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Ambientalistas dizem não ao milho transgénico em São Tomé

Actalização a 13 de Maio no DN
ENTREVISTA: Estado são-tomense “saberá responder” sobre vantagens de milho híbrido – PR
O Presidente são-tomense defendeu hoje que o Estado saberá responder em devido tempo sobre os resultados de uma experiência chinesa com milho híbrido no país, que motivou uma greve de fome de protesto de uma ambientalista em Lisboa.
Em entrevista à agência Lusa em Lisboa, Evaristo Carvalho referiu que “o Estado saberá responder em devido tempo sobre as vantagens ou não” em relação a este projeto, criticado por ambientalistas.
A ambientalista são-tomense Elsa Garrido, da associação Greenpeace, está há 17 dias em greve de fome em frente à embaixada do seu país em Lisboa, em protesto contra a falta de transparência na introdução de milho transgénico chinês no arquipélago.
Em abril, o chefe da missão agrícola chinesa em São Tomé, Hou Xiaoping, disse aos jornalistas que uma equipa de técnicos chineses começou a cultivar milho híbrido – que resulta de cruzamentos controlados entre duas espécies diferentes, mas pertencentes ao mesmo género – no campo hortícola de Mesquita no centro da ilha de São Tomé, para ração animal.
Os ambientalistas acusaram o Governo são-tomense de ter autorizado a plantação de milho transgénico (geneticamente modificado para resistir a doenças ou espécies invasoras), mas o executivo desmentiu essa informação, reafirmando que se trata de milho híbrido e que o cultivo não passa de um teste.
“Os especialistas dizem que um híbrido também pode ser transgénico. O nosso ministro da Agricultura, Teodorico Campos, veio dizer que milho não tem perigo nenhum, mas ele próprio não sabe, porque não foi feito nenhum estudo de impacto ambiental”, disse Elsa Garrido, em declarações à Lusa na quinta-feira.
A ativista disse também que as autoridades são-tomenses não fizeram um estudo prévio ou um relatório de avaliação de riscos, nem fizeram qualquer comunicação à população.
O Presidente são-tomense, que começou na segunda-feira uma visita de uma semana a Portugal, considerou que a sua conterrânea “tem o direito de fazer a sua reivindicação” e acrescentou que técnicos são-tomenses estão a analisar esta questão, devendo pronunciar-se “em breve”.
Elsa Garrido disse que as pessoas em São Tomé estão desinformadas e assegurou que os técnicos, os engenheiros e os jornalistas são-tomenses têm medo de falar sobre o caso.
“O cidadão está a ser silenciado com meios tão severos como se estivéssemos numa ditadura. Os técnicos têm medo de falar e perder o emprego, os engenheiros têm medo de falar e até os jornalistas em São Tomé têm medo de falar. Da questão do milho passou-se ao direito cívico à informação”, disse.
A ativista disse que vai manter o protesto até o Governo “declarar a abertura de debates públicos em São Tomé [sobre o milho transgénico]”.
Actualização prévia no Diário de Notícias, quando a Elsa Garrido cumpre 15 dias de greve de fome.
(Comunicação da Plataforma Transgénicos Fora, 9 de Maio 2017)
Com muita coragem e um misto de fé e desapego a ativista santomense Elsa Garrido está há cerca de duas semanas em greve de fome em frente à embaixada de São Tomé e Príncipe em Lisboa em protesto pela falta de transparência na introdução de milho chinês em STP. A sua vontade determinada tem levado ao coalescer de apoios e interesses: a associação Gaia trouxe a sua vasta experiência na área, uma clínica disponibilizou alojamento e acompanhamento médico e aos poucos o assunto ganha projeção na comunicação social (e, na mesma proporção, poder de incomodar). Entretanto o presidente de STP está desde ontem em Portugal para uma visita oficial de uma semana. Quem quiser dar uma forcinha pode mandar um email para a embaixada (embaixada@emb-saotomeprincipe.pt) só a dizer, por exemplo: “Por favor abram o diálogo com a ativista em greve de fome por causa do milho chinês em STP. O vosso presidente não pode ignorar um caso básico de transparência e preocupação ambiental que irá influenciar profundamente a imagem que tenho do vosso país.”

Em Abril, lutas mil: Jantar Popular sobre as lutas camponesas e indígenas pela vida e pelos territórios

Assina aqui a petição para que seja adoptada uma Declaração da ONU sobre os Direitos dos Camponeses

Na segunda-feira 17 de Abril, dia internacional das lutas camponesas, convidamos simpatizantes e interessadis a participarem num Jantar Popular no espaço do GAIA, na Rua da Regueira 40, em Alfama, Lisboa. Depois do jantar será projectado o filme “Berta Vive” (30″), seguido de discussão com a participação das iniciativas Oficina de Ecologia e Sociedade, Marcha Mundial das Mulheres, NOEs, GAIA e Campanha pelas Sementes Livres.

Em 17 de Abril de 1966, 19 trabalhadores rurais sem terra foram assassinados pela polícia militar brasileira em Eldorados do Carajás, no estado do Pará. Morreram na luta pela reforma agrária e pela justa distribuição da terra.

Em Março de  2016, Berta Cáceres, mulher, indígena, lutadora hondurenha, co-fundadora do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas das Honduras (COPINH) foi assassinada, na sequência da sua luta contra projectos extractivistas transnacionais privados em território Lenca, projectos esses apoiados pelo governo hondurenho.

A criminalização dos protestos, as perseguições e a violência sobre camponeses, trabalhadores rurais, indígenas e activistas ambientais é uma realidade diária, especialmente em territórios vulneráveis e cobiçados pelo agronegócio na agricultura, pelos tratados de livre comércio e pelo modelo neoliberal, patriarcal, colonialista de usurpação de terras, exploração de recursos e destruição de territórios e comunidades.

Por tudo isso, aderimos a este Dia Internacional das Lutas Camponesas, 17 de Abril.

Para lembrar, denunciar, questionar e lutar juntis pela justiça ambiental e social!

Programa
18h: Preparação do Jantar. Quem quiser ajudar é bem-vindi!
20h: Jantar.
21h: Projecção do documentário “Berta Vive” (30”) + Debate com a participação de Oficina de Ecologia e Sociedade, Marcha Mundial das Mulheres, NOEs, GAIA e Campanha pelas Sementes Livres.

Traz sementes naturais para a troca e/ou oferta à Sementeca da Campanha pelas Sementes Livres!

O que é o Jantar Popular?
– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

Esta Sexta-feira, 10 de Março, Jantar Popular “Revival Tribunal Monsanto” no GAIA

JANTAR POPULAR NO GAIA: “REVIVAL TRIBUNAL MONSANTO!”
Sexta-Feira dia 10 de Março, Rua da Regueira 40, Alfama, Lisboa – 20h

Foi nos dias 14, 15 e 16 de Outubro de 2016 que cinco juízes internacionalmente reconhecidos, 24 testemunhos dos quatro cantos do mundo, para além de dezenas de investigadores jurídicos sob liderança do Professor Dr. Olivier de Schutter (ex-Rapporteur da ONU para o Direito à Comida), aceitaram o desafio de recolher provas sobre as actividades da empresa transnacional agro-química Monsanto, e de analisar as leis nacionais, internacionais e respectiva jurisprudência existente, com o fim de poder emitir uma opinião jurídica sobre o tipo de crimes de que este tipo de empresas pode ser acusada—contra a humanidade, a saúde pública e/ou contra a natureza—e sobre a possibilidade de poder finalmente processá-las por estes crimes.

Para assistir ao Tribunal Monsanto e à Assembleia dos Povos que teve lugar em paralelo, 750 pessoas representando 30 nacionalidades aterraram em Haia, Holanda. Tiveram o privilégio de em poucos dias ficar a conhecer algumas das personalidades mais conhecidas da luta contra a agricultura industrial e a impunidade das corporações transnacionais como Percy Schmeiser, Vandana Shiva, Valérie Cabanes, Nnimmo Bassey e Ronnie Cummins. Juntos, os participantes fortaleceram seus conhecimentos sobre os desafios que enfrentamos na defesa de uma alimentação saudável e justa, e esboçaram novas estratégias—nacionais, regionais e globais—para enfrentar o paradigma da ganância e da indiferença na agricultura.

O GAIA, em conjunto com a Campanha pelas Sementes Livres, propõe revivermos estes dias intensos, de descobertas boas e más sobre o que se passa no nosso mundo, mas sobretudo da reafirmação da nossa capacidade de vencermos os desafios unindo-nos, sabendo que somos mais tanto em número como em valor humano, e que teremos a última palavra. Estarão presentes algumas pessoas que integraram a comitiva portuguesa em Haia.

Se este nosso convite não vos convenceu, vejam o convite apaixonado da Vandana Shiva, embaixadora da Assembleia dos Povos.

Aparece para jantar connosco e ver, ouvir, e conversar o que foi o Tribunal Monsanto / Assembleia dos Povos, e para saber quais serão os próximos passos a dar!

Jantamos às 20 horas e iniciamos as apresentações e conversas mais ou menos pelas 21 horas. Se queres ajudar a preparar a comida e o espaço, aparece a partir das 18 horas!

Para quem quer aprofundar:
A carta aberta da Vandana Shiva para “iniciar os trabalhos”.
Discursos de abertura e fecho de Tribunal Monsanto proper.
Fotos e videos dos dias do Tribunal e Assembleia.
Quando é que o veredito final ficará disponível.

O que é o Jantar Popular?
– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

A equipa do documentário internacional Seed Act sobre guardiões e defensores de sementes esteve presente em Haia! Mais aqui