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6 Março, Jantar Popular Mexicano: O chamado da água – Tecedores de Redes na América Latina

Bem vindos a esta canoa, onde o rio de uma conversa nos vai levar por vários temas e lugares. A primeira paragem será o Consejo de Visiones – Guardianes de la Tierra, movimento com quase 30 anos que nasceu no México e que tem transformado biorregiões, revolucionado ideias e inspirado a criação de centenas de organizações e projetos por todo o mundo. Daí faremos outras paragens como o movimento de redes na América Latina, o Chamado da Água no México, o ativismo espiritual, a água que nos une… Como qualquer viagem, teremos alguns imprevistos, novos temas surgirão, dúvidas, propostas… Mas o destino final será certamente esse lugar de inspiração dentro de cada um que nos convida à acção.

Esta terça-feira, 6 de Março, no GAIA

  • Ajudar: 18 h
  • Jantar Mexicano: 20 h
  • Apresentação e conversa: 21 h 30

>> O que é o Jantar Popular?
– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

Sou Arlindo Marques: contra a violação de direitos da parte da empresa CELTEJO

O GAIA junta-se à campanha de solidariedade com o defensor do rio Tejo Arlindo Marques , contra a repressão por parte da empresa CELTEJO.

O Arlindo Consolado Marques, membro e secretário da mesa do Conselho Deliberativo do proTEJO, é um cidadão ribeirinho do Tejo que ama verdadeiramente o Tejo tendo vivido à beira Tejo e convivido com o rio ao longo da sua vida.
Desde início de 2015 que tem vindo a denunciar às autoridades competentes a extensa e grave poluição que começou a observar no rio Tejo, a qual começou a registar em vídeo e a divulgar nas redes sociais para que todos pudéssemos saber do estado lastimável a que o rio Tejo tinha chegado.

Em muitas das situações registadas em vídeo e denunciadas por Arlindo Consolado Marques existem fortes suspeitas da poluição existente no rio Tejo ser proveniente da CELTEJO – Empresa de Celulose do Tejo, S.A., pertencente ao Grupo ALTRI, ou de indústrias de papel associadas uma vez que esta empresa foi sinalizada pela Agência Portuguesa do Ambiente como contribuinte significativa para as ocorrências de poluição no rio Tejo.

Inacreditavelmente a empresa CELTEJO interpôs uma ação judicial contra o Arlindo Consolado Marques por ofensas à sua credibilidade e bom nome em consequência das denúncias que o mesmo tem feito e divulgado nas redes sociais sobre a poluição do rio Tejo, reclamando o pagamento de uma indemnização de 250 mil euros.

Esta ação contra o Arlindo Consolado Marques é uma ação contra todos os cidadãos de Portugal e Espanha que defendem o rio Tejo e contra todos os defensores do ambiente, consistindo num ato de intimidação que tenta condicionar o direito constitucional que todos os cidadãos têm de expressar livremente a sua opinião e o dever constitucional que todos os cidadãos têm de defender o ambiente.

Assim, devemos todos estar solidários com o Arlindo Consolado Marques comprometendo-nos a tomar todas as diligências para que este não seja condenado por exercer a sua cidadania e para que a ação interposta pela CELTEJO seja uma oportunidade para um cabal esclarecimento sobre as responsabilidades pela poluição do rio Tejo.

Esta é a hora de retribuirmos e de nos unirmos todos para ajudar na defesa de Arlindo Consolado Marques tal como ele tem defendido o rio Tejo e os seus afluentes.

Apelamos a que todos os cidadãos e comunidades ribeirinhas do rio Tejo e seus afluentes, em Portugal e Espanha, se solidarizem agora para ajudar e defender aqueles que com o risco da própria vida protegem os nossos rios.

O Arlindo Consolado Marques merece e o Tejo também o merece!

SOMOS TODOS ARLINDO MARQUES!

Vejam os vídeos aqui.

Jantar Popular: Piratas modernos e comunidades no mar

Velejar…
Um hobby de luxo para os privilegiados? Um desporto para os ricos?
Talvez, mas não só.
Empunhamos um par de binóculos, perscrutamos o horizonte: Alternative World Sailing Community , Festina Lente, Confradia Recla-Mar, AJD , Flotille
Cada vez mais projectos e pessoas têm descoberto na vida no mar uma alternativa à sociedade consumista, e uma experiência de autonomia e liberdade. Recuperam-se veleiros moribundos, içam-se velas, parte-se sem pressa, derrubam-se fronteiras, criam-se redes, experimentam-se formas de vida comunitária e em harmonia com a natureza.

Três veleiros recuperados e colectivizados estão neste momento em Lisboa. O Tupamaro partiu da Bretanha rumo a sul. É um dos barcos do colectivo Jean-Batollectif/ve:  uma equipa duma quinzena de pessoas com vontades comuns, como as de navegar, reparar barcos, criar sinergias, fazer espectáculos, grupos corais, cantinas… O Albarquel é um barco de 20 metros em madeira que está a ser reparado por mais de uma dezena de pessoas num estaleiro em Sarilhos Pequenos e que vogará em breve rumo a Marselha. O grupo que se ocupará do Albarquel está ainda em construção.

 
A sua tripulação vem até ao GAIA, partilhar histórias e conversar sobre o mar, a vela e o sonho.

Vamos conhecer estes piratas dos nossos tempos. Para quem sabe amanhã sermos nós a zarpar 🙂

18h cozinhar (ajuda é bem-vinda)
20h jantar
21h30 apresentação e conversa

(read more for english)

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Lançamento do relatório: “Empregos para o Clima” em Portugal

A Campanha internacional “Empregos para o Clima” existe em Portugal desde 2015 e conta com o apoio de várias organizações cívicas, sindicais e ambientais.

Ao longo do último ano a campanha contou com a colaboração de vários académicos e ativistas para elaborar um relatório sobre os empregos necessários para a transição energética em Portugal.

Que empregos? Em que setores? Com que custos? Que transição? A publicação foca-se nestas e outras questões, avançando a estimativa global de 100 000 novos empregos para reduzir as emissões poluentes de Portugal em 60-70%, em 15 anos.

O lançamento do relatório “Empregos para o Clima” terá lugar amanhã, dia 19 de outubro(quinta-feira) pelas 19h no auditório do CES- Lisboa (Picoas Plaza), e contará com a presença de:

Manuel Carvalho da Silva – CES-Lisboa (comentador)
Ana Delicado – Instituto de Ciências Sociais, UL (oradora)
Américo Monteiro – CGTP-IN (orador)
Ana Mourão – Climáximo (moderadora)