O parto e a gravidez são um processo natural e fisiológico e não uma doença

Durante a gravidez e parto as mulheres são constantemente submetidas a decisões médicas que as alienam da sua capacidade de parir. Quem faz um parto é a mulher e o bebé, não o obstetra.

Em Portugal, no ano de 2007, 35,3% (1/3 dos nascimentos) foram cesarianas Nos hospitais privados portugueses, 93% dos partos são por cesariana, também por uma razão económica.

Segundo a OMS, uma taxa de cesarianas acima dos 15% é resultado de uma má prática clínica. Os médicos optam pela intervenção cirúrgica para sua comodidade e não para protegerem parturientes e recém-nascidos.Quanto menor a intervenção no trabalho de parto e parto, menos riscos correm a mãe e o bebé.

A mulher passou a estar deitada e imóvel durante o parto com a medicalização do nascimento e continua a estar deitada mesmo depois de todos os estudos comprovarem que esta é a posição que causa mais dor e mais atrasa o trabalho de parto.

A raspagem dos pelos púbicos, aplicação de clister, monitorização contínua do feto e das contracções, os toques vaginais, a administração de soro in-travenoso são práticas rotineiras, na maioria das vezes desnecesárias, invasivas, desrespeitosas e sem reais benefícios para parturientes e  recém-nascidos.

Negar alimento e água a uma grávida durante todo o trabalho de parto é um acto criminoso mas rotineiro nos nossos hospitais. Nas salas de parto dos hospitais portugueses, todas as formas naturais de alívio da dor são interditas mesmo quando a mulher as solicita (exp. Utilização da bola de parto, deambulação, bano de imersão) Nos hospitais portugueses a privacidade e intimidade necessárias ao trabalho de parto são constantemente devassadas por funcionários que não sabem respeitam um momento tão importante como o nascimento.

As intervenções rotineiras aos recém-nascidos, tais como o corte prematuro do cordão umbilical ou a aspiração das vias respiratórias, são um atentado contra a vida. Mal chega a beber da maminha, já o bebé está a ser vacinado contra a hepatite e tuberculose. A polémica sobre a vacinação é longa, mas certamente que um bebé com poucas horas de vida não está preparado para receber uma dose de virus, alumínio e mercúrio.

O colostro, designação dada a um tipo de leite materno que ocorre 3 dias depois o parto, tem, pelo contrário, tudo o que o bebé precisa para iniciar a sua vida. Vitamina K, altamente rico em ferro, minerais e forçando o sistema imunitário.

A maioria dos hospitais portugueses não incentiva as mulheres a amamentar. Falta pessoal que tira tempo e paciência para as questões da mulher, faltam informações e respeito para pequenos problemas no início da amamentação. A taxa de amamentação em Portugal é mais baixa do que na maioria dos outros países da Europa, onde a amamentação está incentivada pelas parteiras, hospitais e a sociedade em geral.