Category Archives: Campanhas

Quem somos?

sementeslivres_titom_web_highA Campanha pelas Sementes Livres é uma iniciativa europeia que nasceu em 2011 com núcleos na maioria dos Estados-Membros da União Europeia. Em Portugal a campanha é dinamizada pelo Campo Aberto, GAIA, Movimento Pró-Informação para Cidadania e Ambiente, Plataforma Transgénicos Fora, Projecto270, Quercus e Wakeseed/Círculos de Sementes, para além de contar já com perto de cem subscritores e milhares de apoiantes individuais.

A nível internacional, a rede por detrás da Campanha está em contacto com muitas outras redes e organizações, entre elas a Aliança Global pela Liberdade da Semente (www.seedfreedom.info) que defendem a livre reprodução de sementes e o direito dos agricultores e horticultores ao acesso aos recursos naturais comuns.

A luta é local, nacional, internacional e global, porque os ataques ao direito à comida e aos recursos para a comida, acontecem a todos estes níveis.

Unindo cidadãos preocupados, agricultores, criadores independentes e organizações e associações sem fins lucrativos por toda a Europa, esta campanha visa inverter o rumo da agricultura na Europa e no mundo, onde constatamos que os modos de produção intensivos se sobrepõem cada vez mais à agricultura tradicional e de pequena escala e onde as variedades agrícolas e as próprias sementes, a base da vida, estão a ser retiradas da esfera comum e entregues nas mãos de multinacionais do agro-negócio.

A expressão mais recente desta tendência é a legislação que foi gradualmente aprovada pela anterior Comissão Europeia, para restringir a livre reprodução e circulação de sementes, facilitar o patenteamento de variedades de plantas agrícolas anteriormente pertencendo ao bem comum e ilegalizar as variedades em circulação que não estão registadas. Em 2014, celebrámos uma vitória, quando a proposta ‘Lei Europeia das Sementes’ unificada foi chumbada pelo Parlamento Europeu após anos de discussão e protesto. No entanto, as Directivas Europeias que estavam a preparar o caminho para a Lei unificada, ainda não foram derrotadas e estão a dar azo, em vários países europeus, a que se obrigue os agricultores e guardiões de sementes a registar todas as variedades tradicionais que pretendam usar, encetando burocracias e custos incomportáveis. As sementes tradicionais e locais ainda representam perto de 80% das sementes usadas no mundo, e não se adaptam à regulamentação complexa e pesada para sementes industriais proprietárias. Ao atropelar o direito do agricultor a guardar a sua semente, a indústria agro-química e os governos e instituições supranacionais que a apoiam visam retirar o papel de curador da semente ao agricultor, papel esse que desempenhou, com proveito para toda a humanidade, desde o nascimento da agricultura e da civilização há 10.000 anos!

Na ligação abaixo encontrarão o relatório das actividades da Campanha nos últimos 2 anos de 2014 e 2015.

Parceiros Europeus:

Janun e.V.

Seed Sovereignty Campaign

No Patents on Seeds

Forum Let’s Liberate Diversity

Nyeleni – European Food Sovereignty Network

Beyond Our Backyards – Agroecology Network

A Regadera

Plataforma global:

Global Citizens Alliance for Seed Freedom

Contactos da campanha: sementeslivres@gaia.org.pt | 910 631 664

For an English version introduction to the campaign, click here

Relatório das actividades da Campanha nos anos 2014 e 2015 disponível em anexo a esta página

Apoia o financiamento colectivo do documentário sobre guardiões e defensores de sementes SEED ACT!

Projecto Sementes para o Futuro ao abrigo do programa Grundtvig, 2013-2015

LEI DAS SEMENTES POR ENQUANTO TRAVADA NO PARLAMENTO EUROPEU

PETIÇÃO EUROPEIA PARA MANTER AS SEMENTES LIVRES TEM 150.000 ASSINATURAS!! (Foi entretanto fechada)

ASSINAR PETIÇÃO DA ALIANÇA GLOBAL SEED FREEDOM PARA TRAVAR A LEI DAS SEMENTES EUROPEIA

ASSINAR A DECLARAÇÃO PARA A LIBERDADE DA SEMENTE DA ALIANÇA GLOBAL SEED FREEDOM

DECLARAÇÃO DE VIENA, NOV 2013: MAIS DE 50 ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL EUROPEIA E GLOBAL PEDEM PARA MANTER AS SEMENTES TRADICIONAIS NO DOMÍNIO PÚBLICO E FORA DAS NORMAS PARA SEMENTES INDUSTRIAIS

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Sugestões de leitura das acções e actividades da campanha pelas sementes livres:

Acampamento Activo “Emergência da Semente” 2015

Declaração de Florença durante a Caravana Internacional pelas Sementes Livres, Maio 2014

Tudo sobre a nova Lei das Sementes – o que é, o que implica?

Iniciativa europeia de protesto e acção judicial contra as patentes sobre plantas

Agenda de Actividades e relatos das principais actividades da Campanha

Materiais audio-visuais e gráficos da Campanha

Como apoiar a Campanha

Campanha conquista prémio do ambiente em 2014

Como apoiar a Campanha pelas Sementes Livres

sementeslivres_titom_web_highClica aqui para ver os materiais de comunicação da Campanha

Existem 3 formas de apoiar a Campanha pelas Sementes Livres (ver detalhes do apoio mais abaixo):

  1. Tornando-se subscritor, no caso de colectivo, produtor, movimento ou associação.
  2. Juntando-se à Rede das Hortas pela Diversidade, no caso de hortas comunitárias ou hortas não comerciais.
  3. Ser apoiante individual.

Adicionalmente, os apoiantes podem ajudar a Campanha financeiramente, através de um donativo.

COMO AJUDAR A CAMPANHA COM UM DONATIVO:

A Campanha das Sementes Livres é dinamizada por voluntári@s e depende integralmente da doação de tempo, materiais ou $$ para realizar as suas actividades. Se queres ajudar a dotar a Campanha com os meios adequados para realizar os seus objectivos, transfere a tua contribuição para o NIB 0035 0298 0000 6902130 27 (em nome do GAIA) com o descritivo “donativo sementes” e envia um email de confirmação da transferência com o nome completo da pessoa ou colectivo, morada e o NIF para sementeslivres@gaia.org.pt, afim de receber um recibo.

 

1. SUBSCRITORES DA CAMPANHA (ver a lista)

Para Colectivos, Produtores, Associações, Grupos, Movimentos e outras Iniciativas ligadas à agricultura ecológica ou defensoras da mesma.

>>O que implica?

  • O nome do colectivo figurará nos materiais de comunicação da Campanha adequados para listar os apoiantes e no site da Campanha.
  • O subscritor compromete-se a divulgar os materiais e novidades da campanha pelos seus sócios, clientes e/ou amigos. Os materiais estão disponíveis aqui.
  • O subscritor pode ainda doar tempo (organizando iniciativas próprias ou apoiando iniciativas já agendadas), materiais ou $$ à Campanha, de forma a garantir o sucesso dos nossos esforços em derrubar a legislação proposta e manter livres as sementes, a nossa herança genética agrícola.

>>Assinem as Petições

  • Juntem o nome da vossa organização à Petição Europeia pelas Sementes Livres. (Fechou Novembro 2013)

CONTACTEM A CAMPANHA ATRAVÉS DE sementeslivres@gaia.org.pt
PODEM BAIXAR AQUI OS MATERIAIS DA CAMPANHA.

VEJAM AQUI QUEM SÃO OS SUBSCRITORES DA CAMPANHA

 

2. REDE DAS HORTAS PELA DIVERSIDADE (ver a lista)

Especialmente para Hortas não comerciais e Hortas comunitárias.

A rede das Hortas pela Diversidade promove princípios de preservação do ecossistema, da defesa das sementes tradicionais e da colaboração e solidariedade entre hortelões.

>>O que implica?

  • A Horta será também subscritora da Campanha e o nome figurará nos materiais de comunicação da Campanha adequados para listar os apoiantes e no site da Campanha.
  • Para além disso a Horta subscreve uma Carta de Princípios, comprometendo-se entre outros a:
  1. promover o cultivo de comida sem OGM e sem sementes patenteadas e a defesa da biodiversidade;
  2. promover processos de participação transparentes no funcionamento das hortas;
  3. (co) organizar workshops dentro das temáticas das sementes livres e da promoção de uma agricultura ecológica e solidária;
  4. apoiar activamente a preservação, cultivo e troca de sementes tradicionais (organizando sistemas de troca de sementes e/ou tornando-se guardião de sementes através da associação Colher para Semear).

CONTACTEM A CAMPANHA ATRAVÉS DE sementeslivres@gaia.org.pt
PODEM BAIXAR AQUI OS MATERIAIS DA CAMPANHA.

VEJAM AQUI QUEM SÃO AS HORTAS PELA DIVERSIDADE

 

3. PARA PESSOAS INDIVIDUAIS

>>Assina as Petições

>>Torna-te voluntári@

  • Participa nas reuniões de coordenação da Campanha e escolhe as tarefas ou iniciativas em que julgas poder ser útil.
  • Acompanha a lista de discussão da Campanha.
  • Ajuda a definir e dinamizar as iniciativas.
  • Participa nas acções.

>>Pede para receber as novidades

  • Inscreve-te no grupo da Campanha para ficar a par das novidades da Campanha.
  • Podes escolher as iniciativas em que queres aparecer.
  • Podes até decidir à última ajudar na preparação de algumas das iniciativas!
  • Divulga as principais notícias pelos teus contactos.

>>Participa nas Ciberacções

Pontualmente vamos ter Ciberacções para em vez de apenas centenas juntar milhares de vozes no apelo para a preservação da Semente como Bem Comum. Fica atento a este espaço.

CONTACTEM A CAMPANHA ATRAVÉS DE sementeslivres@gaia.org.pt
PODEM BAIXAR AQUI OS MATERIAIS DA CAMPANHA.

O GAIA apoia a Campanha “Empregos para o Clima” em Portugal

Nos últimos meses, a Campanha “Empregos para o Clima” tem sido discutida e articulada entre movimentos sociais, sindicatos e diversas instituições e organizações. O GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, apoia esta campanha. Aqui podem saber porquê e como.

A dimensão do decrescimento
 
Por decrescimento, entendemos a dissociação ideológica do crescimento económico e a prosperidade social. Não defendemos o decrescimento económico como fim em si, defendemo-lo antes de mais como uma ferramenta para desconstruir as noções capitalistas de riqueza, para defrontar a lógica de acumulação das corporações que privatizam o lucro enquanto externalizam os custos sociais e ambientais, e para indicar um caminho para um mundo melhor com abordagens alternativas como o buen vivir, a agro-ecologia, a soberania alimentar e a democracia energética.
Nos últimos anos vivemos um decrescimento económico descontrolado que nos foi imposto. Esta contracção na economia trouxe miséria para os pobres e empurrou muitos outros para debaixo do limiar de pobreza. Foi um decrescimento desigual onde a maioria das pessoas ficou pior enquanto os ultra-ricos continuaram a acumular riqueza. Hoje, uma em cada quatro crianças em Portugal vive abaixo do limiar de pobreza. Denunciamos esta situação e reclamamos comida, habitação, educação e serviços de saúde para todos e todas, independentemente do contributo que essas actividades trazem para a economia.
A Campanha “Empregos para o Clima” pede a criação de empregos no sector público para conduzir a transição urgente para uma economia social- e ecologicamente sustentável e equilibrada. Ao considerar os empregos climáticos como uma necessidade social e planetária em vez de entregar esta transição aos mecanismos de mercado, a campanha toma uma posição clara contra o discurso de crescimento.
Para além do passo acima, de forma a alcançar os cortes necessários nas emissões de gases com efeito de estufa, é preciso repensar as actividades produtivas humanas, como por exemplo torná-las mais locais e reduzindo a sua escala e consequente impacto nos nossos recursos comuns, tornar a distribuição mais lógica e mais justa, e reduzir significativamente o consumo sistémico. Este trabalho de fundo será defendido na campanha.
A dimensão da democracia directa
 
A Campanha “Empregos para o Clima” privilegia a construção de um movimento de bases sobre o trabalho de lóbi junto dos negociadores do clima. Acreditamos que a justiça climática é alcançada através de uma abordagem de baixo para cima, capacitando as pessoas e convidando-as a envolver-se nas acções locais e a participar directamente nos processos de tomada de decisão. Acreditamos que a participação dos trabalhadores é crucial na transição para uma economia solidária e ecológica. Concordamos por isso em construir pontes para as organizações sindicais.
Ao mesmo tempo, a democracia energética implica também o controlo da comunidade. Esta comunidade deve incluir todas as pessoas impactadas, tanto as pessoas que consomem ou precisam de consumir como as pessoas que produzem ou ajudam a produzir. Isto significa que precisamos de processos de organização e decisão horizontais tanto no interior da campanha como na sociedade, e defenderemos esta abordagem.
Uma revolução em curso
 
Concordamos que é urgente agir para travar as alterações climáticas. Consideramos que o modelo económico capitalista é a causa principal da crise climática. Sabemos que a presente luta deve ser travada durante as nossas vidas úteis. O aquecimento global apresenta o maior desafio que a humanidade alguma vez enfrentou. Para ganhar uma luta desta escala, precisamos de nada mais nada menos do que um movimento de massas.
Consideramos que a inteligência política é produzida através da acção e da interacção, não com livros ou artigos. Sabemos que a Campanha “Empregos para o Clima” não é uma receita que resolveria todos os nossos problemas uma vez que cheguemos a um consenso. Em vez disso vemos esta campanha como uma oportunidade de nos ouvirmos, de ligarmos as nossas lutas e de construirmos uma verdadeira solidariedade.  Como todas as revoluções, a Campanha “Empregos para o Clima” é um trabalho em progresso que precisa da criatividade e capacidade de colaborar de todas as pessoas.

RESPOSTA OFICIAL A Convite para Greenfest 2014

Caros organizadores do Greenfest

No seguimento do vosso convite para marcar presença no Greenfest e da vossa resposta (abaixo) à nossa inquirição sobre as v. entidades patrocinadoras, gostávamos de explicar porque é que não nos é possível dar a cara pelas Sementes Livres no vosso evento.
A Campanha pelas Sementes Livres e os seus parceiros nacionais e internacionais desde há três anos travam uma luta contra a apropriação dos nossos recursos naturais comuns por parte de governos de países poderosos e por corporações transnacionais como Nestlé, Unilever, Cargill, Monsanto e Bayer. A Campanha une pessoas, grupos, associações e movimentos que também se opõem à introdução de OGM na nossa agricultura e alimentação (Nestlé é defensora dos OGM, ver também aqui), à destruição dos últimos rios selvagens pela construção de barragens desnecessárias como está a ser levada a cabo pela EDP e aos acordos comerciais opacos entre EUA e União Europeia – o último sendo o TTIP – e dos quais beneficiam outros antigos patrocinadores vossos como Microsoft, por verem legitimados os seus monopólios e reforçados os seus “direitos” de fazer dinheiro, ao ponto de poderem processar qualquer governo que coloque um tecto no seu lucro.
Uma vez que temos convites regulares para falar sobre a causa das sementes de cultivo e o seu lugar numa alimentação e agricultura sãs e solidárias, não nos parece produtivo nem ético investir nosso tempo em eventos onde as questões ecológicas e sociais são co-optadas pelas mesmas entidades que causam a privatização e degradação do nosso meio-ambiente. Todos nós nos recordamos da ligação da Nestlé à promoção dos OGM e à destruição da selva de Bornéo para exploração do óleo de palma. Nenhum de nós consegue esquecer a calamidade que a EDP está a provocar nos últimos redutos selvagens em Portugal.
Não nos parece aceitável que quem é parte do problema se aproprie das “cores da solução” quando nada pretende fazer para alterar o estado das coisas.
Também não nos parece razoável que apenas com dinheiro e recursos de multinacionais se consegue fazer um evento em prol da “sustentabilidade”. A sustentabilidade a nosso ver inclui um descrescimento nos gastos e materiais envolvidos num festival ou festa e sobretudo um decrescimento na ambição de tirar proveito de tudo e de todos.
Sustentabilidade a nosso ver é simplificar as actividades humanas, reduzi-las para a dimensão humana e torná-las outra vez acessíveis a todos. Fazer tudo rigorosamente igual mas chamar verde, a nosso ver não basta.
(Esta resposta foi publicada no site das sementes livres e da Plataforma Transgénicos Fora).
Atentamente
Lanka Horstink
Campanha pelas Sementes Livres – colher o futuro, semear a diversidade
www.sosementes.gaia.org.pt

 

A carta é uma resposta a:

From: Sofia Alegy Raichande <sofia.raichande@greenfest.pt>
Subject: Re: Convite para Grenfest 2014
Date: 2 de Julho de 2014 19:58:08 WEST
To: Campanha pelas Sementes Livres <sementeslivres@gaia.org.pt>

 

Boa tarde Lanka,
Muito obrigada pela sua resposta. Teríamos todo o gosto em que estivessem presentes no nosso evento.
O Greenfest tem como um dos objetivos dar palco a temáticas que o público desconhece e parece-nos que a questão das sementes livres ainda é desconhecida para muita gente.
Os patrocínios e parcerias ainda não estão todos confirmados mas são eles que nos permitem realizar o evento com a expressão e dimensão que tem.
A EDP tem sido um dos principais patrocinadores e provavelmente voltará a ser este ano. Com a Nestlé ainda estamos em negociações, por isso não há garantias.
São estes apoios que nos permitem das palco a vozes que são importantes ouvir. Espero que a vossa decisão seja positiva e que aceitem o nosso convite.
Com os melhores cumprimentos,
Sofia Alegy Raichande
No dia 2 de Julho de 2014 às 17:16, Campanha pelas Sementes Livres <sementeslivres@gaia.org.pt> escreveu:

Cara Sofia

Obrigada pelo vosso convite. Antes de poder decidir a nossa participação, precisava, se não se importasse, que me esclarecesse se continuam com patrocínio da Nestlé e EDP como nos anos anteriores. Para vários dos parceiros da Campanha pelas Sementes Livres, a presença de multinacionais, em particular as que estão associadas à degradação ecológica e social do nosso pequeno planeta, será razão para bloquear a participação. Uma vez que denunciamos a usurpação dos recursos naturais comuns por corporações ligadas às sementes, agro-químicos e alimentação, não seria coerente estar presente em eventos que ostentam estas marcas.
Neste momento vi no vosso site as multinacionais Santander e Portucel/Soporcel cujos “track records” vamos analisar, mas gostava de receber a lista completa das entidades envolvidas no Greenfest.
Desde já obrigada pela atenção
cps
Lanka Horstink
Campanha pelas Sementes Livres
colher o futuro, semear a diversidade