Consumo Inconsciente
Por instinto,
sentimos necessidade de felicidade. Não que sejamos infelizes,
mas porque sentimos a falta de algo.
Foi criado, por meio da publicidade, integrada no vasto conceito do
marketing, um falso dogma de que através de algo material poderemos
preencher esta lacuna na realização pessoal. Isto é,
todos procuramos nas coisas algo que deveria estar no desenvolvimento
das relações interpessoais.
Devemos então repensar a ideia do consumo, pensar no que compramos.
Foi criada uma ideia geral de egocentrismo, em que as pessoas mergulharam
e tornaram a rotina uma tarefa impensada em que as pessoas funcionam
como máquinas, com a capacidade de pensar bloqueada por demasiada
informação inútil que é "metralhada"
em todas as direcções, que tenta induzir e seduzir mentes
semi-mecanizadas. A introspecção pessoal e o desabar de
certos "falsos dogmas" que existem em cada um de nós
deverão ser o ponto de partida para um mundo melhor.
A tendência do pensamento especulativo, em que as pessoas apenas
procuram proveito pessoal, deverá ser invertida para passarmos
a um pensamento mais positivo, onde o bem de toda a comunidade é
tido em conta. Porque não acabar então com estas "falsas
necessidades" criadas pela publicidade, através de anúncios
que tocam o mais íntimo, numa tentativa de vender uma imagem
de perfeição, e martelando insistentemente em todos os
cantos e recantos das nossas vidas, obrigando tudo e todos a tomarem
contacto com as tentadoras "maças do Éden"?
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