Artigo do blog http://ingenea.pegada.net
Num discurso totalmente anacrónico, o Secretário-Geral da ONU anunciou hoje, na abertura da cimeira sobre segurança alimentar que decorre em Roma, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que a solução para a crise alimentar global passa por um aumento da produção de alimentos. Como se pode ler no artigo do Público, «a comunidade internacional deve apoiar os países que estão a ajudar os seus agricultores fornecendo-lhes sementes e fertilizantes, os dois factores de produção que mais repercutiram o aumento do preço do petróleo».
Este discurso assente na lógica produtivista apresenta dois problemas essenciais: por um lado não leva em consideração os principais factores de aumento dos preços dos alimentos; por outro lado promove uma solução baseada na produtividade e no apoio por “países desenvolvidos” que pode agravar o problema da fome e da subsistência das populações do Sul. Hoje começo por analisar o problema do aumento do preço dos alimentos.
O cinzento das cidades, apela aos sentidos por mais verde. Raramente, tens contacto com a terra e os legumes que comes, ‘colhes’ do supermercado, sem saber bem como foram lá parar.
Ter um compostor é um caminho para estar em equilibrio com a (tua) Natureza. Os restos orgânicos que sobram da preparação da tua refeição (não cozinhados) podem ser utilizados para nutrir a terra. Pensa, ao deitares uma fonte riquíssima de nutrientes para o lixo, estes nunca regressarão a terra, de onde vieram...
Não admira que o planeta Terra esteja tão ‘saturado e gasto’. Além de consurmirmos mais recursos do que aqueles que realmente precisamos, não os repomos!
As
últimas noticias que nos chegam do pacifico país Tibete, mostram que
têm sido muitas as pessoas que se sensibilizam para esta causa, tendo
vontade de fazer algo mais pelos tibetanos.
Comecemos
pela Petição entregue no dia 7 de Abril na Assembleia da República.
O representante da Casa da Cultura do Tibete, José Cardal, entregou
no passado dia 7 de Abril, na Assembleia da República (AR) uma petição
assinada por 11 mil pessoas solicitando a condenação pelo Parlamento,
da violência registada no Tibete.
Hoje celebra-se mais um Dia da Terra. Desde 1970, ano em que se celebrou pela primeira vez este dia, muito mudou no pensamento ecológico. Em 1970 a ideia deste dia emergiu de um caldo fervilhante de ideias progressistas dos opositores à guerra do Vietnam. 38 anos depois, muitas das lutas e reivindicações foram ganhas, ou pelo menos conquistaram a consciência da maioria dos cidadãos ocidentais. Entre os sucessos na consciencialização encontram-se os problemas dos resíduos, da poluição atmosférica, dos resíduos nucleares ou, mais recentemente, das alterações climáticas.
Infelizmente, uma das áreas fundamentais para a própria existência do ser humano continua a ser largamente ignorada e espezinhada no dia-a-dia, em particular no nosso país. Trata-se da área da alimentação. O modelo agro-industrial desenvolvido pela Revolução Verde trouxe-nos as mais diversas ameaças, que entram no nosso corpo a cada dia. A opção de escolha é cada vez menor e somos obrigados a consumir tudo, porque comer é algo que ninguém pode dar-se ao luxo de rejeitar. Pesticidas, fertilizantes, conservantes, aditivos e rações animais com medicamentos ou com próprios restos animais (que deram origem à BSE ou doença das vacas loucas), contaminaram a nossa cadeia alimentar ao longo das últimas décadas.
Devíamos começar por tentar compreender a origem dos produtos que compramos todos os dias: sapatos, roupas, jogos, CD’s, consolas, telemóveis, e mesmo comida. A grande maioria destes produtos, se não mesmo todos, são produzidos por grandes Multinacionais que directa ou indirectamente (recurso a "subempreiteiros") corrompem governos e exploram países do terceiro mundo.
Sob uma máscara de auxílio a estes Países, acabam por torná-los ainda mais pobres, tanto a nível de recursos naturais, como em capacidade de gerar a sua própria riqueza. Resultante do total desrespeito pelo equilíbrio do Planeta Terra e pelos Direitos Humanos obtêm uma força de trabalho fácilmente substituível e disposta a sofrer todo o tipo de abusos. Estão destinados a fazerem-nos “felizes” até ao final dos seus breves dias. Enquanto nos preocupamos com a marca deste ou daquele tipo de produto e o que é que vão dizer os nossos amigos por o usarmos, há, de facto, pessoas a morrer para nos darem essa hipótese de escolha.
PV Satheesh is Director of the Deccan Development Society, Hyderabad
Study after study has shown the pitfalls of Bt cotton. Every second cotton farmer who committed suicide in Vidarbha was a Bt farmer. But biotech industry lobbyists, who take a stock market view of agriculture, wouldn’t know this since these figures are not reflected in the Sensex, says PV Satheesh.
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