O GAIA foi fundado em 1996, como um núcleo universitário dedicado exclusivamente para assuntos ambientais. Após 3 anos de activismo, dentro e fora da Universidade, os seus membros tomaram consciência de que os assuntos que a associação defendia eram demasiado importantes para serem sujeitos às limitações de uma associação de estudantes. Em 2000, o GAIA registou-se como Associação Juvenil, legalmente independente da Universidade - que todavia apoia o GAIA, cedendo um gabinete no campus para a Sede Nacional. O facto de se tornar independente permitiu uma participação activa nos temas das Alterações Climáticas e Globalização a um nível “grassroot” e com um nível de crítica social que raramente se encontra noutras Organizações Não Governamentais de Ambiente.
Em 2001, o GAIA registou-se legalmente como ONG e iniciou o processo para se tornar ONG de Ambiente no Registo Nacional. Devido a mudanças de governo todos os processos foram interrompidos a nível institucional e só se registou oficialmente em 2004.
O GAIA é uma organização que foca as temáticas ambientais integrando questões sociais e politicas. Com uma forte base activista, utiliza frequentemente acções criativas de cariz directo e não violento como forma de sensibilizar e criar consciência das raizes sociais dos problemas ambientais. O GAIA investe muito do seu tempo e energias na integração e influênciando outros grupos sociais, o que faz do lobbying e cooperativismo, pontos importantes na sua agenda.
O GAIA é oficialmente uma Associação Juvenil e ONGA. Independentemente dos estatutos oficiais, o GAIA sempre manteve uma estrutura horizontal, acolhendo novos activistas, os seus projectos e ideias, facilitando a realização dos mesmos.
O GAIA tem, aproximadamente, 400 membros. O corpo activo é formado por 40 membros, a maioria participa activamente nas zonas urbanas da cidade de Lisboa e Porto. Um número considerável de membros participa nas discussões/debates através da mailing-list, que se torna muito dinâmica e enriquecedora em termos de conteúdo. A faixa etária dos membros do GAIA varia entre os 18 e os 35 anos.
O GAIA actua a nível nacional. Apesar de, naturalmente, desenvolver mais actividades onde estão sitos os núcleos regionais, as suas acções extendem-se a todo o país. Na região Norte, está envolvido num protesto contra a construcção de uma barragem no último rio “selvagem” português; mais a Sul, desenvolve uma campanha contra a desertificação. Our national scope concerns are lobbying para o desenvolvimento de um Plano Nacional de Alterações Climáticas (PNAC), Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão (PNALE), desenvolvimento de campanhas nacionais e internacionais em plataformas e redes, como é o caso da campanha anti-transgénicos (Plataforma Transgénicos fora do Prato), a campanha da Dívida Ecológica e a campanha pela Paz e Não-violência. O GAIA tenta coordenar as acções locais com questões e campanhas nacionais e internacionais.
As actividades do GAIA cobre um vasto leque de temas: questões ambientais, sociais, políticas e culturais. Que vão desde a Educação Ambiental, acções directas, organização e promoção de eventos (ex. Campos de trabalho, seminários, conferências, debates, fóruns, encontros juvenis) campanhas, actividades na natureza (passeios, ateliêrs) manifestações, etc.
Actualmente, a associação está a desenvolver as seguintes campanhas/projectos:
Eco-consumidor
Paz e Não-Violência
Desertificação
Dívida Ecológica
Transgénicos
Além das anteriores, o GAIA está envolvido em movimentos e iniciativas:
Massa Crítica
Plataforma do Não ao Nuclear
Fórum Social Português (fazendo parte da organização para 2006)
O GAIA é composto por 5 núcleos regionais: 2 dos quais estiveram activos em anos anteriores – Lisboa e Porto, as duas maiores cidades portuguesas. Durante este ano, está a ser lançado o núcleo do Alentejo, com sede em Odemira e estão em preparação o núcleo de Coimbra e de Torres Novas.
O GAIA recusa filiar-se a partidos políticos, igrejas, religiões ou empresas, mas recebe fundos europeus e governamentais. O GAIA é contactado, frequentemente, por entidades governamentais a fim de recolha de opinião em assuntos ambientais e técnicos. Os activistas do GAIA, por vezes, são convidados a participar em eventos organizados por partidos politicos e coopera com algumas plataformas que incluem partidos politicos.
A nível de financiamento por entidades privadas, o GAIA tem apoios pontuais de empresas de transportes públicos que oferecem viagens/descontos para os activistas/membros, tal com a empresa nacional ferroviária. À parte destas excepções, o GAIA nunca obteve fundos de empresas privadas e qualquer decisão relacionada com este tipo de financiamento tem de ser aprovada pelo Conselho Executivo através de consenso e sujeito a princípios estritos. Apenas empresas/entidades que não apresentam comportamentos de irresponsabilidade social e ambiental e que não confronte os nossos princípios e interesses (por exemplo: empresas petrolíferas, de automóveis e de energia) podem considerar-se potenciais financiadores do GAIA.
A decisão de ser extremamente selectivo no tipo de financiamento que obtem é, segundo a opinião dos membros, única no movimento ambientalista português. Naturalmente tem mais dificuldade em obter fundos mas, por outro lado, segue mantendo a sua independência e está de acordo com os seus princípios, evitando contribuir para a greenwash (tentativa de lavagem de imagem através de acções aparentemente amigas do ambiente) de corporações sem ética.
Com vista a não ficar dependente de determinados financiamentos, o GAIA tenta diversificar o mais possível as fontes e está a fazer uma forte aposta no auto-financiamento.
O GAIA mantém relações próximas com um leque vasto de associações de ambiente e desenvolvimento. Integra, também, diversas plataformas e é membro activo da CPADA (Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente). Coopera com diversas instituições – escolas, municípios, etc – que demonstram interesse por questões ambientais. Tenta cooperar, o mais que pode, com ONG locais e nacionais. Por exemplo:
Plataforma “Trangénicos Fora do Prato” (http://stopogm.net)- Plataforma Nacional de organizações que lutam contra os transgénicos. Nesta plataforma incluem-se organizações como: Quercus, cooperativas de produtos de biológicos, e uma organização nacional de agricultores;
Desenvolvimento de um Centro de Convergência, para trabalhar sobre ambiente e desenvolvimento no Alentejo. Este centro integra organizações e movimentos locais que visam combater a desertificação da zona;
Cooperação com a ATTAC Portugal na organização de eventos relacionados com a Globalização;
Cooperação com cooperativas de Comércio Justo e ONG's de Desenvolvimentos para a criação de uma rede de Ecónomia Solidária;
Dinamização e apoio ao Movimento Massa Crítica;
Apoio ao sistema Trocal em Lisboa e Porto;
Integração na plataforma cívica “Convergir”, no planeamento urbano do Porto;
Estabelecimento de uma rede de voluntariado social e ecológico.
As fontes principais de finaciamento do GAIA são a União Europeia e os programas nacionais para ONGA's e Associações Juvenis, complementadas com apoios pontuais de Municípios e auto-financiamentos (quotas e venda de produtos).
Desde 1998 que o GAIA coopera com organizações estrangeiras. Esta cooperação faz-se desde a troca de informação (A SEED, EYFA, Climate Action Network) até a campanhas internacionais, como a campanha “Aposta”(BUNDjugend, Amigos da Terra de Espanha e Itália (Friends of the Earth, Natur og Ungdom, WWF Suiça, entre outras). É membro da YEE (Youth and Environment Europe), Risingtide (Plataforma de Justiça Climática), ENRED (Rede Europeia para o Reconhecimento da Dívida Ecológica - European Network for the Recognition of Ecological Debt) e Globa-l-inks. Coopera, também, com o Observatorio del Deute en la Globalitzation na Campanha da Dívida Ecológica e com a For Mother Earth (Amigos da Terra da Bélgica) na Campanha da Paz e Não-Violência.
Localização
Boas a todos,
Devido a subscrever muitos dos assuntos que aqui são focados, registei-me electrónicamente no GAIA. Mas reparei que não existe nenhuma morada, nomeadamente do nucleo de Lisboa (distrito em que habito). O Gaia possui algum local fisico de encontro/reunião... ou é simplesmente um "electronic group"?
Cumprimentos pessoais,
João Brito (joao68brito [em] yahoo [dot] com)
Olá, O GAIA tem um
Olá,
O GAIA tem um espaço físico sim!
O Centro Social da Mouraria!
Que fica na Mouraria!
Aqui tens um mapa para o local:
http://gaia.org.pt/files/images/socialcentro.psd.media.jpg
Adicionalmente,
julgo que ainda existe um
espaço do GAIA na Faculdade de Ciencias e Tecnologia
da Univ. Nova,
no Monte da Caparica..
Essa morada está aqui:
http://gaia.org.pt/node/327
Mas quanto a este espaço na Unioversidade nao tenho a certeza se tem estado lá malta !
Na Mouraria, sim!
Passa lá!!!
Estão sempre lá pessoas para te mostrar o espaço!
Abraço
João Aguiar
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