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Jantar popular – O que é ser indígena? – 8 de Maio, 20h- GAIA (Alfama)

No primeiro encontro do nosso Fórum Indígena Lisboa iremos abordar e discutir o que é ser indígena.
A proposta é unir os nossos conhecimentos para discutir este termo tão diverso e sobre o qual, muitas vezes, há tão pouco entendimento.

Debateremos desde a etimologia da palavra até às suas várias interpretações, as estudadas pela comunidade científica e as aceites por comunidades indígenas.

Para isso, contaremos também com a presença da indígena Groati, feminista e militante do estado do Pará, Brasil, que por meio de uma videoconferência nos vai presentear com a sua própria noção do que significa ser indígena e discutir a relação desta com a nova velha política de extermínio dos povos indígenas no Brasil.

Estamos abertos para quem quiser se unir connosco.
Vamos adquirir e compartilhar deste conhecimento ancestral nesta quarta-feira!

18h -> Cozinhar *** 20h -> Jantar *** 21h -> Conversa

*** O que é o Jantar Popular? ***

– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, nº 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

 

 

Dia 18 de Fevereiro no GAIA: Jantar Popular Contos e Línguas Indígenas

No próximo Jantar Popular vamos projetar várias curtas de animação faladas em línguas indígenas do Peru e do México.

Existem cerca de 6,909 idiomas no mundo, só na europa 230 e mais de 2,000 na Asia. Cerca de metade da população mundial fala pelo menos uma das 25 línguas mais faladas no mundo, a outra metade fala numa das restantes. Cerca de um quarto destes idiomas é falado por menos de um milhar de pessoas e estima-se que durante o próximo século mais de 3,000 idiomas desapareçam. Alguns destes idiomas são falados apenas por mulheres, outros apenas por mercadores, outros apenas numa aldeia, muitos por apenas uma mão cheia de anciões. Línguas nascem e morrem, as palavras desdobram-se ou extinguem-se, com elas um certo conhecimento e forma de ver o mundo. De uma língua para outra, algumas palavras multiplicam-se, outras perdem-se. Quantas palavras existem para nuvem? Quantas existem para neve? Para descrever o estado do mar ou as diferentes correntes no rio? Quantas palavras existem para amor ou para laços familiares? Cada língua expressa uma certa maneira de estar no mundo, de se relacionar com o mundo, de viver o quotidiano e da atenção dada a este ou aquele aspecto do ambiente que nos rodeia; mas as palavras ou são faladas ou morrem, e nalguns casos são mortas. A globalização, tanto a actual como a secular, levada a cabo em processos coloniais e tecnológicos, ameaça esta diversidade cultural e traz consigo o silenciar dessas vozes, do conhecimento que estas carregam assim como dos contos e cantares que as animam. Nestes casos falar uma língua, e contar as suas histórias, é um acto de resistência à depredação capitalista de diferentes modos de vida.

18h -> Cozinhar 20h -> jantar 21h-> Sessão de curtas

O que é o Jantar Popular?

– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

31Janeiro pelos direitos povos indígenas do Brasil, em Portugal

No âmbito da mobilização pelos povos indígenas do Brasil “Sangue indígena, nenhuma gota mais” contra o etnocídio e ecocídio no Brasil foi redigido em Lisboa um manifesto intitulado Manifesto 31 de Janeiro, assinado por diversas organizações portuguesas e entregue na Embaixada do Brasil durante a manhã de 31 de Janeiro 2019.

Ao começo da tarde dezenas de pessoas reuniram-se em praça pública abrir discussão sobre a problemática indígena vivida no Brasil, para depois atravessarem a cidade sonoramente entre tambores e vozes que em alto e bom som gritavam “Sangue indígena, nenhuma gota mais!” e “Demarcação Já!”. Em paralelo, os manifestantes abertamente falavam com a população nas ruas contextualizando a manifestação. O percurso pedestre dirigiu-se até ao Cais das Colunas, onde no meio de chuva intensa e vento se reuniram em círculo para compartilhar um momento de foco de intenção e canto colectivo pelos povos indígenas do Brasil.

Ainda em Lisboa, pelas 19h a Casa do Brasil encheu a ponto de não sobrar um lugar sentado para dar lugar a uma mostra de filmes indígenas e uma ampla conversa sobre raízes, actualidade e possíveis passos para apoiar a causa indígena do Brasil. Cantos Gavião e Akrãtikatêjê, feito pela Rita Costa, da Unifesspa, Marabá -Prêmio Proexpa. E o ainda até então inédito Xina Bena, de Dedê Maia, sobre os Kaxinawá do Acre, com narrativa do Txai Terri Valle de Aquino, personagem valoroso na antropologia praticada para demarcação de terras.

E em Coimbra pelas 20h teve lugar uma sessão de abertura com a investigadora Raimunda Monteiro. Seguiu-se a leitura da carta da APIB e do Manifesto 31 de Janeiro dos coletivos de solidariedade internacional. O encerramento ficou por conta de duas performances artísticas que retratavam as tragedias ambientais de Mariana e Brumadinho.


Fotografias de IndiasFernandes

31 Janeiro >> “Sangue Indígena, Nenhuma gota a mais”

Comunicado de imprensa: Vigília no centro de Lisboa contra etnocídio no Brasil e ameaças do governo Bolsonaro

Lisboa, 28 de janeiro de 2019 – A praça Luís de Camões, em Lisboa, será na próxima quinta-feira, 31 de janeiro, a partir das 14h, palco de uma vigília em solidariedade para com os indígenas brasileiros, contra o etnocídio em curso, e pela preservação da Floresta Amazónica e restantes ecossitemas Brasileiros.

Seguir-se-á uma caminhada até à Ribeira das Naus para um acto simbólico e à noite um debate com mostra de filmes indígenas na Casa do Brasil. No Porto, à mesma hora, terá lugar uma concentração e vigília na Praça da Liberdade e em Coimbra às 20h uma conversa aberta e espetáculo sobre o Mito Trikuna e a tragédia de Mariana.

Nesse dia, o movimento indígena brasileiro irá realizar vários actos de protesto e manifestações em simultâneo por todo o Brasil, numa iniciativa coordenada pela APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. E em várias partes do mundo estão a surgir gestos em solidariedade.

O mote é impactante: “Sangue Indígena, Nenhuma gota a mais”, e pretende chamar a atenção para o etnocídio em curso no Brasil. Um genocídio cultural que se tem estado a traduzir num crescente número de ataques e conflitos violentos em territórios indígenas, deixando um rasto de mortes. Muitos dos mortos são líderes indígenas e activistas ambientais.

Esta mobilização nacional e internacional surge como movimento de repúdio contra a Medida Provisória 870, assinada pelo actual presidente Jair Bolsonaro, que leva ao esvaziamento da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), à sua saída do Ministério da Justiça, bem como à transferência das suas atribuições, da demarcação e do licenciamento ambiental em terras indígenas para o Ministério da Agricultura e Pecuária.

A demarcação de terras indígenas é um direito constitucional dos povos originários, reconhecido no Brasil desde 1988. No entanto mais de 400 territórios continuam por demarcar devido aos grandes interesses da indústria de exploração de minério, das madeireiras e do chamado agronegócio, levando a confrontos violentos entre os latifundiários e os indígenas, que acabam muitas vezes feridos ou mortos.

As florestas brasileiras são preciosas para manter a temperatura do planeta abaixo dos 1.5o C e as comunidades indígenas e tradicionais são uma peça chave para travar as alterações climáticas, pois através das suas tradições e culturas mantêm os ecossistemas em que habitam vivos e saudáveis.

Programa de 31 Janeiro, em Portugal

Lisboa:

11.30h> Entrega do Manifesto na Embaixada do Brasil
14h > Concentração na Praça Luís de Camões
17h > Caminhada até à Ribeira das Naus para um acto simbólico
19h > Mostra de filmes de temática indígena e debate – Casa do Brasil

Porto: 14h > Concentração/vigília na Praça da Liberdade

Coimbra: 20h > Conversa aberta com espetáculo no Ateneu de Coimbra

16 Fevereiro no GAIA: Jantar Popular com projecção do documentário Mundurukânia-Na Beira da História

Dia 16 de Fevereiro pelas 20 horas: Jantar Popular do GAIA + Projecção do filme Mundurukânia, Na Beira da História


Aproveitando a chegada de uma companheira que vive perto da cidade de Santarém no Brasil, queremos mostrar o documentário Mundurukânia que mostra a história arqueológica bem como a realidade actual dos índios Munduruku e a condição política em que esta comunidade se encontra, esmagada por empresas mineradoras e construtoras de barragens. A conversa será à volta da actualidade de miséria, violência e luta para a maioria dos povos indígenas como esboçado pelo documentário complementada com as histórias de quem vive perto desta realidade.
 
Ficha técnica:
Mundurukânia, Na Beira da História (2015) 45”
Realizador: Miguel Viveiros de Castro
Filmado no Brasil

P.S.: Na Quinta-feira, dia 15, a Recicleta e o Posto de Terramoturismo abrem portas como de costume!

O que é o Jantar Popular?

– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

Comunicado imprensa: Líder Guarani-Kaiowá visita Portugal para denunciar genocídio dos povos indígenas no Brasil

Comunicado de imprensa
Líder Guarani-Kaiowá visita Portugal para denunciar genocídio dos povos indígenas no Brasil

Lisboa, 31 de Maio de 2017—O Cacique Ládio Veron vai estar durante os próximos dias 3 a 8 de Junho em Portugal, para denunciar o genocídio, etnocídio e perseguição por parte do Estado brasileiro e buscar apoio à luta dos povos Kaiowá e Guarani pelos seus direitos e pelas suas terras.

O líder indígena marcará presença em eventos no Porto (Dia Mundial do Ambiente), na Assembleia da República, na Universidade de Coimbra e em diferentes associações, testemunhando o drama que vivem os índios Guarani-Kaiowá e outros povos do país—desprezados pela classe política, atacados pela polícia militar e assassinados pelos grandes latifundiários.

No estado do Mato Grosso do Sul, enquanto o agro-negócio soma lucros, as tribos indígenas sobrevivem em pequenos terrenos cercadas por monoculturas de soja, milho e açúcar. Lutam pelo direito a uma pequena parte das suas terras (cerca de 9 mil hectares, 2% do estado), de onde foram expulsas a partir de 1492. O território foi reservado na constituição brasileira, mas de seguida invadido e ameaçado pelos fazendeiros, com apoio dos militares. Esta é a região brasileira com maiores índices de violência contra os povos indígenas—nos últimos 15 anos já terão sido assassinados 400 índios.

“Aquilo que os europeus comem está misturado com o sangue dos índios. Os europeus devem saber como estão a destruir as nossas florestas, a poluir a nossa água e como nos assassinam. É a nossa sobrevivência que está em jogo”, denuncia Ládio Veron.

Segundo os organizadores da viagem, o Brasil vive hoje um momento histórico que pode ser considerado um dos piores das últimas décadas. Desde o golpe da elite brasileira em conluio com multinacionais e a tomada do poder por Michel Temer, ficou impossível qualquer diálogo com o Estado brasileiro, mais neoliberal e capitalista do que em qualquer época. O objectivo da viagem é de dinamizar uma rede europeia de solidariedade.

Ládio Veron repete assim a viagem que o seu pai, Cacique Marco Veron, fez à Europa em 2001—antes de ser assassinado pelos fazendeiros em frente à própria família. A visita a Portugal marca o fim dum périplo de esperança que percorreu doze países europeus, encontrando representantes políticos e dos movimentos sociais. A viagem é organizada pela iniciativa cidadã “Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus” e tem o apoio de associações e ONGs de toda a Europa.

Agenda do Cacique Ládio Verón em Portugal:
>> 3 de junho, 18h30 conversa na Fábrica das Alternativas em Algés https://www.facebook.com/events/377334659334768/
>> 5 de junho, Dia Mundial do Ambiente, espaço PAN Porto, apresentação e debate  “O agronegócio e a resistência dos povos indígenas” https://www.facebook.com/events/1873949326177325/
>> 6 de junho, 15h00, seminário “Aonde nos leva tanta violência? Lutas e Resistências dos Povos Indígenas das Américas: Guarani Kaiowa e outras experiências”, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra http://www.ces.uc.pt/pt/agenda-noticias/agenda-de-eventos/2017/aonde-nos-leva-tanta-violencia/apresentacao
>> 7 de junho, recepções na Assembleia da República pelo deputado do PAN André Silva 11h00 e pelo deputado do Bloco de Esquerda José Manuel Pureza 14h00
>> 7 de junho, 20h00, Jantar Popular, apresentação e debate no GAIA em Lisboa https://gaia.org.pt/2017/05/26/jantar-popular-lutas-dos-povos-indigenas/
>> 8 de junho – recepção pela Comissão do Ambiente na Assembleia da República

Mais informação:
https://www.facebook.com/Cacique.Ladio.Veron.Portugal/
https://www.facebook.com/viagemladioveron/

Contactos
António Pedro Dores (CIES/ISCTE-IUL), EM antonio.dores@iscte.pt, TM 933 615 537
GAIA-Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, EM lisboa@gaia.org.pt

Jantar Popular do GAIA 7 de Junho: Onde nos leva tanta violência? As lutas dos povos indígenas na América do Sul

 

Na quarta-feira dia 7 de Junho vamos dar destaque à luta dos povos indígenas—como os Guarani-Kaiowá—contra o roubo e destruição das suas terras natais por corporações transnacionais em conluio com muitos dos estados da América Latina
As violações dos direitos básicos destes povos têm sido uma constante nas últimas décadas. Entre os crimes cometidos contra os indígenas constam o genocídio e o ecocídio. Infelizmente as atrocidades cometidas em nome de um lucro fácil têm passado muito despercebidas. Para dar visibilidade à causa dos seus povos e recolher apoios, o cacique Guarani e Kaiowá Ládio Veron está a fazer uma viagem que passa por 12 países da Europa. Ele será o nosso convidado especial. Mais sobre ele e a causa aqui.
 
Quem quiser ajudar na preparação é bem-vindi a partir das 18 horas. Comemos às 20 horas e iniciaremos as apresentações e debate pelas 21 horas.
O que é o Jantar Popular?

– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.