Artigo do blog http://ingenea.pegada.net
Num discurso totalmente anacrónico, o Secretário-Geral da ONU anunciou hoje, na abertura da cimeira sobre segurança alimentar que decorre em Roma, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que a solução para a crise alimentar global passa por um aumento da produção de alimentos. Como se pode ler no artigo do Público, «a comunidade internacional deve apoiar os países que estão a ajudar os seus agricultores fornecendo-lhes sementes e fertilizantes, os dois factores de produção que mais repercutiram o aumento do preço do petróleo».
Este discurso assente na lógica produtivista apresenta dois problemas essenciais: por um lado não leva em consideração os principais factores de aumento dos preços dos alimentos; por outro lado promove uma solução baseada na produtividade e no apoio por “países desenvolvidos” que pode agravar o problema da fome e da subsistência das populações do Sul. Hoje começo por analisar o problema do aumento do preço dos alimentos.
Desde 2002, a
Associação CAIS dedica o mês de Março ao debate e à reflexão das
questões sociais. Os Congressos CAIS têm permitido reunir diversas
organizações e profissionais do sector social, políticos e estudiosos,
em reflexões que visam colocar as questões sociais na ordem do dia e,
como resultado, produzir e disseminar conteúdos relevantes nestas áreas. Este ano, o Congresso CAIS decorre entre 15 e 17 de Abril e é dedicado ao tema "Bem Comum: para além do privado e do público". O GAIA, que mantém colaborações regulares com a Revista Cais, também colaborou na preparação dos conteúdos do evento. No dia 16, Gualter Baptista vai falar sobre o bem comum na perspectiva da relação entre o Homem e a Natureza.
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O GAIA é distribuidor em Portugal da Revista Ecología Política.
Ecología Política é uma revista em espanhol com mais de 16 anos de história, editada pela Editorial Icaria . Nela são tratados temas relacionados com conflitos ambientais e ecologia política de âmbito internacional. Semestralmente a revista seleciona um tema prioritário.
O dia 27 de Setembro de 2007 marca o quinto aniversário do início das negociações dos Acordos de Parceria Económica (Economic Partnership Agreements) entre a União Europeia e os países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP). A entrada em vigor dos APE está prevista para 1 de Janeiro de 2008, mas enfrenta a oposição de inúmeros países ACP e as críticas de organizações da sociedade civil Europeia e Africana e de instituições como a União Africana, as Nações Unidas e o próprio Banco Mundial.
Neste contexto, uma plataforma portuguesa de organizações da sociedade civil entrega hoje, às 17h00, uma carta aberta, na Residência Oficial do Primeiro Ministro. No mesmo acto, Mari Griffith, representante de uma rede mundial que já reúne mais de 200 ONG, Sindicatos e Movimentos Sociais, (www.epa2007.org), entregará também um apelo ao Governo Português
Africa has developed a consolidated action plan on science and technology that integrates the programmes and projects of the New Partnership for Africa's Development (NEPAD) into the structures of the African Union.
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