No passado dia 12 de Julho cerca de 60 activistas desfilaram a pé, cerca de três quilómetros (vestindo fatos brancos que os protegiam da contaminação transgénica) ao som dos Ritmos de Resistência, segurando faixas e cartazes, num percurso que foi desde a praia fluvial de Monforte e a porta da herdade Torre de Figueiras (onde decorrem actualmente ensaios em espaço aberto com variedades transgénicas não autorizadas para cultivo na Europa).

A multinacional Nestlé contratou os serviços da Securitas para infiltrar agentes desta empresa no grupo de trabalho que preparava um livro sobre os aspectos mais obscuros do funcionamento daquela multinacional. A espionagem durou um ano e a polícia local teve conhecimento do que se passava. O escândalo rebentou com uma reportagem televisiva.
A agente infiltrada pela Securitas entre o verão de 2003 e o de 2004 fazia o ponto da situação nesta empresa de segurança, que por sua vez informava o cliente. Mas ela chegou a reunir pessoalmente com o responsável pela comunicação da Nestlé e com o seu chefe de segurança. O jornal "El Mundo" diz que a Nestlé gastou mais de 65 milhões de euros nesta operação de espionagem.
O apoio estatal à produção de biocombustíveis "é caro, tem um efeito limitado na redução dos gases de efeito de estufa e no aumento da segurança energética, e tem um impacto significativo nos preços dos cereais em todo o mundo", diz o estudo apresentado esta quarta feira pela OCDE.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico analisou as políticas que querem promover o uso de biocombustíveis nas próximas décadas e calcula que só nos EUA, UE e Canadá, a dependência dos apoios públicos para assegurar a viabilidade dos biocombustíveis irá custar 16 mil milhões de euros em 2015, enquanto em 2006 já custava 7 mil milhões. Este estudo diz também que os subsídios atribuídos fazem com que cada tonelada de carbono evitada pelos biocombustíveis custe entre 600 e 1070 euros, quando, no mercado, está a 26 euros.
Apesar de a Assembleia Municipal de Monforte ter aprovado por unanimidade em Fevereiro deste ano a criação de uma Zona Livre de Transgénicos, o Governo, através do Ministério do Ambiente, acaba de aprovar a realização de três anos de ensaios de milho geneticamente modificado para o concelho. Isto representa desrespeito pela decisão democrática do poder local e desprezo pela zona de Rede Natura onde tais experiências irão ter lugar.
Por isso, ambientalistas e agricultores, para além da população de Monforte, juntam-se hoje à porta da herdade em causa para exigir, com a ajuda de uma "brigada de biossegurança" composta por várias dezenas de espantalhos — a figura tradicional que melhor protege os campos — que seja cancelada a autorização para fazer de Monforte uma cobaia à escala nacional.

Na passada 6ª feira, 4 de Julho, um grupo de activistas tomou o edíficio onde se situa a embaixada do Japão em Lisboa, e munidos de uma faixa de 6 metros onde se lia “G8 à mesa – um mundo à Fome”, com o objectivo de denunciar as consequências da política anti-democrática neo liberalista do G8, e as suas falsas receitas para as crises actuais. alimentar, climática e social.
Bloqueando-se suspensos numas escadas de emergência durante mais de três horas.Estendendo uma faixa de 18 m2 em frente ao andar da Embaixada do Japão, os activistas responderam à chamada internacional da Via Campesina, para assinalar o dia de luta pela “Soberania Alimentar”, juntando-se assim à contestação global ao G8, que verá as principais cidades do mundo, palco de dezenas de acções directas anti-globalização. Esta acção directa, consistia em denunciar as desonestas acções do G8, em especial à política de produção de comida, entregando o comunicado de imprensa ao público à volta e à Embaixada do Japão.
Dia 6 de Julho o GAIA-Porto apresenta um filme e debate sobre o tema
Soberania Alimentar ...e o G8!
O filme a passar será 'O pão nosso de cada dia'
- 92m; do austríaco Nikolaus Geyrhalter -
Aparece a partir das 17h na Casa da Horta (Rua de S.Francisco, nº 12)
O presidente da gigante suíça da alimentação Nestlé, Peter Brabeck, pediu à União Européia (UE) regras mais flexíveis sobre os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) para enfrentar a escalada de preços das matérias-primas agrícolas.
Esta notícia vem colocar um ponto final à posição dúbia da Nestlé em relação aos transgénicos. Durante os últimos anos, a Nestlé assegurava que todos os seus produtos comercializados no espaço europeu eram livres de OGM. Isto permitia assegurar a confiança nos seus produtos, perante a desconfiança generalizada dos consumidores europeus sobre a tecnologia.
Através da Agência Portuguesa do Ambiente, o Ministério do Ambiente
acaba de autorizar a realização de ensaios experimentais com milho
geneticamente modificado (dos tipos 98140 e GA21) solicitados pelas
empresas Pioneer e Syngenta para Monforte e Ferreira do Alentejo.
O terreno experimental de Monforte localiza-se numa área classificada pertencente à Rede Natura 2000: trata-se da Zona de Protecção Especial de Monforte criada pelo Decreto Regulamentar 6/2008 especificamente para a protecção de aves estepárias, aves essas que usam as culturas de cereais para se alimentarem e nidificarem. Assim o milho geneticamente modificado vai entrar na alimentação das aves que têm estatuto de protecção o que, não sendo ilegal, é ilógico e imoral.
Surgiu hoje na Bélgica mais um caso de contaminação acidental com transgénicos, mais concretamente com colza geneticamente modificada da Bayer Crop Science. O Ministério belga da Saúde Pública anunciou que quinze parcelas foram contaminadas com uma variedade não autorizada que se encontrava em ensaios em quatro parcelas na Valónia (Sul da Bélgica) e na Flandres (Norte). Mais uma vez fica patente o risco que constituem os cultivos de transgénicos, quer sejam para fins comerciais, quer sejam para "ensaios científicos".
Artigo do blog http://ingenea.pegada.net
Num discurso totalmente anacrónico, o Secretário-Geral da ONU anunciou hoje, na abertura da cimeira sobre segurança alimentar que decorre em Roma, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que a solução para a crise alimentar global passa por um aumento da produção de alimentos. Como se pode ler no artigo do Público, «a comunidade internacional deve apoiar os países que estão a ajudar os seus agricultores fornecendo-lhes sementes e fertilizantes, os dois factores de produção que mais repercutiram o aumento do preço do petróleo».
Este discurso assente na lógica produtivista apresenta dois problemas essenciais: por um lado não leva em consideração os principais factores de aumento dos preços dos alimentos; por outro lado promove uma solução baseada na produtividade e no apoio por “países desenvolvidos” que pode agravar o problema da fome e da subsistência das populações do Sul. Hoje começo por analisar o problema do aumento do preço dos alimentos.
Uma Horta no Palácio de Cristal continua a ser um desejo de vários cidadãos portuenses, que mais uma vez se reuniram no já bem aromático e colorido espaço onde se pretende desenvolver este projecto. Já lá vai um ano desde o primeiro encontro, mas entre o grupo reunido no passado sábado, dia 17 Maio, contavam-se algumas caras novas, o que mostra, de alguma forma, a vontade dos portuenses em arregaçarem as mangas e deitarem as mãos e as sementes da mudança à terra.
sessão de esclarecimento
O tema dos transgénicos é difícil de abordar de forma ligeira, ora porque é demasiado científico, ora porque é um tema que aborda diversas variáveis, complicadas de integrar num todo.
Neste sábado no Casa Viva houve uma sessão de esclarecimento sobre transgénicos e obteve uma avaliação positiva. O objectivo da sessão era tornar simples, um tema complexo abordando-o de uma forma que todos compreendêssemos facilmente.
Os transgénicos foram abordados de forma ligeira através de dinâmicas de grupo onde o tema surgia de forma transparente, ou seja, aparecia na sessão sem se notar...
21h30 Introdução
A Comissão Europeia rejeitou aprovar os milhos transgénicos das empresas Monsanto e Pionner, assim como uma batata transgénica da BASF. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar da UE foi questionada pela Comissão Europeia no debate sobre transgénicos que teve lugar quarta-feira passada. Esta vitória só foi possível graças à pressão da opinião pública.
Passaram-se cinco dias e não podemos deixar de partilhar convosco o nosso contentamento pelas boas noticias que nos chegam desde Bruxelas. No passado dia 7 de Maio, os Comissários Europeus rejeitaram a aprovação de duas variedades de milho e uma de batata transgénica, questionando seriamente a Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) - (ver detalhes mais abaixo).
O MayDay é uma parada de precári@s, que vem marcando o 1º de Maio em várias cidades por esse mundo fora, desde da estreia em 2001, em Milão. No ano passado, a iniciativa MayDay chegou a Lisboa, juntando algumas centenas de pessoas contra a precariedade no trabalho e na vida. Este ano, o MayDay Lisboa já começou: uma organização aberta a tod@s, que vai fazendo assembleias, acções públicas, festas, etc. Na parada MayDay cabemos tod@s: mais nov@s e mais velh@s, operadores de call-center, "caixas" de supermercado, cientistas a bolsa, intermitentes, desempregad@s, estagiári@s, contratad@s a prazo, estudantes que vivem ou pressentem a precariedade,…
A 1 de Maio juntamo-nos contra a exploração, contra o emagrecimento dos apoios sociais e à habitação, desafiando o cinzentismo e continuando o percurso de mobilização e visibilidade. Contamos contigo?
Depois da manif:
Precári@s tambem precisam de comer!
Jantar popular vegetariano a preço precário com filme
no Centro Social da Mouraria, Travessa de Nazaré 21, no Grupo Desportivo da Mouraria, as 20 h
Hoje celebra-se mais um Dia da Terra. Desde 1970, ano em que se celebrou pela primeira vez este dia, muito mudou no pensamento ecológico. Em 1970 a ideia deste dia emergiu de um caldo fervilhante de ideias progressistas dos opositores à guerra do Vietnam. 38 anos depois, muitas das lutas e reivindicações foram ganhas, ou pelo menos conquistaram a consciência da maioria dos cidadãos ocidentais. Entre os sucessos na consciencialização encontram-se os problemas dos resíduos, da poluição atmosférica, dos resíduos nucleares ou, mais recentemente, das alterações climáticas.
Infelizmente, uma das áreas fundamentais para a própria existência do ser humano continua a ser largamente ignorada e espezinhada no dia-a-dia, em particular no nosso país. Trata-se da área da alimentação. O modelo agro-industrial desenvolvido pela Revolução Verde trouxe-nos as mais diversas ameaças, que entram no nosso corpo a cada dia. A opção de escolha é cada vez menor e somos obrigados a consumir tudo, porque comer é algo que ninguém pode dar-se ao luxo de rejeitar. Pesticidas, fertilizantes, conservantes, aditivos e rações animais com medicamentos ou com próprios restos animais (que deram origem à BSE ou doença das vacas loucas), contaminaram a nossa cadeia alimentar ao longo das últimas décadas.
A Plataforma Transgénicos Fora e a Associação de Agricultores do Distrito de Lisboa comemoraram o dia 17 de Abril – Dia Internacional da Luta Camponesa, pela defesa da Soberania Alimentar, com a exigência de políticas agrícolas e energéticas realmente sustentáveis. Para isso, as associações defenderam a redução da importação de cereais transgénicos para rações de animais propondo o aumento da área agrícola cultivada com variedades tradicionais de culturas.
Segundo estas associações, as políticas europeias que restringem a produção de culturas destinadas à alimentação dos animais deveriam ser revistas e os próprios industriais deveriam fazer pressão nesse sentido para benefício dos consumidores.
FESTA MAYDAY - O PRECARIADO REBELA-SE!
É já neste sábado, dia 19 de Abril, que decorre a festa MayDay! Vamos
celebrar o precariado, no Ateneu Comercial de Lisboa, situado na Rua
das Portas de Santo Antão (perto do Coliseu de Lisboa)
O GAIA vai participar este ano com o movimento das bocas precárias, que conta já com 10 milhões de portugueses aos quais é recusado o direito a uma alimentação livre de transgénicos.
Junta-te à rebelião das bocas e vem até à festa desenhar a tua boca precária!
Nem os agricultores, nem os consumidores querem os transgénicos, segundo eles. Assim vão acabar com os campos experimentais, que existem na Baviera (nos campos estatais). Só um de 1,6 ha vai ficar, segundo o ministro de agricultura, Miller, "para não temos de confiar nas resultados que foram feitos pelos próprias empresas."
Os Verdes criticam uma política dividida. Enquando o governo de Baviera está deixar praticamente o cultivo, o governo alemão, com ministro de Agricultura de CDU (partido irmão de CSU), ainda continua a apoiar as empresas agrobiotecnológicas e o cultivo dos OGM's. Assim, não é proibido cultivar OGM na Baviera, por que a lei do país federal se sobrepõe à lei do estado.
Para a discussão sobre uma nova moratória, que já teve lugar na Alemanha no ano passado, este passo da Baviera torna-se ainda mais importante.
O último relatório da Europol sobre as tendências do terrorismo, classifica a ceifagem do campo de milho transgénico em Silves como acto de terrorismo. Na França, Alemanha ou Reino Unido, este tipo de acções, muitas delas bastante mais radicais, decorrem de forma sistemática, mas não vêm classificadas neste relatório como actos terroristas. Neste momento estão também em curso acções de ocupação de campos de cultivo experimental de transgénicos na Alemanha.
O Rádio Clube Português fez uma reportagem sobre esta classificação no relatório da Europol. Nem o advogado de acusação consegue ver qualquer forma de terrorismo nesta acção. Um especialista em direito penal diz não ver qualquer relação entre a acção de Silves e actos terroristas.
É evidente o interesse que o governo português tem em esmagar a oposição aos transgénicos, ao classificar uma acção política pacífica e não violenta como acto de terrorismo (o relatório é elaborado a partir das contribuições das entidades responsáveis de cada país). Quando a democracia é fraca, a polícia, neste caso a Polícia Judiciária tem o terreno livre para colocar este tipo de disparates num relatório. Quem sofre somos todos aqueles que lutamos de uma forma ou outra por um mundo melhor, livre de transgénicos.
Desde há uma semana que um total de 50 pessoas estão a ocupar um campo experimental de cevada transgénica da Universidade de Giessen. A Universidade está há anos uma das empresas mais envolvida na investigação de OGM, sempre enfrentando resistência criativa e forte.
Uma faculdade não é uma empresa, devem pensar muitos leitores agora.
No dia 3 de Abril, pelas 15 horas, o Ministério da Agricultura foi penhorado por tribunal popular em plena Rua Augusta. Sob vigilante atenção policial, uma panóplia de actores amadores, percussores energéticos e espectadores atentos, assistiu-se a um Teatro de Rua do GAIA, que demostrou como a ignorância do Governo face ao cultivo dos transgénicos pode prejudicar drasticamente a vida dos agricultores tradicionais portugueses e o ecossistema.
Esta acção visou denunciar as irregularidades e contradições do Fundo de Compensação aprovado pelo Ministério da Agricultura. Este fundo encontra-se previsto no Decreto-Lei 387/2007 que alega que a contaminação (...) poderá conduzir a uma desvalorização económica dos produtos, com consequências negativas para o respectivo agricultor.
Imagens da acçãoActivistas e agricultores juntam-se esta 5ª feira, dia 3 de Abril, às 15h00, perto do Ministério da Agricultura, na Praça do Comércio, para uma acção e teatro de rua que visa denunciar os problemas da contaminação com transgénicos e a insuficiência das medidas legais de protecção, nomeadamente o Fundo de Compensação. O Ministério da Agricultura vai ser julgado e os seus bens e haveres serão penhorados e leiloados em praça pública, devido à insuficiência deste instrumento para pagar as dívidas aos agricultores contaminados.
PARTICIPA na defesa de sementes e alimentos livres de transgénicos!
PREPARATIVOS a partir das 11h00 no Centro Social da Mouraria;
A Roménia, o maior produtor de milho da Europa, anunciou esta semana uma proibição ao cultivo de milho transgénico MON810, a única variedade autorizada para cultivo na União Europeia. O MON810 é o único transgénico autorizado para cultivo no território europeu. A Roménia tornou-se assim no 8º país europeu a proibir o cultivo de transgénicos no seu território, seguindo os passos da França, Hungria, Itália, Áustria, Grécia, Suíça e Polónia.
A Roménia é o principal produtor de milho da União Européia em total de hectares plantados, com cerca de 3 milhões de hectares cultivados anualmente. Do milho MON 810 foram plantados 300 hectares no país desde 2007, representando apenas 0,01% do total de produção de milho da Roménia. Com o anúncio do ministro do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Romênia, Attila Korodi, o maior produtor de milho da Europa torna-se livre de transgénicos.
A Plataforma Transgénicos Fora defendeu que a importação de cereais geneticamente
modificados, solicitada pelo maior produtor nacional de rações animais - a Valouro -
não resolve o problema da ruptura de stocks que se regista em todo o
mundo. Esta semana,
o grupo Valouro, alertou para a
eventual ruptura no fabrico dos seus produtos caso a União Europeia não
aprove a importação de cereais feitos com as novas variedades de OGM.
A ligação entre os cereais transgénicos e os agrocombustíveis torna-se cada vez mais evidente. Em 2007, a Valouro colocou em funcionamento uma unidade de produção de agrocombustíveis com capacidade de produção de 100 mil toneladas por ano. Agora, perante o aumento da procura global e a subida de preços de cereais, querem forçar as importações de novas variedades geneticamente modificadas. A crescente procura de cereais para agrocombustíveis não parte exclusivamente da iniciativa privada. Pelo contrário, vem fortemente apoiada pela meta comunitária para alcançar 10% de biocombustíveis em 2020 e por incentivos nacionais à produção destes cultivos e das suas unidades de produção.
[2008/03/17] O governo francês instaurou recentemente uma moratória ao cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM) através da aplicação da cláusula de salvaguarda. Esta medida baseou-se num conjunto de 25 estudos científicos que apontam para a existência de riscos para o ambiente, para a agricultura e para a saúde humana decorrentes da utilização das variedades de milho geneticamente modificado MON810 (milho insecticida). Portugal e Espanha, por outro lado, continuam a ser bastiões da industria da agrobiotecnologia, com as maiores áreas cultivadas em toda a Europa.
Nos dias 15 e 16 de Março reuniu-se em Derio, no País Basco um conjunto amplo de organizações e movimentos sociais da Península Ibérica. Os movimentos e organizações presentes convergiram numa estratégia conjunta para exigir aos governos de Zapatero e Sócrates a aplicação da cláusula de salvaguarda para a instauração de uma moratória ao cultivo de transgénicos.
As mulheres da Via Campesina ocuparam uma unidade de pesquisa
biotecnológica da empresa americana Monsanto e destruíram um viveiro e
o campo experimental de milho transgênico, em Santa Cruz das Palmeiras
(na altura do km 229 da Anhanguera), no interior de São Paulo, na manhã
desta sexta-feira (07/03).

A Assembleia Municipal de Monforte, reunida a 29 de Fevereiro, aprovou por unanimidade, a criação de uma "Zona Livre de Cultivo de Variedades Geneticamente Modificadas" em todo o território do seu Município. Esta decisão surge em reacção à proposta da Syngenta e da Monsanto da realização de ensaios experimentais de transgénicos.
Também no âmbito do processo de consulta pública relativo aos ensaios de campo com milho geneticamente modificado resistente a herbicida, o executivo da Câmara Municipal de Monforte emitiu um parecer fortemente negativo à realização destes testes no concelho. De igual modo, o executivo municipal considerou que, face a todas as condicionantes factuais e processuais apresentadas, não existem as condições mínimas para a realização de qualquer tipo de ensaios com OGM no concelho de Monforte.
Pelo quarto ano consecutivo, a indústria da engenharia genética pretende realizar em Portugal ensaios de campo com variedades não autorizadas, um pedido que está em consulta pública de 31 de Janeiro a 1 de Março. Este ano, mais uma vez, essa pretensão deve ser negada pelo Ministério do Ambiente, a autoridade nacional competente.
Este ano os testes foram pedidos pela empresas Pioneer e Syngenta para o Alentejo, concelhos de Monforte e Ferreira do Alentejo, e consistem na cultura durante três anos de duas variedades de milho geneticamente modificado tolerante a herbicida que não estão autorizadas para qualquer tipo de cultivo na União Europeia.
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Boletim
Transgénicos #1
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Esta é a primeira edição de uma série de newsletters, que fornecerá informação actualizada sobre a campanha do GAIA contra o cultivo de organismos geneticamente modificados, ao mesmo tempo que advoga uma agricultura ambientalmente sustentável e socialmente justa.
Esta newsletter tem como o alvo o público Português. No entanto, está disponível também noutras línguas (Inglês e Espanhol) como meio para criar uma abrangência internacional, criando assim bases para expandir as nossas redes para lá das fronteiras.
A primeira edição, fornece-nos uma visão geral do estado actual dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) no mundo e na Europa e faz um balanço do ano 2007 relativamente aos desenvolvimentos principais a nível politico. Além disso é apresentada as actividades principais do GAIA em 2007 relativamente ao assunto OGM. Esta edição fecha com um olhar para 2008 a nível politico e das actividades do gaia que estão em preparação.
Se tens questões e/ou comentários, contacta-nos.
Johan Diels / João Martins
johan [em] gaia [dot] org [dot] pt / joao [em] gaia [dot] org [dot] pt
Coordenadores de Campanha, GAIA