Category Archives: Temas que discutimos

Benefit, jantar e conversa com GAIA e CCL: Espaços autónomos no centro das cidades

Sábado 22 de Dezembro, não percam a conversa do ano: que papel para os espaços socio-politico-culturais no centro cada vez mais gentrificado das cidades?

 

18h – Feira benefit

20h – Jantar

21h – Conversa sobre espaços autónomos no centro das cidades

Numa cidade cada vez mais dominada por interesses económicos que lugar há para os espaços autónomos? Qual a importância destas ilhas de resistência e pensamento crítico? Como defender os nossos espaços? Conversa com pessoal do GAIA (Lisboa) e do Centro de Cultura Libertária (Cacilhas).

O lucro das actividades reverte para a campanha de crowdfunding do CCL: https://ppl.pt/causas/ccl

no GAIA – Rua da Regueira, 40, Alfama

 

Novo aeroporto de Lisboa? Tudo o que deves saber!

O governo e a multinacional VINCI querem construir um novo aeroporto no Montijo, na atual base militar BA6. Também querem alargar o aeroporto da Portela. E deixam ainda em aberto construir no futuro um terceiro aeroporto de raíz.

O aeroporto no Montijo é para abrir já em 2022 e pode custar 400 milhões de euros. O Ministro do Ambiente diz que não é preciso avaliação ambiental estratégica. Para o primeiro-ministro, há um “consenso nacional”.

A temperatura global está a aumentar. Para os filhos dos nossos filhos poderem viver neste planeta temos de reduzir as emissões de gases de efeito de estufa em 80% nos próximos dez anos. Portugal assumiu o compromisso de ser neutro em carbono em 2050.

Não há meio de transporte tão poluente como o avião. Um voo causa 30 vezes mais emissões do que a mesma viagem em comboio de alta velocidade. O aumento do tráfego aéreo é um dos grandes responsáveis pelo aumento de emissões. Portela e Montijo a funcionar permite duplicar a média de movimentos aéreos por hora – de 38 para 72.

Um aeroporto no Montijo compromete a saúde e a qualidade de vida de 30 mil pessoas. A poluição sonora e atmosférica aumenta o risco de depressão e doenças cardiovasculares e respiratórias, num raio de até 15 km.

O estuário do Tejo é o maior da Europa ocidental e a maior zona húmida do país. É um paraíso de biodiversidade e local de passagem, repouso e alimentação para centenas de milhares de aves migratórias. Desde a criação da Rede Natura 2000, nenhum aeroporto foi construído num estuário europeu e dois foram inclusive desmantelados. Pilotos e ex-pilotos têm também denunciado o perigo constante de acidentes com aves e queda de aviões.

O primeiro estudo de impacto ambiental nunca saiu a público e foi arrasado pelas várias entidades competentes. Está a ser feito um segundo estudo.

A ZERO exige uma avaliação ambiental estratégica, que considere todas as alternativas, e apresentou queixa contra o governo na Comissão Europeia. A Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não lançou uma petição pública e fez uma manifestação com centenas de pessoas. A Rede Para o Decrescimento lançou uma carta aberta a repudiar um novo aeroporto e defender o abandono da economia orientada para o crescimento permanente.

O novo aeroporto abrirá as portas de Lisboa a mais um milhão de turistas todos os anos. Em Barcelona e Praga, que se debatem com as consequências do turismo de massas, a pressão turística é de 5 turistas para 1 habitante. Em Lisboa já é de 9 para 1. Famílias, jovens e pessoas idosas são expulsas das suas casas, dos seus bairros e da sua cidade. Cada vez mais lisboetas se opõem à monocultura do turismo.

A multinacional francesa Vinci é a maior empresa de construção do mundo. Em 2012 açambarcou a empresa pública ANA Aeroportos. Portugal era governado pela Troika e este foi o «negócio do ano» na categoria aeroportos para a revista World Finance.

Na ZAD de Notre-Dame-des-Landes, em França, a população conseguiu travar a construção dum mega aeroporto pela Vinci e o governo, e apoderar-se daquele território para experimentar alternativas.

Cabe a uma multinacional e aos gabinetes dos políticos – ou cabe-nos a todas nós decidir o que fazemos com os nossos rios e estuários, as nossas cidades e os nossos campos, o nosso clima e o nosso planeta?

Conversas com Energia: A Coopérnico vai ao Jantar Popular do GAIA dia 18 de Dezembro!

Mais sobre Coopernico

Ajudar > 17h30   Conversa com Energia > 19h   Comer > 20h30

O que é o Jantar Popular?

– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

Dezembro no GAIA em Alfama: vamos rebentar as costuras

Eis a programação completa do mês de Dezembro na Rua da Regueira, 40, Alfama, um dos últimos espaços autónomos no centro de Lisboa.

E em Janeiro já podes marcar na agenda:

Casa cheia para jantar, ver e conversar sobre “Para de lá dos montes”

No passado dia 22 de novembro, o GAIA Lisboa e o Coletivo O Bosque juntaram forças para proporcionar um jantar popular e uma projeção de filme no espaço do GAIA em Alfama.

A adesão do público foi extraordinária, com muitas pessoas a aparecer para cozinhar, muitas outras a vir jantar, e ainda mais a vir ver o filme.

O jantar foi confecionado sobretudo com produtos cultivados pelo O Bosque.

O coletivo acolhe e desenvolve atividades maioritariamente em torno de uma herdade alentejana perto de Estremoz, embora a maioria dos membros do coletivo resida em Lisboa. Esta circunstância ajuda atualmente a fomentar ligações entre o urbano e o rural.

O filme “Para de lá dos montes”, realizado por Daniele Grosso, membro d’O Bosque, é sobre um grupo de jovens artistas de visita à aldeia da Paradela, a norte na região de Trás-os-Montes. Juntos vão aprender a fiar a lã, a tecer, a escolher plantas comestíveis, entre outros hábitos tradicionais.

Daniele esteve presente numa semana de junho de 2017, filmando os útlimos dias desta residência artística, na qual jovens artistas viveram vários meses numa aldeia onde “quase nada acontece”, como Carolina Carvalho, uma das organizadoras, diz no filme.

A paisagem em torno de Paradela é encantadora e é fácil apaixonar-se por ela, mas as e os visitantes tiveram de se adaptar a uma realidade diferente com o tempo e o espaço. Amélio Ricardo, outro organizador, esteve presente na projeção e pôde responder a questões da audiência sobre este e outros temas que emergiram durante aqueles dias nas montanhas.

Um livro sobre “Para lá dos montes” vai ser publicado em breve, e o filme será também exibido no Norte, após esta primeira projeção em Lisboa.

Esperamos com expectativa novas colaborações de sucesso como esta entre o GAIA e O Bosque.

O site do projeto

O filme:

Os posters do filme:
Pade de lá dos montes 1
Para de lá dos montes 2

8 de Dezembro: Jantar Popular com Tribodar «Floresta de Comida»

A comunidade Tribodar vem ao GAIA com o intuito de mostrar às pessoas como fazer crescer comida biológica eficazmente, de maneira sustentável, mesmo em espaço limitado e dar a conhecer o trabalho muito produtivo da Agro-Floresta da Tribodar, orientada por Gennaro Cardone. No final haverá espaço para todas as perguntas. O jantar será biológico com produtos também da nossa floresta de comida. O lucro deste jantar será investido em árvores para o crescimento da nossa Agro- Floresta.

Menu:

Risoto de Cogumelos, Batatas e Salada
Chá de Menta
Pudim de figos com creme de Cacau

Ajudar > 18h Comer > 20h Conversa > 21h

O que é o Jantar Popular?

– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

27 de Novembro no GAIA: Lisbon Urban Agriculture Working Group

Tuesday 27-Nov 20h30
Gaia (Alfama), Rua da Regueira 40
Join us at this meet-up for urban farmers and supporters interested in starting and reviving urban agriculture projects around Lisbon. At each meeting, we’ll focus on a specific proposal and create an action plan together to help build momentum in greening and growing more food in our beloved city. Read Sylvain’s proposal below, it will be a basis for discussion and planning in this first meeting.
Até já!

IV ENCONTROS INTERNACIONAIS ECOSSOCIALISTAS, 23-24-25 de novembro, Lisboa

IV ENCONTROS INTERNACIONAIS ECOSSOCIALISTAS
23-24-25 de novembro, Liceu Camões, Lisboa

A Conferência Ecossocialista traz a Portugal oradores de cinco continentes para contrariar o colapso ecológico provocado pelo capitalismo

Os IV Encontros Internacionais Ecossocialistas junta mais de 60 oradores, de 16 nacionalidades e 5 continentes – Europa, Américas do Norte e do Sul, África e Ásia.

O programa dos Encontros Internacionais Ecossocialistas divide-se em 5 eixos:

– Economia Política da Comida e Soberania Alimentar;
– Desmantelando a falácia do Capitalismo Verde;
– O Trabalho na Era das Alterações Climáticas;
– Justiça Climática e Democracia Energética;
– Ecofeminismos.

Existirão 21 sessões e oficinas, desde a noite de sexta feira e ao longo do fim-de-semana, compostas por pessoas ativistas, militantes ecossocialistas e investigadoras. Aí será analisada a situação atual e, principalmente, consolidar-se-á a proposta ecossocialista internacional como resposta ao colapso ecológico e climático provocado pelo capitalismo global. O recente relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, sobre o aquecimento global de 1,5ºC, deixa esta urgência totalmente evidente: será necessário cortar mais de 50% nas emissões de gases com efeito de estufa nos próximos 12 anos, até 2030, algo que é incompatível com a necessidade de acumulação de riqueza inerente ao capitalismo.

Os encontros, que ocorrerão na Escola Secundária de Camões em Lisboa, são organizados por 11 organizações portuguesas e internacionais, com o lema “Alerta Vermelho, Alerta Verde: Dar Forma à Transformação Ecossocialista”.

Este evento contará com o “Espaço do Futuro” para a permanência dos mais jovens em várias atividades e oficinas educativas.

A entrada é gratuita. Inscrições abertas e informação detalhada em alterecosoc.org.