Discurso de Fander Falconí em Copenhaga, um dos pioneiros da economía ecológica da América Latina, que foi convidado a ser ministro do governo equatoriano.
O Equador tem uma das propostas mais interessantes e inovadoras nas discussões sobre o clima. Incorpora perfeitamente o discurso da justiça climática e também a questão da dívida ecológica.
A proposta é manter intocadas as grandes reservas de petróleo do Yasuni-ITT, um dos maiores centros de biodiversidade do planeta. Contudo, para abdicar da riqueza económica que essas reservas iriam geram, pede que os países mais ricos paguem compensações económicas (equivalentes a, se não estou em erro, cerca de metade do valor esperado pela extracção do petróleo). Já vários países, como a Alemanha, acordaram em fazer pagamentos anuais para manter estas reservas no solo.
(original em http://www.mmrree.gov.ec/2009/discurso_copenhague.asp)
DISCURSOS DEL MINISTRO DE RELACIONES EXTERIORES, COMERCIO E INTEGRACIÓN
Discurso del Ministro de Relaciones Exteriores,
Comercio e Integración del Ecuador Fander Falconí
COP15 Cambio Climático
Copenhague, diciembre 2009
Uma viagem de avião inicia-se com a submissão a um repertório de indignidades: o passageiro é semi-despido, descalçado, apalpado.
Quem se sujeita a isto também aceitará com docilidade ser pesado. É essa a conjectura da ‘low-cost' Ryanair, que vê uma oportunidade para introduzir uma estrutura de preços mais lucrativa, discriminando a tarifa em função do índice de massa corporal dos passageiros e justificando-se com argumentos ambientais. Num inquérito promovido pela companhia, mais de 40% dos inquiridos mostraram-se favoráveis à ideia.
Portucel negoceia compra de 200 mil hectares em Moçambique para plantar eucaliptos
As negociações, além da enorme área florestal em áreas como Manica e Zambézia, envolvem ainda a produção de pasta e, numa fase posterior, de papel.
O grupo Portucel-Soporcel está a ultimar as negociações com o Governo moçambicano para adquirir 200 mil hectares de terrenos (equivalente à área de 200 mil estádios de futebol) para plantar eucaliptos, junto dos quais irá edificar também uma fábrica de pasta de papel.
Segundo afirmou ao PÚBLICO a primeira-ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, já foram localizadas terras que preenchem cerca de dois terços das necessidades da empresa portuguesa nas províncias de Manica e da Zambézia, a norte de Maputo.
Fonte: Público, 11-11-2009
Considera ser o desafio moral do século: a luta contra as alterações climáticas. James Hansen, um dos mais eminentes estudiosos do clima, o homem que alertou para os perigos das alterações climáticas muitos anos antes de Al Gore abrir os olhos ao mundo com o seu documentário “Uma Verdade Inconveniente”, falou ao “The Guardian” nas vésperas da cimeira de Copenhaga. E o que tem a dizer não é agradável. Hansen diz que é preferível que a cimeira redunde em fracasso, dado que o ponto de partida é profundamente defeituoso. Mais valia começar tudo do zero, argumenta.
Hansen opõe-se veementemente aos esquemas de compra e venda de emissões de CO2 para a atmosfera entre nações
“Preferia que não acontecesse [um acordo em Copenhaga], se as pessoas aceitarem a cimeira como sendo a ‘via certa’, em vez de a ‘via do desastre’”, indicou Hansen, que dirige o Instituto Goddard para os Estudos Espaciais, da NASA, em Nova Iorque.
A EPAL e a companhia israelita Mekorot, acusada de violação do Direito Internacional, tornaram-se parceiros desde Abril deste ano, para elaborar um plano de prevenção de um ataque terrorista à água potável na região da grande Lisboa. O Comité de Solidariedade com a Palestina pediu à EPAL que reconsiderasse esta parceria, denunciando o roubo sistemático dos recursos hídricos do povo palestiniano, mas esta rejeitou o apelo. Fontes palestinianas consideram esta parceria imoral.
O projecto de cooperação entre a empresa nacional de águas de Israel, a Mekorot e a EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) começou em Abril deste ano, tendo como objectivo a elaboração de um plano para a redução dos riscos de um ataque terrorista implementando um alto nível de preparação para eventuais crises da água. A empresa portuguesa segue as recomendações da Mekorot que poderão ser lidas no seu próprio site, enunciadas pelo seu presidente, Eli Ronen: “O evento do 11 de Setembro de 2001 trouxe um desenvolvimento substancial de uma sensibilização, propagada pelo mundo ocidental, para o perigo nos sistemas de água trazido pelos terroristas. Os sistemas municipais são os mais vulneráveis aos ataques terroristas”.
O presidente boliviano, Evo Morales, prometeu quarta-feira potenciar a produção de alimentos biológicos combatendo os transgénicos, representados pelas multinacionais "imperialistas" e que são, afirmou, contrários à cultura agrícola da Bolívia.
[Dinamarca] Contra a cúpula COP15 em Copenhague em dezembro de 2009
Nunca confie em uma COP!
Convocatória Internacional de Ação Climática
A catástrofe é real e a mudança climática é um dos seus vários sintomas. O slogan inevitável da COP 15, "evitar a crise climática global", é um embuste elaborado para ocultar o verdadeiro propósito da COP 15, ou seja, restaurar a legitimidade do capitalismo global, através da instituição do capitalismo “verde".
Será empregada uma nova retórica "para evitar a mudança climática" para justificar a repressão, suas fronteiras fortificadas, suas guerras coloniais pelos recursos naturais. Vestir o Imperador com novas roupas. Nossa resposta a esta mentira é um NÃO firme e absoluto.
Torna-se necessário alterar muito mais que os nossos hábitos em tempo de ócio para sustentar o mundo nos próximos dias. Seria muita tolice depositar as nossas esperanças justamente sobre aqueles que continuam a destruir o planeta por dinheiro.
Em 2004, organizações que lutam contra a expansão de plantações de árvores em grande escala declararam o dia 21 de setembro como o Dia Internacional Contra as Plantações de Monoculturas de Árvores. Desde a época, organizações do mundo inteiro levam a cabo atividades nessa data para conscientizar sobre o assunto. Neste ano, um grupo de pessoas de diferentes organizações tem lançado uma declaração internacional, exigindo a detenção da expansão das plantações. 8.429 pessoas de 85 países têm aderido à declaração.
Como essas plantações estão sendo promovidas sob o disfarce de “florestas”, a declaração resume as principais razões de preocupação: “As comunidades locais são deslocadas para deixar o caminho livre para intermináveis fileiras de árvores idênticas –eucaliptos, pinus, dendezeiros, seringueiras, jatrofas e outras espécies- que deslocam a maioria de outras formas de vida da área.”
02.08.2009, Ricardo Garcia
http://jornal.publico.clix.pt/
Portugal ultrapassou este ano os cinco mil hectares em área cultivada com plantas geneticamente modificadas. Mas o aumento da área entre 2008 e 2009 foi o menor desde que se começou a plantar milho transgénico no país, em 2005.
Segundo os dados mais recentes do Ministério da Agricultura, há 5.202 hectares de milho transgénico este ano - mais 345 hectares do que no ano passado. A subida foi de sete por cento. Entre 2007 e 2008, o aumento tinha sido de 16 por cento, com mais 657 hectares.
O maior salto ocorreu em 2007, quando a área de milho geneticamente modificado disparou de 1254 hectares para 4199 hectares. Ainda assim, o milho transgénico representa uma pequena fatia do total para esta cultura no país. Em 2007, foram cultivados 104 mil hectares de milho, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. A área total tem vindo a regredir há pelo menos duas décadas, quando superava os 200 mil hectares.