A Comissão Europeia rejeitou aprovar os milhos transgénicos das empresas Monsanto e Pionner, assim como uma batata transgénica da BASF. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar da UE foi questionada pela Comissão Europeia no debate sobre transgénicos que teve lugar quarta-feira passada. Esta vitória só foi possível graças à pressão da opinião pública.
Passaram-se cinco dias e não podemos deixar de partilhar convosco o nosso contentamento pelas boas noticias que nos chegam desde Bruxelas. No passado dia 7 de Maio, os Comissários Europeus rejeitaram a aprovação de duas variedades de milho e uma de batata transgénica, questionando seriamente a Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) - (ver detalhes mais abaixo).
Isto significa que as grandes empresas agro-químicas (que agora ameaçam legalmente a Comissão Europeia pela decisão tomada) não poderão comercializar estes OGM na UE no presente momento. A EFSA deverá voltar a avaliar os seus parâmetros de segurança.
É a primeira vez que os maiores responsáveis políticos da UE duvidam publicamente da segurança dos OGM. Reconhecem assim a inoperância, a orientação e o mau papel que a EFSA tem desempenhado, e demonstram que é fundamental garantir que as opiniões desta agência sejam, de uma vez por todas, cientificamente válidas e imparciais.
Quem conheça um pouco a Comissão Europeia sabe que isto não teria sido possível sem a pressão da opinião pública. A ampla ampanha de recolha de assinaturas, envio de cartas, postais, blogs, etc, deram os seus frutos. Graças aos que estiveram apoiaram esta campanha.
Esta decisão da Comissão marca um momento histórico na luta pela saúde e pelo ambiente. E demonstra que o sistema de avaliação da EFSA não é válido e constitui um perigo.
Continuaremos a nossa luta!
Transgénicos que foram a votação
Os milhos Bt11 y 1507: dois milhos produtores de pesticidas. Desenvolvidos pela Syngenta e Dupont. Os estudos revelam incerteza científica sobre os seus efeitos no ambiente.
A batata 'Amflora' da BASF: Uma patata que contém um gene que confere resistência a certos antibióticos. A OMS, a Agência Europeia do Medicamento e o Instituto Pasteur estão em desacordo com a EFSA
acerca do possível impacto deste produto na saúde humana e no ambiente.
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