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27 de Maio: O Admirável Mundo Novo da Edição Genética – Mesa redonda sobre a hegemonia da biotecnologia na alimentação e agricultura

Não percam a primeira discussão em Portugal dos impactos, riscos, lóbi industrial e atitude dxs políticxs relativamente aos ’Novos OGM’ ou seja, os produtos da edição genética chamada de ’segunda geração’.

Com um elenco internacional de qualidade, vamos aprender tudo o que o precisamos de saber para avaliar a utilidade vs o risco da utilização deste tipo de produtos sintéticos na agricultura e alimentação e tentar responder à pergunta: precisamos mesmo deste tipo de inovação patenteada?

VÊ AQUI O VIDEO DO WEBINAR

Convocatória aos sócios e parceiros para Assembleia Geral do GAIA

Convocatória

Ao abrigo do artigo dezasseis dos nossos estatutos, convocam-se todos os sócios/as e colectivos parceiros da associação GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental para uma Assembleia Geral Ordinária a realizar na Sexta-feira, dia onze de Dezembro de dois mil e vinte, pelas nove horas e trinta minutos, na sede da associação, sita na Rua da Regueira, número quarenta, em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto um – Apresentação e votação do Relatório de Contas de dois mil e dezanove.
Ponto dois – Apresentação e votação dos Relatórios de Actividades de dois mil e vinte dos dois núcleos.
Ponto três – Discussão do balanço das actividades dos dois núcleos em dois mil e vinte.
Ponto quatro – Assuntos administrativos e estatutários.
Ponto cinco – Outros assuntos.
Ponto seis – Discussão das prioridades, parcerias e actividades para dois mil e vinte e um (Nota: ponto de agenda aberto a colectivos parceiros).

Os pontos um a cinco inclusive serão discutidos até às 12 horas. A discussão do ponto seis, e que será também do interesse dos parceiros do GAIA, está prevista para a tarde, entre as treze e as quinze horas.

Não estando presente à hora marcada o número mínimo de sócios para iniciar a deliberação, a Assembleia Geral reunirá meia hora depois, em segunda convocatória, com os sócios presentes.

Devido às restrições em vigor durante a pandemia COVID-19, pede-se aos sócios/as e colectivos parceiros interessados/as em participar na Assembleia Geral de informarem a Mesa da Assembleia Geral do GAIA até dia 7 de Dezembro através do email gaia@gaia.org.pt, de forma a podermos tomar as precauções necessárias.

Lisboa, vinte e quatro de Novembro de dois mil e vinte

A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Rita Queiroga Bento

EnSaboadela – 25 de Julho – sábado – às 16 horas

Vem aprender a fazer sabão ecológico para distribuir a quem não o consegue adquirir.Porque nestes tempos nem todos têm acesso a produtos desinfectantes, vamos nesta EnSaboadela aprender e fazer sabão de forma simples, prática, segura, e ecológica .Toda a boa vontade conta, “se podes trazer, será bem vindo!”.No final haverá sabão para desinfectar e lavar tudo e todos; mãos, loiça, roupa, máscaras, superfícies.

Os sabões ficaram disponíveis para quem precise na oficina, para distribuição.

Traz luvas e óculos proteção para poderes manusear os produtos à vontade.

Capacidade máxima de 10 pessoasReserva o teu lugar – envia um email para ridu2@hotmail.com com o assunto “EnSaboadela”,

Se tiveres: pacotes sumo/leite (abertos de alto a baixo apenas de um dos lados), vinagre para limpeza dos materiais, óleo de fritar usado e azeite, soda cáustica (diz-nos por mail).

Uso de máscara obrigatório

programação do GAIA em Janeiro – Espalhem a notícia

Programa de Janeiro@GAIA Alfama

14 de Janeiro“Mesoamérica Resiste”, uma aventura grafica – uma historia das nossas lutas

(tem jantar também, 20h)
Dia 17 e 21 de Janeiro Ciclo – ?Cidade para lucrar? | ?Cidade para habitar?

Dia 17 – A transformação da cidade de Lisboa: lucro e exclusão
Jantar (20h) e Projecção de Filme “Terramoturismo”(21h)
Conversa com LHR e APPA

Dia 21 – Estratégias de resistência para o direito à cidade
Conversa com Habitar Porto, LHR, Experências passadas de cooperativas de habitação, entre outras experiências (16h)
Jantar (21h)

Dia 5, 12, 19, 26 de Janeiro – Recicleta – 19h – Se precisares de concertar a tua bicicleta, se tiveres peças de bike, de máquinas, ideias, experiências para partilhar, ou simplesmente se tiveres interesse em participar…

Mesoamérica Resiste” uma aventura grafica – uma historia das nossas lutas – 14 de Janeiro – 16h – GAIA Alfama

“Mesoamérica Resiste”,
uma aventura grafica – uma historia das nossas lutas
Convidamos todas as pessoas para uma viagem dentro das experiências de lutas e resistências dos povos da América Central frente à grande série de “mega-projetos” e as suas consequências para a terra e os seus habitantes.
Esta aventura gráfica, trata-se  de uma apresentação de um mapa, concebido por um colectivo de desenhadores norte-americanos, em colaboração com os povos do território em questão. Este mapa, com interesse  tanto artístico como informativo e pedagógico, tem por ambição de representar uma descodificação crítica das relações entre as grandes infra-estruturas mundiais (corporativistas)  e os nossos destinos colectivos e comunitários.
Além de ser uma obra gráfica de grande impacto, trata-se de uma ferramenta criada para conectar os povos, as suas cosmogonias e reforçar a sua soberania.

Mais informaçaões em www.beehivecollective.org , disponíveis em inglês e
espanhol.
Uma pré-visualização do cartaz :
beehivecollective.org/posterViewer/?poster=mr&lang=es

Programação Novembro 2016 – Mais vale tarde que nunca?

Programação NOVEMBRO 2016

2 Nov: Assembleia GAIA – 18h

3 Nov – Recicleta – 18h

10 Nov – Recicleta – 18h

15 Nov – Jantar Popular  sobre a ZAD (papar às 20h, preparar o jantar antes (tipo 18h))

16 Nov – Assembleia GAIA – 18h (participa!)

17 Nov – Recicleta – 18h

19 Nov – 1 Dia Aberto Convívio com o Canto do Curió – durante o dia

24 Nov – Recicleta

25 Nov – Dia sem compras – Loja Grátis sai à rua!

26 Nov – Debate às 18h seguido de Jantar Popular. O Açambarcamento de terras (Land Grabbing): o que se passa em Moçambique? (Preparação do jantar das 16h-18h)

30 Nov – Assembleia GAIA

A primeira década

De grupo académico a grupo de acção – a primeira década do GAIA

Amanhã o GAIA faz 20 anos. Para quem não está a par, vai haver festa todo o dia na actual sede em Alfama.

Eu juntei-me ao GAIA há 19 anos, quando era apenas um pequeno grupo de estudantes de Engª Ambiente, cuja maior acção era ir com um pano gigante na mini-maratona da ponte 25 de Abril. No colectivo Telmo Goncalves, Bernardo Taneco, João Almeida, Ana Marcão, Simao Dias, David Santos e mais alguns que certamente o nome me falta.

Começámos a estruturar-nos em grupos, a organizar a comunicação e, com o David, tomei a minha primeira coordenação de um grupo, o Grupo de Pesquisa de Informação. Aí tratei das publicações offline (com o lançamento do boletim “O Espírito da Terra”, posteriormente “Erva Daninha”) bem como online (como este antigo site que ainda vive em arquivo: http://gaia.org.pt/arquivo/web2001/indexold.htm).

Com isso – e com a internet – iniciei também os contactos internacionais e divulgação de problemáticas e campanhas que levaram por exemplo à a organização da campanha “A Aposta” de combate às alterações climáticas através de iniciativas de poupança directa em escolas; o meu primeiro encarceramento numa acção de desobediência civil contra a barragem de Itoiz no país basco, aquando do encontro internacional da organização ASEED na aldeia ecológica de Lakabe; ou o dia sem compras, lançado pelos Adbusters.

De todas as experiências nos primórdios da organização, a mais interessante é talvez a tentativa de mobilização e convergência de organizações e movimentos no N30 (30 de Novembro de 1999) em Lisboa. Na altura enviámos mais de 400 cartas para endereços de movimentos comunistas, anarquistas, ecologistas, socialistas e tudo o que pudesse mover-se na crítica ao capitalismo. Foram reuniões e reuniões intermináveis, mobilizadas por mim e uma então estudante de arquitectura, a Patrícia (que acabou pouco depois em burn-out e a família forçou o contacto com o GAIA a ser cortado), ao qual se juntou um hiper-estruturado e experiente anarquista finlandês da People’s Global Action.

Mais de 50 colectivos convergiram e divergiram em reuniões na BOESG ou na casa okupada da Praça de Espanha. Divisões históricas deram muito muito trabalho a que uma acção unitária tomasse lugar em Lisboa, ao mesmo tempo que em Seattle o movimento anti-globalização se preparava para entrar numa nova era. No final, não só aprendemos muito e contribuímos para uma convergência histórica de movimentos, como mobilizámos mais de 300 pessoas em Lisboa para temas comos os acordos multilaterais de comércio em preparação, que além de alguns artigos no jornal Avante, ninguém falava ou escrevia – e muito menos relacionava com a destruição ecológica em curso.

Cresci e aprendi com o GAIA, ao mesmo tempo que contribuí para um GAIA mais politizado, onde o primeiro A, então Académico, passou a significar Acção. Em poucos anos registámos o GAIA como ONG, tendo o cuidado de não o transformar numa burocracia, mas mantendo a horizontalidade, abertura e capacidade de acção que ainda hoje caracterizam a associação, e que lhe atribuem um papel central no ecologismo político em Portugal.

Hoje o GAIA continua vivo, não só a trazer e tratar temas ecológicos e sociais com uma visão e crítica difícil de encontrar noutras organizações ecológicas em Portugal, mas também a providenciar estrutura para movimentos sociais, desde plataformas de publicação livre, até espaços físicos, essenciais para o encontro e agitação de ideias e cidadania.

Eu não estou em Portugal e a minha cooperação com o GAIA é hoje obviamente reduzida – mas continuamos parte da mesma rede e, como o Bernardo sempre fazia questão de dizer – mais do que um grupo de pessoas que se junta para fazer alguma coisa, o GAIA é sobretudo um grupo de amigos. Esse é talvez (ainda) um dos principais ingredientes para o seu sucesso.

Muito mais há para contar, mas o tempo é curto, talvez outro dia escreva mais sobre a primeira década de activismo do GAIA.

 

  • Gualter Barbas Baptista