elevados de toda a União Europeia, mais de um ano após a Organização Mundial de Saúde ter classificado este herbicida como “carcinogénio provável para o ser humano e carcinogénio provado para animais de laboratório”. Por isso todos os portugueses têm particular interesse em aderir a esta acção.

Além da proibição dos herbicidas à base de glifosato, a iniciativa de cidadania agora desencadeada pressiona a Comissão Europeia para dois objetivos adicionais: garantir a transparência e independência nos processos de (re)autorização de pesticidas e impor prazos obrigatórios para a redução progressiva do uso de todos os pesticidas.

Segundo o Eng. Jorge Ferreira, da Plataforma Transgénicos Fora, “O glifosato aparece em todo o lado: na água, nos alimentos, nas pessoas, até na chuva e no leite materno. As substâncias carcinogénicas não têm limiar de segurança pelo que a proteção da saúde exige a proibição total, tal como já aconteceu com inúmeros pesticidas no passado.”

Esta Iniciativa de Cidadania Europeia, criada legalmente no âmbito do Tratado de Lisboa, tem até 25 de janeiro de 2018 para recolher um milhão de assinaturas, com valores mínimos obrigatórios atingidos em pelo menos sete Estados Membros (em Portugal o mínimo é de 15750 assinaturas válidas). No entanto, como a Comissão Europeia pretende tomar uma decisão final sobre o glifosato até ao final de 2017, a recolha de assinaturas deverá terminar até ao verão. As Iniciativas de Cidadania obrigam a Comissão Europeia a propor legislação sobre a matéria em causa, embora não possam forçar o resultado final desse processo.

Os interessados podem assinar na página da coordenação europeia: https://sign.stopglyphosate.org/?lang=pt

ENQUADRAMENTO E INFORMAÇÃO ADICIONAL

O glifosato é o herbicida mais usado em Portugal (e em todo o mundo), sendo aplicado amplamente na agricultura e em áreas urbanas, mesmo nas mais sensíveis – como ruas e calçadas, parques públicos e espaços de escolas e hospitais. Também é vendido livremente para uso não profissional (em hortas e jardins privados). A sua aprovação baseou-se em estudos de toxicidade secretos e controversos, produzidos pela própria indústria e com duração insuficiente para avaliar devidamente o risco de cancro e disrupção endócrina, entre outros.

Em março de 2015 a Agência Internacional para a Investigação do Cancro da Organização Mundial de Saúde, autoridade mundial na matéria, classificou o glifosato como «carcinogénico provado para animais de laboratório» e «carcinogénico provável para o ser humano». Esta conclusão foi baseada numa revisão de cerca de 1.000 estudos publicados em revistas científicas e independentes dos interesses comerciais.

De acordo com a Ordem dos Médicos, através do seu Bastonário, existem atualmente múltiplas evidências de que o glifosato é fator de risco para doença celíaca, infertilidade, malformações congénitas, doença renal, autismo e outras patologias. A situação é de tal modo grave do ponto de vista da saúde pública que a Assembleia Geral da Associação Médica Alemã em 2016 aprovou um pedido formal para que o glifosato não seja reautorizado, nem na Alemanha nem na União Europeia.

A Comissão Europeia pretende renovar a autorização de venda do glifosato mas não tem tido apoio político para tal, pelo que optou por prolongá-la apenas até ao final de 2017 enquanto se aguarda o parecer científico da Agência Europeia da Química (ECHA). No entanto a ECHA apenas está a analisar o potencial cancerígeno do glifosato – o seu potencial para desregulação endócrina vai continuar por definir, o que significa uma enorme falha na avaliação do real impacto deste químico e uma razão adicional para o proibir.

A autoridade fitossanitária nacional (a Direção Geral de Alimentação e Veterinária do Ministério da Agricultura) proibiu recentemente os herbicidas à base de glifosato que contenham também uma outra substância particularmente tóxica (a taloamina) e anunciou a proibição de aplicação do glifosato em espaços públicos mais sensíveis. São medidas positivas mas que ficam ainda muito aquém do necessário para garantir a segurança dos portugueses.

A situação em Portugal é particularmente grave. Em 2014 aplicaram-se no país mais de 1.600 toneladas de glifosato e este consumo, que mais que duplicou entre 2002 e 2012, continua a aumentar de acordo com os dados oficiais. A sua utilização abrange a agricultura como também, e em grande escala, os espaços públicos, mesmo em períodos de chuva onde a probabilidade de arrastamento para os cursos de água (e captações para consumo humano) aumenta significativamente.

Há mais de dez anos que em Portugal não é feita qualquer análise oficial à presença do glifosato em alimentos, solo, água, ar ou pessoas. Este vazio, inédito a nível europeu, foi preenchido parcialmente em 2016 com análises realizadas pela Plataforma Transgénicos Fora em colaboração com a iniciativa internacional Detox Project que evidenciaram níveis inesperadamente elevados deste contaminante na urina de todas as pessoas analisadas. Os portugueses testados apresentaram, em média, vinte vezes mais glifosato do que os seus homólogos alemães.

Face à gravidade e à atualidade do problema, dezenas de organizações não governamentais europeias vão agora levar a pressão pública à Comissão Europeia através da Iniciativa de Cidadania. Os dias do glifosato estão contados porque a consciência coletiva dos europeus está a acordar e a opção vai esmagadoramente no sentido de uma agricultura realmente sustentável, amiga dos pequenos produtores, que contribua para um ambiente limpo e produza alimentos saudáveis para todos.

Comunicado redigido e publicado originalmente por Plataforma Transgénicos Fora!

CETA check out!

Do TTIP ja deves ter ouvido falar, mas o CETA é um tratado da mesma laia que vai muito mais avançado, à beira de ser aprovado.
Este péssimo tratado põe em causa, entre outras coisas, o acesso a cultivar sementes enquanto facilitará que as multinacionais consigam patentes de sementes, e impedirá (se deixarmos) qualquer possibilidade de economias locais e comércio justo, bem como a preservação de recursos naturaise paisagens protegidas, em Portugal e na Europa, das garras do lucro das big corps internacionais, que (não) passarão a poder processar pessoas e estados por as impedirem de lucrar com destruição ambiental alheia.
O CETA está em vias de ser aprovado em Fevereiro no parlamento europeu, e se isso vier a acontecer, nada de bom augura para o nosso futuro comum. Massa crítica precisa-se!
aqui 10 razões contra o CETA

Se o CETA for aprovado, os países periféricos e do sul ficarão sob uma enorme pressão para aplicar os padrões desse tratado para não perderem oportunidades comerciais. Os lobbies corporativos não escondem o seu objectivo de criar convergências globais baseados nos padrões euro-americanos. Isto forçará a adopção de políticas de livre-comércio por parte de países mais pobres que nem sequer participaram nas negociações.
 Faz o CETA check!
https://www.nao-ao-ttip.pt/ceta-check/

Não à patente da cevada e da cerveja

  As empresas de cervejas Carlsberg e Heineken estão a tentar obter a patente da cevada e a cerveja como sua invenção!

A cevada é um cereal muito antigo, cultivado há milhares de anos por agricultores, e a cerveja é uma bebida ancestral, claramente não inventada por esta empresa. Abaixo em inglês toda a informação sobre este caso a exigir acção cidadã. Assina a carta aberta disponível na ligação no final.
http://www.no-patents-on-beer.org/pt/

Kachel Portugal

O Parlamento europeu, a Comissão Europeia e os governos dos estados membros estão todos a pedir para acabar a atribuição de patentes que dizem respeito a plantas e animais derivados de melhoramento convencional. Isto é algo que muitas ONG’s, agricultores e criadores têm pedido ao longo de vários anos.

No entanto, nos últimos anos, o Instituto Europeu de Patentes (IEP) tem continuado a conceder tais patentes que abrangem, alimentos como por exemplo: tomates, brócolos, melões e, mais recentemente, cevada. As patentes cobrem desde sementes até colheitas, da cevada até à cerveja.

As patentes concedidas à Carlsberg e Heineken mostram como as empresas e os advogados de patentes em conluio com o IEP, são capazes de explorar e marcar áreas cinzentas na lei da patente de forma a evitar as proibições existentes.

É agora a altura dos governos da Europa agirem: Juntos no Conselho Administrativo do IEP, eles podem conjuntamente aplicar uma interpretação mais rigorosa das proibições existentes. As lacunas também precisam ser fechadas para tornar as proibições adequadamente eficazes. De facto, em 2017, os governos europeus decidiram numa iniciativa conjunta; e a decisão pode ser tomada em Junho de 2017. Contudo, há o perigo de que as proibições possam voltar a não ser efetivas. Por isso, escreva uma carta à Ministra Portuguesa da Justiça, Francisca Van Dunem – ela é a atual ministra responsável em Portugal.

Assina a petição contra a patente da cevada e da cerveja e envia a carta aberta para evitar esta vergonhosa biopirataria!

Não às patentes sobre sementes

De plantas usadas ancestralmente por comunidades indígenas, ao pimento, ao tomate, ao bróculo e até à cevada usada para fazer cerveja, muitas são as plantas que as grandes corporações tentam agarrar,  patenteando no fundo vida que não é de ninguém, mas que deve ter um direito soberano a existir livre neste planeta que não queremos corporativo.

Liberdade para as sementes, e todos os seres vivos (que também já patentes sobre animais) – Por aqui continuamos a lutar pela liberdade das sementes, dizendo um redondo NÃO às patentes sobre as sementes!

+ info:

Campanha pelas Sementes Livres
https://gaia.org.pt/campanha-pelas-sementes-livres/
Stop patents on plants and animals!
http://no-patents-on-seeds.org/