
A multinacional Nestlé contratou os serviços da Securitas para infiltrar agentes desta empresa no grupo de trabalho que preparava um livro sobre os aspectos mais obscuros do funcionamento daquela multinacional. A espionagem durou um ano e a polícia local teve conhecimento do que se passava. O escândalo rebentou com uma reportagem televisiva.
A agente infiltrada pela Securitas entre o verão de 2003 e o de 2004 fazia o ponto da situação nesta empresa de segurança, que por sua vez informava o cliente. Mas ela chegou a reunir pessoalmente com o responsável pela comunicação da Nestlé e com o seu chefe de segurança. O jornal "El Mundo" diz que a Nestlé gastou mais de 65 milhões de euros nesta operação de espionagem.
O presidente da gigante suíça da alimentação Nestlé, Peter Brabeck, pediu à União Européia (UE) regras mais flexíveis sobre os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) para enfrentar a escalada de preços das matérias-primas agrícolas.
Esta notícia vem colocar um ponto final à posição dúbia da Nestlé em relação aos transgénicos. Durante os últimos anos, a Nestlé assegurava que todos os seus produtos comercializados no espaço europeu eram livres de OGM. Isto permitia assegurar a confiança nos seus produtos, perante a desconfiança generalizada dos consumidores europeus sobre a tecnologia.
O Movimento para a Emancipação do Delta do Niger (MEND) voltou a atacar e forçou a Shell a fechar um campo de extracção de petróleo. O MEND atacou uma planta de produção, provocando a paragem da sua produção de 200 mil barris de petróleo diários. Esta luta mostra como a resistência e a acção directa são muitas vezes a única forma possível para impedir a devastação do ambiente e das comunidades por grandes corporações que só se preocupam com os seus lucros milionários.
Junto se anexam alguns documentos enviados pelos Ekologistak Martxan.
By EDWARD HARRIS, Associated Press Writer
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LAGOS, Nigeria - Royal Dutch Shell said it shut down production from an offshore oil field that produces about 200,000 barrels per day after the most powerful militant group in Nigeria launched an attack on an installation there Thursday. The group also said it captured an American worker on a supply vessel in the area of the rig.
O Grupo Flamingo – Associação de Defesa do Ambiente foi convidado a participar, por um grupo de finalistas universitários, na Feira da Terra, que se realizou nos dias 7 e 8 de Junho na quinta da Fidalga no Seixal, a cuja organização também pertencia a Câmara Municipal do Seixal.
No stand atribuído à Associação, foi exposta diversa informação relacionada com as actividades desenvolvidas por esta nos últimos anos, merecendo particular destaque pela sua importância um abaixo-assinado que apela ao Senhor Presidente da Câmara Municipal do Seixal para que não licencie um estabelecimento para a engorda artificial de peixes que uma empresa privada pretende instalar no Sapal de Corroios, e para que seja preservada esta zona húmida que é a mais bem conservada de todo o estuário do Tejo, a sul de Alcochete, abrangida pela legislação da Reserva Ecológica Nacional.
Foi com espanto e indignação que no passado Domingo, 08 de Maio de 2008, recebemos, de uma técnica superior da Câmara do Seixal, a notícia que, aquando da visita do executivo camarário à Feira, este viu foi com desagrado o abaixo-assinado exposto, razão pela qual a organização daquele evento retirou abusivamente aquele documento do stand do Grupo Flamingo. A ser verdade o que nos foi transmitido pela já referida técnica, esta atitude inqualificável demonstra a intolerância em aceitar posições e pontos de vista diferentes ou não estivéssemos num Regime de Estado Democrático, onde a liberdade de expressão é um direito de qualquer cidadão e de qualquer Associação conforme consagrado constitucionalmente.
Surgiu hoje na Bélgica mais um caso de contaminação acidental com transgénicos, mais concretamente com colza geneticamente modificada da Bayer Crop Science. O Ministério belga da Saúde Pública anunciou que quinze parcelas foram contaminadas com uma variedade não autorizada que se encontrava em ensaios em quatro parcelas na Valónia (Sul da Bélgica) e na Flandres (Norte). Mais uma vez fica patente o risco que constituem os cultivos de transgénicos, quer sejam para fins comerciais, quer sejam para "ensaios científicos".
On the 14th of May, Corporate European Observatory organised a side event on the 4th Meeting of the Parties of the UN Convention on Biological Diversity in Bonn, Germany to discuss further decisions regarding the Cartagena Protocol. The Side event carried the title ‘Who is liable for the socio-economic and environmental damage caused by GM monocultures in Latin America and Europe?’
The following speakers were invited presenting the following subjects:
Rapazes do bairro cultivam hortas para os vizinhos (Diário Notícias, 12/05/2008)
Arlete
Sousa hesitou durante uns minutos. Gostava de espreitar as hortas que
os rapazes do bairro cultivaram ao pé da sua casa, em Lisboa, mas
também não queria chegar atrasada à procissão da Nossa Senhora Saúde,
no Martim Moniz. "Quando regressar passo por aqui", prometeu ontem a
pensionista de 73 anos, resolvendo assim o seu dilema.
Os "rapazes do bairro" são sete jovens do Grupo Desportivo da Mouraria
e do Grupo de Acção e Intervenção Ambiental (GAIA) que resolveram
ocupar um terreno baldio da freguesia da Graça, com tomates, morangos,
beringelas ou abóboras. "O objectivo passa por fazer uma horta para os
moradores da zona que quiserem cultivar os seus próprios alimentos",
explica Marcos Pais, um dos responsáveis do projecto.
Nem os agricultores, nem os consumidores querem os transgénicos, segundo eles. Assim vão acabar com os campos experimentais, que existem na Baviera (nos campos estatais). Só um de 1,6 ha vai ficar, segundo o ministro de agricultura, Miller, "para não temos de confiar nas resultados que foram feitos pelos próprias empresas."
Os Verdes criticam uma política dividida. Enquando o governo de Baviera está deixar praticamente o cultivo, o governo alemão, com ministro de Agricultura de CDU (partido irmão de CSU), ainda continua a apoiar as empresas agrobiotecnológicas e o cultivo dos OGM's. Assim, não é proibido cultivar OGM na Baviera, por que a lei do país federal se sobrepõe à lei do estado.
Para a discussão sobre uma nova moratória, que já teve lugar na Alemanha no ano passado, este passo da Baviera torna-se ainda mais importante.
O último relatório da Europol sobre as tendências do terrorismo, classifica a ceifagem do campo de milho transgénico em Silves como acto de terrorismo. Na França, Alemanha ou Reino Unido, este tipo de acções, muitas delas bastante mais radicais, decorrem de forma sistemática, mas não vêm classificadas neste relatório como actos terroristas. Neste momento estão também em curso acções de ocupação de campos de cultivo experimental de transgénicos na Alemanha.
O Rádio Clube Português fez uma reportagem sobre esta classificação no relatório da Europol. Nem o advogado de acusação consegue ver qualquer forma de terrorismo nesta acção. Um especialista em direito penal diz não ver qualquer relação entre a acção de Silves e actos terroristas.
É evidente o interesse que o governo português tem em esmagar a oposição aos transgénicos, ao classificar uma acção política pacífica e não violenta como acto de terrorismo (o relatório é elaborado a partir das contribuições das entidades responsáveis de cada país). Quando a democracia é fraca, a polícia, neste caso a Polícia Judiciária tem o terreno livre para colocar este tipo de disparates num relatório. Quem sofre somos todos aqueles que lutamos de uma forma ou outra por um mundo melhor, livre de transgénicos.
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