O movimento Salvar o Tâmega convoca para 13 de Março, Sábado, uma manifestação em Amarante.
Os rios portugueses estão perante uma grave ameaça – a construção de 11 novas grandes barragens, 5 das quais na bacia do Tâmega!
Tal tem sido vendido como um factor de desenvolvimento económico, social e até ambiental mas os factos evidenciam uma enorme destruição ambiental, a perda de muitas centenas de hectares de terrenos produtivos e/ou protegidos, a deterioração da qualidade da água e a perda irreversível de património cultural.
Grande Manifestação pelo rio Tâmega e contra a Barragem de Fridão
![[manif_fridao_500.gif]](http://1.bp.blogspot.com/_Ur5Bo73LY9Y/S4MbBqvNA8I/AAAAAAAACMc/2dEQ9ORqjuI/s1600/manif_fridao_500.gif)
Enquadramento: Depois de fechada a consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Aproveitamento Hidroeléctrico de Fridão (AHF) e perante a ameaça de várias barragens na sub-bacia do Tâmega e das outras incluídas no famigerado Plano Nacional de Barragens, urge realizar uma acção popular que demonstre a oposição a este plano e sensibilize a população.
A EDP reconhece que as novas contrapartidas, como os dois fundos de desenvolvimento e ambiente para o Sabor e para o Tua e o que eventualmente venha a ser negociado para o Fridão, são e serão tratadas como custos de produção, logo repercutir-se-ão no preço que o consumidor pagar.No mercado com tarifas fixadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), os custos de produção entram sempre na tarifa final, mas como estas barragens vão para o mercado liberalizado, dependerá do preço do mercado e este dependerá muito do preço do petróleo. Haverá períodos em que a EDP conseguirá recuperar o custo associado, outros em que terá de esperar, mas será sempre o consumidor a pagar.
Em entrevista [SIC] de Miguel Sousa Tavares a José Sócrates, foi possível obter uma pequena vitória:
Miguel Sousa Tavares (MST), num programa de grande audiência [«Sinais de Fogo»], chamou atenção que as novas barragens só irão aumentar, no máximo, a produção de energia eléctrica em 3%. MST também referiu que se vão "estragar 10 rios". - Veja aqui a entrevista.
Estreia na RTP 2, dia 27 de Fevereiro, pelas 21 horas , o documentário "Sabor da Despedida".
Um documentário sobre a construção da Barragem do Baixo Sabor e consequente fim do último rio selvagem do país.
"Debaixo das torres eólicas, os animais ainda pastam, debaixo das barragens, não." É o argumento levado ao limite, quase slogan político, do presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto, Joaquim Barreto, que lidera a campanha dos três municípios de Basto (Mondim, Celorico e Cabeceiras), que reclamam 2,5 por cento da facturação bruta da futura barragem do Fridão, a construir pela EDP.
Ao contrário do passado, as barragens do Sabor e do Tua, igualmente concessionadas à EDP, já destinam três por cento da sua receita líquida para iniciativas de mitigação do seu impacto, a nível local e regional. No caso do Sabor, é através de um fundo de desenvolvimento e ambiente. Quanto ao Tua, o modelo do respectivo fundo ainda não está fechado, embora o objectivo deva ser semelhante.
Destinatário: ESTE MANIFESTO SEGUIRÁ PARA O MINISTÉRIO DO AMBIENTE, MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES, MINISTÉRIO DA ECONOMIA E PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL.
http://www.peticao.com.pt/vale-do-tua
O Nordeste Transmontano tem vindo a perder população a um ritmo assustador. Uma situação que decorre do abandono ao qual a região tem sido votado pelo Poder Central e para a qual também contribuiu a decisão de encerrar, nos últimos 20 anos, cerca de 300 Km de via férrea, com promessas de desenvolvimento através de estradas como o IP4. O resultado ruinoso significou a atrofia das trocas comerciais, agravamento nos custos de transporte, obrigando pessoas e serviços a abandonarem a região.
[Dinamarca] Contra a cúpula COP15 em Copenhague em dezembro de 2009
Nunca confie em uma COP!
Convocatória Internacional de Ação Climática
A catástrofe é real e a mudança climática é um dos seus vários sintomas. O slogan inevitável da COP 15, "evitar a crise climática global", é um embuste elaborado para ocultar o verdadeiro propósito da COP 15, ou seja, restaurar a legitimidade do capitalismo global, através da instituição do capitalismo “verde".
Será empregada uma nova retórica "para evitar a mudança climática" para justificar a repressão, suas fronteiras fortificadas, suas guerras coloniais pelos recursos naturais. Vestir o Imperador com novas roupas. Nossa resposta a esta mentira é um NÃO firme e absoluto.
Torna-se necessário alterar muito mais que os nossos hábitos em tempo de ócio para sustentar o mundo nos próximos dias. Seria muita tolice depositar as nossas esperanças justamente sobre aqueles que continuam a destruir o planeta por dinheiro.
Para não esquermos a Paula e as palavras que nos deixou: "Afinal este é o nosso tempo e só nele poderemos concretizar"!
Paula Tavares
http://www.ecoblogue.net/
Ao serem entrevistados por Michael Moore, os dois criadores de South Park, responderam a certa altura que por mais defeitos que lhe encontremos ainda bem que a sociedade existe, nem que seja apenas para agir sobre o nosso lado biológico. Justificavam então como as crianças sem esta acção se podem tornar rapidamente nos seres mais cruéis à face da terra. O paradigma de rejeitarmos a formatação mas de lhe reconhecermos uma função lembra-me aquilo em que na maior beleza está também o maior monstro.
“Quantos de vocês em crianças se lembram das atrocidades feitas a pequenos bichos, de insectos a aves e um pouco mais além?”. A falta de identificação com o sofrimento do próximo, explicada pela falta de vivência e da ainda fraca consciência do “si”, explica porque as crianças facilmente infligem sofrimento sem sentido de compaixão… e quando terrivelmente usadas na guerra se tornam em armas mortíferas e sem qualquer misericórdia.
As autoridades portuguesas e a Plataforma Sabor Livre, autora de queixas contra a construção da barragem do Sabor, foram convidadas para uma acareação, um frente-a-frente decidido pela Comissão das Petições do Parlamento Europeu.
Este convite surge depois de esta Comissão ter analisado ontem uma petição apresentada em 2006 pela Plataforma Sabor Livre – LPN (Liga para a Protecção da Natureza), Quercus, Spea (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), Birdlife, FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens e Geota (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente). A petição pedia ao Parlamento para recomendar à Comissão Europeia que “não atribua fundos estruturais” à obra e que “vele por que as autoridades portuguesas suspendam o projecto” até satisfazerem as condições previstas para a conservação da natureza.
Depois da análise à petição, a Comissão decidiu chamar os intervenientes, tendo em conta a complexidade do projecto que opõe a defesa do interesse nacional à da conservação da rede Natura, sublinhou a vice-presidente do órgão Chrysoula Paliadeli.
A data desta diligência não ficou ainda definida.