Category Archives: Acções

Mesoamérica Resiste” uma aventura grafica – uma historia das nossas lutas – 14 de Janeiro – 16h – GAIA Alfama

“Mesoamérica Resiste”,
uma aventura grafica – uma historia das nossas lutas
Convidamos todas as pessoas para uma viagem dentro das experiências de lutas e resistências dos povos da América Central frente à grande série de “mega-projetos” e as suas consequências para a terra e os seus habitantes.
Esta aventura gráfica, trata-se  de uma apresentação de um mapa, concebido por um colectivo de desenhadores norte-americanos, em colaboração com os povos do território em questão. Este mapa, com interesse  tanto artístico como informativo e pedagógico, tem por ambição de representar uma descodificação crítica das relações entre as grandes infra-estruturas mundiais (corporativistas)  e os nossos destinos colectivos e comunitários.
Além de ser uma obra gráfica de grande impacto, trata-se de uma ferramenta criada para conectar os povos, as suas cosmogonias e reforçar a sua soberania.

Mais informaçaões em www.beehivecollective.org , disponíveis em inglês e
espanhol.
Uma pré-visualização do cartaz :
beehivecollective.org/posterViewer/?poster=mr&lang=es

Assembleias Populares para o Futuro da Nossa Comida & O Futuro do Nosso Planeta – 02-16 outubro – Em todo o mundo.

Este ano, durante a Convocatória para a Acção pela Liberdade das Sementes 2016, Navdanya irá co-organizar um Tribunal Monsanto, bem como uma Assembleia Popular em Haia. Convidamos-te a organizar também Assembleias Populares, onde quer que estejas, para recuperar o nosso sistema alimentar – O nosso pão e a nossa liberdade.


Para ver as legendas clique na roda da barra de controlo e selecione o seu idioma.

Translation kindly provided by Isabela S. de Castro and Campanha pelas Sementes Livres (GAIA)

 

Assembleias Populares para o Futuro da Nossa Comida & O Futuro do Nosso Planeta –
02-16 outubro – Em todo o mundo.

Enfrentamos um colapso social, económico e ecológico em todos os cantos do mundo. A Agricultura Industrial de larga escala é um dos principais responsáveis deste colapso

Destruindo 75% do nosso solo, água e biodiversidade e contribuindo em 50% para as mudanças climáticas, este modelo, que tem as suas raízes na guerra, produz apenas 30% dos alimentos.

Os reais produtores de alimentos são os nossos polinizadores, organismos do solo e biodiversidade e pequenos agricultores que – como co-criadores e co-produtores com a natureza – fornecem 70% dos alimentos que são nutritivos para o planeta e para as pessoas.

A Monsanto emergiu como a maior força destrutiva na agricultura nos últimos 20 anos usando mitos de OGM, patentes, comércio livre e tóxicos para monopolizar as nossas sementes e envenenar a nossa comida.

Este ano, durante a Convocatória para a Acção pela Liberdade das Sementes de 2 outubro – 16 outubro 2016, Navdanya irá co-organizar um Tribunal Monsanto, bem como uma Assembleia Popular em Haia, de 14 a 16 de outubro.

Convidamos-te a organizar também Assembleias Populares, onde quer que estejas, para recuperar o nosso sistema alimentar – O nosso pão e a nossa liberdade.


ÍNDICE: Datas importantesOrientações para as Assembleias PopularesDia Mundial da Alimentação


Seis perguntas a MonsantoA Guerra corporativa contra o Planeta, as Pessoas e a Democracia [Inglês] – Tribunal Monstanto e Assembleia Popular em Haia [Inglês]


Datas importantes

15-16 de outubro – Haia, Holanda: Tribunal Internacional Monsanto

14-16 outubro – Haia, Holanda: Assembleia Popular para o Futuro da nossa Comida e o Futuro do nosso Planeta [Inglês].

02-16 outubro –No mundo todo: Assembleias Populares locais pelo Futuro da nossa Comida e o Futuro do nosso Planeta.

16 de outubro: Dia Mundial da Alimentação – No mundo todo: Protestos e Marchas contra a Monsanto [Inglês].


Assembleias Populares locais – 02-16 outubro – Orientações

Assembléias Populares pelo Futuro da Nossa Comida e Futuro do Nosso Planeta são eventos auto-organizados que visam colocar as corporações criminosas que ameaçam a saúde do nosso planeta sob um julgamento público. Em qualquer nível; nas comunidades, vilas, cidades, regiões e países, as pessoas estão a fazer um balanço dos danos causados pela Monsanto e outras corporações semelhantes, ao nosso meio ambiente, saúde pública, independência e regulamentação científica e à nossa liberdade e democracia. Assembleias Populares também visam delinear uma visão colectiva e um planeamento participativo a nível local para o futuro que queremos e estamos a modelar livres de OGM, venenos, combustíveis fósseis, patentes, “livre comércio”, livre de controlo corporativo.

Forme um grupo de voluntários de diferentes movimentos, tais como: guardiões de sementes, jardineiros, agricultores, mães, cozinheiros, escolas, autoridades locais, médicos, advogados, cidadãos, etc … Encontra um espaço público (jardim, quinta, câmara municipal, praça pública, local de encontro da comunidade, pátio de igreja, escola, faculdade ou universidade), onde possas organizar a tua Assembleia Popular entre 2-16 de Outubro e convidar todos os amigos e familiares, todos os movimentos e instituições a participar.

O formato é variável, pode ser um festival de comida com uma refeição / piquenique orgânico e / ou um festival para troca de sementes e um compromisso de não aceitar as patentes sobre as sementes.

Os dois aspectos que devem ser abordados são:

1. Identificar os danos que a Monsanto tenha feito em sua comunidade local e região. O papel da Monsanto e de seus produtos em sua área – Roundup, OGM, patentes e royalties, contaminação genética, ataque a cientistas, corrupção de funcionários e representantes eleitos, desmontagem e desregulamentação de leis de segurança e os direitos dos agricultores às sementes. Realiza um julgamento público dos criminosos corporativos que estão destruindo nossa espécie, a biodiversidade, a nossa saúde, a saúde das nossas crianças, nossa democracia.

2. Identifica as iniciativas na tua área em que as pessoas estejam envolvidas para criar comunidades locais e sistemas de alimentos livres de veneno, livres de OGM, livres de patentes, livres de combustível fóssil, livres de controlo corporativo, incluindo iniciativas de bancos de sementes, agricultura orgânica, hortas urbanas e escolares, mercados de agricultores locais, CSAs (Comunidades que Sustentam a Agricultura), grupos de compras éticas, etc …

Mapear a visão que tens para um futuro livre de OGM, livre de químicos, bem como uma visão para a o Seed Freedom (sementes livres) e Freedom Food (alimento livre) para 2020 e um plano de transição de como chegar lá. Se desejares, forma grupos de discussão, desenhos, placas de visão e obras de arte..

Cria uma aliança popular para continuar o processo democrático para impedir os criminosos de guerra nos nossos sistemas alimentares e criar um sistema alimentar não violento, saudável e abundante. Semeia as sementes da Vida, Semeia as sementes da Liberdade..

Como partilhar o teu evento

1. Anúncio

Adiciona as tuas próximas Assembleias Populares, , ações & eventos ao Calendário do Seed Freedom, com data / s, uma breve descrição, uma imagem de tua escolha e links disponíveis (o teu site, redes sociais, etc …).
Preencha o formulário [Widget do Google Tradutor disponível]: http://seedfreedom.info/events/submit-your-event/

– Para Eventos perto de ti, visite: http://seedfreedom.info/events/

2. Resultados

Envia-nos as conclusões e resoluções por escrito e vídeos e / ou fotos de tuas Assembleias Populares locais sobre o Futuro da nossa Comida, Futuro do nosso Planeta. Email: submit [@] peoplesassembly.net

No dia 16 de outubro, na conclusão da Assembléia Popular em Haia, organizado como parte do Tribunal do povo, tua determinação, fotos e vídeos serão integrados com todos os outros para uma visão Planetária sobre o Futuro da Nossa Comida, uma visão crescente dos movimentos populares, de uma forma auto-organizada, em contraste ao projeto tóxico da Monsanto e outros fabricantes de veneno que impõe o seu modelo de agricultura baseado em agrotóxicos, transgênicos, patentes de sementes e destruição da democracia.

Se estás a organizar um protesto Monsanto no dia 16 de outubro, leia sua visão no comício, partilhem a comida, o pão juntos, troquem sementes. Nosso Pão é a nossa Liberdade.


Dia Mundial da Alimentação – 16 de outubro

Este Dia Mundial da Alimentação permite-nos fazer uma escolha pelas Sementes Livres e Comida Livre. (Seed Freedom e Food Freedom), vamos fazer um compromisso para nos libertarmos da propaganda corporativa que nos aprisiona.
Façamos da Terra e da Biodiversidade o nosso guia para semear o futuro com base no Seed Freedom e Food Freedom. (Sementes livres e Alimento Livre)

O Prémio Corporativo Mundial de Alimentos de 2016 dado no Dia Mundial da Alimentação foi anunciado para “Biofortificação”.

Os cientistas corporativos financiados por Gates ganharam o Prémio por ter inventado uma batata doce laranja. Mas os Maori da Nova Zelândia tinham desenvolvido Kumara, batata doce laranja (Beauregard) há séculos. Gates também está a financiar a pesquisa de biopirataria do Dr. Dale de Queensland, que utilizou uma banana indígena  da Micronésia rica em vitamina A e declarou que a banana foi  invenção de engenharia genética. Biopirataria de Biodiversidade das pessoas e conhecimento indígena não é ciência ou inovação. 107 vencedores do Prémio Nobel (incluindo um morto) tiveram que ser mobilizados para apoiar o fracassado “arroz dourado” e continuar a empurrar OGMs. E até mesmo o Bt e HT OGM falharam no controlo de pragas e ervas daninhas e, ao contrário, criaram super pragas e super ervas daninhas. Poderosos do Dinheiro e da indústria de Biotecnologia, estão eles mesmos a tentar libertar tecnologias de exterminação como edição de genes e unidades (drives) de genes.

Extermínio é um crime contra a natureza e a humanidade.

A Biodiversidade produz mais nutrição do que os projetos “corporativos” de “Biofortificação “.

No Dia Mundial da Alimentação vamos celebrar a Agroecologia e nossa rica biodiversidade, como alternativas que são superiores a todas as ferramentas violentas e fracassadas que vêm de guerra e de mentes militarizadas.

Vamos honrar todos os seres e as nossas comunidades na sua diversidade rica e vibrante, com marchas e festas, com feiras e festivais.


• Saiba mais sobre o Tribunal Monsanto: http://pt.monsantotribunal.org/

• Saiba mais sobre a campanha Navdanya em Jaiv Panchayat – democracia viva desde 1999 [Inglês]: http://www.navdanya.org/campaigns/jaiv-panchayat


Mais ações pelo Seed Freedom

• Assina a Declaração Seed Freedom (Sementes livres): http://seedfreedom.info/declaration-on-seed-freedom/
[Português]: https://gaia.org.pt/node/16379

• Subscreve o boletim & actualizações da Liberdade das Sementes: http://seedfreedom.info/newsletter/

Convocatória para a Acção do Seed Freedom (Sementes Livres) 2016

 

Quinzena de Ação “Jogam com as Nossas Vidas” – 24 de outubro a 6 de novembro

Os donos deste sistema socioeconómico são apostadores de altíssimo risco. Na cobiça do lucro, arriscam quase tudo. E as fichas deste jogo, que arriscam em apostas cada vez mais altas, somos nós.

Todos os dias, as suas apostas erodem o nosso sentido de dignidade, segurança, saúde, justiça, esperança. Todos os dias, encurralam cada vez mais pessoas abaixo do limiar da pobreza, em regimes de trabalho precário e perigoso, ou desemprego perene, ciclos de penhoras e despejos, exclusão e imobilidade social, desigualdades galopantes. Tudo para continuar o jogo. Todos os dias, atacam o nosso direito a existir, e o das gerações vindouras, ao precipitarem o nosso sistema climático num inferno de secas, tempestades e fogos florestais. Tudo para continuar o jogo. Todos os dias, encontram novas formas de perpetuar as suas apostas, de extrair as vísceras da terra, enquanto salvam os bancos, as bolsas e os mercados de apostas, tudo para continuar o jogo.

Todos os dias, jogam com as nossas vidas.

É hora de jogarmos também – para inverter o jogo deles.

A campanha Empregos para o Clima convoca uma quinzena de ação pela justiça social e climática, de 24 de outubro a 6 de novembro, em todo o país. Traz a tua organização ou coletivo às ruas esta quinzena, para jogos/ações/protestos contra a precariedade laboral e ambiental, pelo emprego digno e um futuro sustentável! Reserva esta data.

Contacto: contacto@empregos-clima.pt

Bicicletada contra o fracking

bannerflyer-frackingpt-768x526Seguir as etapas do caminho por aqui: http://bicicletada.colectivo1000101.org/pt

Manifesto

Parecemos entender o valor do petróleo, da madeira, dos minerais, ou da habitação, mas não percebemos o valor da beleza crua, da vida selvagem. Contra esta lógica do lucro, há centenas de anos que povos indígenas, campones@s e autócton@s levantam-se para se defenderem, defenderem a natureza. Nós decidimos realizar esta viagem para defendermo-nos, defender os oceanos, os aquíferos e os solos contra a exploração de energias fósseis, que destrói tudo à sua passagem deixando paisagens de deserto e praias negras de morte. Vamos rolar para partilhar informação, debater ideias, unir lutas e criar redes!

No mar, da Bacia do Porto à Bacia Algarvia, tencionam explorar reservas em águas muito profundas (Deep Offshore). O maior derrame de petróleo de sempre, foi de uma exploração Deep offshore conhecida como Deepwater Horizon, protagonizado pela British Petroleum (BP), no Golfo do México.

Em terra, no Bombarral, Cadaval, Alenquer, Alcobaça, Aljezur, Tavira e Serra da Ossa/Estremoz encontram-se reservas de gás de xisto, que só são extraíveis através da técnica da Perfuração Horizontal de Fracturação Hidráulica, conhecido internacionalmente como Fracking. Das últimas notícias sobre o fracking ouvimos falar de explosões e incêndios em poços de fracking, de terramotos constantes em Oklahoma ou em Montbiel aqui perto. Os rios e aquíferos são contaminados com resíduos radioactivos, minerais e metano devido às fissuras criadas pela fracturação hidráulica.

A exploração a altas profundidades no mar e a fractura hidráulica em terra são consideradas técnicas não-convencionais de extração. Para aceder a estas reservas, a indústria petrolífera inventa novas técnicas, ainda mais perigosas e mais poluidoras do que as técnicas “convencionais”.

O (des)governo português assinou contractos de concessões com grandes multinacionais, que prometem começar a perfurar o primeiro poço exploratório em Agosto a 80 km de Sines.

Se te tirassem todo o sangue e os ossos de dentro de ti, como irias sentir-te? O petróleo é o sangue do planeta, os minerais os ossos. Os engenheiros não conseguem controlar as suas experiências gananciosas com a energia do planeta terra.

Queremos partilhar a aprender todo o conhecimento das populações por onde passarmos. Conhecer as energias respeitadoras dos animais, plantas, rios e ecossistemas (onde nos incluímos como espécie). Recolher o conhecimento, as energias e depois divulgar, unir, criar.

Apelamos aos nossxs colegas rebeldes de todo o mundo que se unam contra o fracking, um dos vários atentados do capitalismo. Destruir tudo, ficar com os lucros. Vamos resistir a este Ecocídio, que intrínsecamente provoca Genocídios.

Este evento depende a participação, colaboração e apoio mutuo. Será financiado pelos participantes e por quem apoiar pelo caminho.
Não procuramos doações, preferimos participações!

 

Plano e ideias

Aqui partilhamos o nosso plano, também podem ver o caminho. Aguardamos o vosso contacto para adicionar mais eventos ao caminho!

Estão todxs convidadxs a participar numa etapa, em várias etapas, ou num pequeno trajecto contactem-nos através do e-mail bicicletada at disroot ponto org.

 

* Relembrar a bicicleta como um meio de transporte
* Passar nos locais importantes para a indústria petrolífera (refinarias, áreas com concessões, locais onde já foram realizadas prospeções, etc.)
* Passar informação (flyers, stickers, apresentações, palestras, etc…)
* Conhecer e/ou dar a conhecer projectos e locais que divulguem a auto-sustentabilidade, energia livre, libertação animal, defesa da natureza, permacultura, * * organização horizontal, projectos sociais, movimentos alternativos, etc…
* Deixar a semente para a criação de um grupo local contra o petróleo e gás e outros tipos de mega projectos.
* Servir de meio de contacto entre várias pessoas e grupos que poderão vir a colaborar em acções futuras.
* Incentivar cada um a acreditar em si, e a agir como consegue e sabe, para colaborar ou criar o seu próprio grupo.
* Alertar o maior nr de pessoas possível durante a viagem, para que no futuro uma acção de um grupo contra as explorações de petróleo ou uma acção do governo e/ou petrolíferas seja apoiada ou rejeitada de norte a sul.
* Dar a conhecer várias formas de resistência popular na Europa e no Mundo
* Convidar as pessoas a participar activamente na acção com uma receção, dar flyers, organizar uma secção de informação, viajar 1, 10,100,1000, ou todos os km da viagem, a criar um grupo local, a organizar eventos para chamar atenção para as explorações, etc.
* Criar uma rede de luta contra as energias fosseis, para invocar protestos e acções de solidariedade com as lutas em seu redor.
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O QUE TRAZER (SEM OBRIGAÇOES)
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* Vontade
* Comida para um par de dias (depois a ver)
* Saco de cama e/ou tenda
* Uma camara de ar; luzes; um cabo de travões e mudanças; alguma ferramenta, colete refletor
* Contactos para o caminho (para conhecer, ajudar, comer, apresentar uma secção de informação, dormir, etc)
* Identificação (evitar “casos de policia”)
* Uma cópia dos direitos dos ciclistas na estrada
* Propaganda e informação
* Mentalidade de organização horizontal

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O QUE NAO TRAZER
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* Propaganda Politica, do tipo: Xenófoba, Racista, Sexista, Corporativa, Religiosa, Capitalista e Nacionalista.
* Propaganda das gigantes ONGs ambientalistas internacionais
* Camping-Gás ou fogões
* Superioridade moral
* Infiltrados (jornalistas, policia em serviço, lobistas, observadores das corporações e ONGs, informadores, Etc.)

 

O QUE GOSTARIAMOS
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* Que a alimentação fosse 100% vegetariana (chamar a atenção para a Libertação Animal, e para a produção de produtos de origem animal e o impacto nos gases efeito de estufa, que já ultrapassa o impacto do CO2 na camada de ozono devido ao Metano libertado durante a produção de animais)
* Que os alimentos fossem biológicos
* Praticar freeganismo (2)
* Que as nossas roupas não ostentassem marcas
* Que as bicicletas não sejam de uma loja, ONG, corporação/empresa, para evitar o Greenwashing e a publicidade proveitosa.
* Apoios locais com espetáculos de malabares, teatro, contadores de histórias, concertos acústicos (de preferência), performances e outros.
* Acções em locais que representam as corporações que investem na exploração de gás e petróleo em Portugal
* Que chegássemos ao Fim
* Que o Fim fosse um princípio… do fim da indústria do fóssil!
Que dizem?

 

(1) FORÇA MAIOR
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•    Incumprimento ou atraso por parte da concessionária, de qualquer obrigação, no todo ou em parte, serão justificáveis, se o incumprimento ou atraso seja causado por motivos de Força Maior.
•    Força Maior significa qualquer acontecimento ou circunstância considerada, de acordo com critérios de razoabilidade, fora do controlo de qualquer das partes (corporações e Estado), que impeça ou atrase o cumprimento das obrigações previstas no contracto de concessão, que apesar de tomadas todas as diligências adequadas, tal parte não seja capaz de evitar, actos de guerra, actos de terrorismo, tumultos, rebeliões ou perturbações civis, actos de Deus, terramotos, tempestades ou outras catástrofes naturais, explosões, incêndios ou expropriações, nacionalizações, requisição ou outras interferências de autoridades governamentais e ainda greves nacionais ou regionais ou conflitos laborais (oficiais ou não).
•    Se os motivos de Força Maior se mantiverem durante mais do que 15 dias consecutivos as Partes (corporações e estado) vão reunir e rever a situação para acordarem medidas a serem tomadas para a remoção da Força Maior.
•    Se os motivos de Força Maior ocorrerem durante o período inicial de prospeção e pesquisa, e os seus efeitos continuarem por um período de 6 meses consecutivos, a concessionária poderá com um prazo de 90 dias requere o fim do contracto junto do governo. A proposta será avaliada pelo Estado.

 

(2) FEEGANISMO
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* Freegans são pessoas que consomem o mínimo possível de produtos. Os freegans apoiam a comunidade e a ajuda mútua.
* O termo freegan é derivado das palavras “free” (livre, grátis, em inglês) e vegan. Vegans são pessoas que não consomem produtos de origem animal ou testados em animais, em um esforço de evitar a exploração animal, reconhecendo que em uma economia industrial, de produção em massa, movida pelo lucro a exploração acontece em todos os níveis desde a aquisição da matéria-prima, à produção e ao transporte em praticamente quase todos os produtos que compramos
* Procura meios para não colaborar em uma sociedade onde os alimentos são cultivados a milhares de quilômetros, industrializados, e transportados por longas distâncias para serem armazenados por um longo período, tudo isso a um alto custo ecológico.
* Os freegans reconhecem os impactos ecológicos e sociais dos automóveis. Todos sabemos que os automóveis, mas normalmente ninguém pensa nos fatores como florestas serem destruídas para a construção de estradas onde antes havia vida selvagem, e nas constantes mortes de seres humanos e de animais. Além do mais, o atual uso massivo do petróleo gera o estímulo econômico que acarreta guerras.
* Talvez a estratégia freegan mais comum seja a chamada “pilhagem urbana” ou “mergulho em lixeiras”. Essa técnica consiste em procurar no lixo das lojas, residências, escritórios, e outros locais, por bens utilizáveis, incluindo alimentação.
* Grupos como o Food Not Bombs (Comida, e não Bombas) recuperam alimentos que provavelmente iriam para o lixo e os utilizam para preparar refeições coletivas em locais públicos.
* Os freegans reciclam, fazem composto de matéria orgânica no solo para produzir adubo, e sempre que possível consertam o que têm ao invés de mandar fora e comprar algo novo.
* Para o freegan trabalhar significa sacrificar nossa liberdade para obedecer ordens de outros, significa estresse, chateação, monotonia e em muitos casos, arriscar nossa bem-estar físico e psicológico.

28JUN Tecer uma linha vermelha RED LINE // 943 km é o limite!

// A LINHA VERMELHA é uma frase usada globalmente para dar um sentido figurativo a um ponto de não-retorno, ou uma linha na areia, sendo um limite passado o qual a segurança deixa de existir.

Há alternativas seguras à exploração de petróleo e de gás de xisto. Vamos manter as águas freáticas potáveis e o petróleo no chão.

Desde 25 de Junho e até dia 30 de Junho vamos encontrar-nos todos os fins de tarde, à beira do lago*, entre as 17h30 e as 19h30, para em conjunto tecer uma linha vermelha.

Estamos a tecer e entrançar e tricotar uma linha vermelha contra a exploração de petróleo na costa portuguesa e de gás de xisto!
Porquê tecer? Porque desde tempos imemoriais as tecelãs tecem o destino da humanidade – teçamos então o nosso destino comum com responsabilidade e sentido de interconexão neste ecossistema partilhado entre todos a que chamamos território.
Participa desta acção – cada ponto tricotado tem intenção, e ponto a ponto se faz a acção.IMGP0541

Se não estiveres em Lisboa também podes participar! Tece e tricota as tuas linhas vermelhas, se não sabes como convida as tricotadeiras da tua zona para ajudarem, ou a tua avó, ou se nao conheces ninguem que saiba como e queres dinamizar a acção com mais gente dirige-te a um centro de dia e junta as anciãs para uma sessão de tricot de linhas vermelhas, e envia-nos ate dia 30 as linhas para juntarmos à grande linha vermelha. (envia mensagem por esta pagina)

São bem vindas:

1) Todas as formas de tecer/tricotar/entrançar/crochetear – com agulhas, mãos, pés, braços…
2) Quem já teceu ou tricotou muito, pouco ou nada.
3) Todos os materiais que possam ser tecidos, desde que sejam vermelhos – até uma t-shirt velha dá.
4) agulhas

E também:

4) fruta para partilhar e água fresca 🙂
5) imaginação, ideias, mensagens, perguntas, vontade de tricotar e tecer com o que estiver à mão.
6) máquina fotográfica para documentarmos o progresso deste trabalho colectivo.

Esta linha vermelha quer ajudar a tornar visível a voz dos que têm dito e repetido – NÃO – à prospecção e exploração de hidrocarbonetos – aqui e no mundo. Já chegámos ao limite de um paradigma energético baseado em combustíveis fósseis.

Em Portugal, a GALP em consórcio com a ENI anunciou que, em Julho, quer começar trabalhos ao largo de Aljezur. E a PARTEX em conjunto com a REPSOL anunciou o mesmo ao largo de Faro, para Outubro.
A Partex é uma das petrolíferas a quem foi concedida a prospeção e exploração de hidrocarbonetos na costa e terra portuguesas- e não só no Algarve! Pertence à Gulbenkian (remember Mr. 5%?). A actividade q desenvolve não só põe em risco o turismo, mas acima de tudo está na raiz das alterações climáticas.

E estamos disponíveis, queremos MUDAR o nosso consumo energético e modo de produção de energia!

*http://www.openstreetmap.org/?mlat=38.73715862631798&mlon=-9.153714179992676#map=18/38.73716/-9.15371

https://www.facebook.com/events/1599023537094913/

Fechar a Central Nuclear de Almaraz

almaraz_cartazNo dia 11 de junho iremos manifestar-nos em Cáceres, em conjunto com várias organizações da Península Ibérica, para exigir o encerramento da central de energia nuclear de Almaraz.
paca1A energia nuclear é uma falsa solução para a crise climática: apresenta problemas gravíssimos relativamente aos resíduos que gera e contribui muito pouco para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. Para além disso, os acidentes nestas centrais correm o risco de destruir ecossistemas inteiros, antes até que as alterações climáticas o façam.

Porquê fechar Almaraz?

  1. A Central, em funcionamento desde a década de 80, é a mais antiga do Estado Espanhol. Ultrapassa em mais de 5 anos o seu período de vida útil, representa um risco constante para o território português, por estar a menos de 100km da fronteira e à beira do Rio Tejo.
  2. Representa um risco enorme para o Rio Tejo, que hoje já é muito poluído, no qual é refrigerado o seu reator e onde são feitas descargas nucleares através do embalse de Arrocampo.
  3. Almaraz reprovou nos testes de resistência feitos pela Greenpeace, que indicou que esta: não tem válvulas de segurança e sistemas de ventilação filtrada para prevenir uma explosão de hidrogénio como a de Fukushima; não tem dispositivo eficaz para contenção da radioatividade em caso de acidente grave; não tem avaliação de riscos naturais; não está sequer prevista a implantação de um escape alternativo para calor.
  4. Tem registados 54 acidentes desde a sua inauguração, o seu desenho já sofreu 4000 modificações.
  5. A Central parou de emergência 32 vezes e 3 vezes para manutenção.
  6. Em Janeiro de 2016, cinco inspetores do Conselho de Segurança Nuclear espanhol afirmaram que as repetidas falhas no sistema de refrigeração colocam um sério risco de segurança. Depois do relato dos inspetores, já se registou em fevereiro nova avaria e um incêndio. As empresas acionistas (Endesa, Iberdrola e União Fenosa) não querem encerrar a Central porque o investimento inicial já está pago e hoje representa lucros no valor de 161 milhões de euros anuais.
  7. A energia produzida por Almaraz é irrelevante para o sistema energético espanhol atual e nulo para o português.
  8. Um acidente grave em Almaraz teria implicações profundas na vida e na saúde de gerações, com contaminação em larga escala, levando mesmo ao êxodo de povoações.

Lutamos por soluções verdadeiras que descentralizem a produção de energia, democratizem a gestão energética e conduzam a um futuro sustentável. Estaremos em Cáceres a 11 de junho para defender a justiça climática e a soberania energética.

Mais informação sobre a jornada e a manifestação: http://www.fecharalmaraz.org/

RESPOSTA OFICIAL A Convite para Greenfest 2014

Caros organizadores do Greenfest

No seguimento do vosso convite para marcar presença no Greenfest e da vossa resposta (abaixo) à nossa inquirição sobre as v. entidades patrocinadoras, gostávamos de explicar porque é que não nos é possível dar a cara pelas Sementes Livres no vosso evento.
A Campanha pelas Sementes Livres e os seus parceiros nacionais e internacionais desde há três anos travam uma luta contra a apropriação dos nossos recursos naturais comuns por parte de governos de países poderosos e por corporações transnacionais como Nestlé, Unilever, Cargill, Monsanto e Bayer. A Campanha une pessoas, grupos, associações e movimentos que também se opõem à introdução de OGM na nossa agricultura e alimentação (Nestlé é defensora dos OGM, ver também aqui), à destruição dos últimos rios selvagens pela construção de barragens desnecessárias como está a ser levada a cabo pela EDP e aos acordos comerciais opacos entre EUA e União Europeia – o último sendo o TTIP – e dos quais beneficiam outros antigos patrocinadores vossos como Microsoft, por verem legitimados os seus monopólios e reforçados os seus “direitos” de fazer dinheiro, ao ponto de poderem processar qualquer governo que coloque um tecto no seu lucro.
Uma vez que temos convites regulares para falar sobre a causa das sementes de cultivo e o seu lugar numa alimentação e agricultura sãs e solidárias, não nos parece produtivo nem ético investir nosso tempo em eventos onde as questões ecológicas e sociais são co-optadas pelas mesmas entidades que causam a privatização e degradação do nosso meio-ambiente. Todos nós nos recordamos da ligação da Nestlé à promoção dos OGM e à destruição da selva de Bornéo para exploração do óleo de palma. Nenhum de nós consegue esquecer a calamidade que a EDP está a provocar nos últimos redutos selvagens em Portugal.
Não nos parece aceitável que quem é parte do problema se aproprie das “cores da solução” quando nada pretende fazer para alterar o estado das coisas.
Também não nos parece razoável que apenas com dinheiro e recursos de multinacionais se consegue fazer um evento em prol da “sustentabilidade”. A sustentabilidade a nosso ver inclui um descrescimento nos gastos e materiais envolvidos num festival ou festa e sobretudo um decrescimento na ambição de tirar proveito de tudo e de todos.
Sustentabilidade a nosso ver é simplificar as actividades humanas, reduzi-las para a dimensão humana e torná-las outra vez acessíveis a todos. Fazer tudo rigorosamente igual mas chamar verde, a nosso ver não basta.
(Esta resposta foi publicada no site das sementes livres e da Plataforma Transgénicos Fora).
Atentamente
Lanka Horstink
Campanha pelas Sementes Livres – colher o futuro, semear a diversidade
www.sosementes.gaia.org.pt

 

A carta é uma resposta a:

From: Sofia Alegy Raichande <sofia.raichande@greenfest.pt>
Subject: Re: Convite para Grenfest 2014
Date: 2 de Julho de 2014 19:58:08 WEST
To: Campanha pelas Sementes Livres <sementeslivres@gaia.org.pt>

 

Boa tarde Lanka,
Muito obrigada pela sua resposta. Teríamos todo o gosto em que estivessem presentes no nosso evento.
O Greenfest tem como um dos objetivos dar palco a temáticas que o público desconhece e parece-nos que a questão das sementes livres ainda é desconhecida para muita gente.
Os patrocínios e parcerias ainda não estão todos confirmados mas são eles que nos permitem realizar o evento com a expressão e dimensão que tem.
A EDP tem sido um dos principais patrocinadores e provavelmente voltará a ser este ano. Com a Nestlé ainda estamos em negociações, por isso não há garantias.
São estes apoios que nos permitem das palco a vozes que são importantes ouvir. Espero que a vossa decisão seja positiva e que aceitem o nosso convite.
Com os melhores cumprimentos,
Sofia Alegy Raichande
No dia 2 de Julho de 2014 às 17:16, Campanha pelas Sementes Livres <sementeslivres@gaia.org.pt> escreveu:

Cara Sofia

Obrigada pelo vosso convite. Antes de poder decidir a nossa participação, precisava, se não se importasse, que me esclarecesse se continuam com patrocínio da Nestlé e EDP como nos anos anteriores. Para vários dos parceiros da Campanha pelas Sementes Livres, a presença de multinacionais, em particular as que estão associadas à degradação ecológica e social do nosso pequeno planeta, será razão para bloquear a participação. Uma vez que denunciamos a usurpação dos recursos naturais comuns por corporações ligadas às sementes, agro-químicos e alimentação, não seria coerente estar presente em eventos que ostentam estas marcas.
Neste momento vi no vosso site as multinacionais Santander e Portucel/Soporcel cujos “track records” vamos analisar, mas gostava de receber a lista completa das entidades envolvidas no Greenfest.
Desde já obrigada pela atenção
cps
Lanka Horstink
Campanha pelas Sementes Livres
colher o futuro, semear a diversidade