Caracóis celebram a Zona Pedonal de Almada

Algumas dezenas de moradores e ambientalistas concentraram-se hoje na Praça do MFA, em Almada para a segunda celebração da zona pedonal. Desta vez, a celebração decorreu sem confrontos, apesar da agressividade do corpo policial.

A celebração começou com a distribuição de informação aos transeuntes e alguma animação espontânea. Um dos presentes decidiu alertar para o perigo de atropelamento na zona pedonal, deitando-se no chão, enquanto outra pessoa deitava farinha para marcar o seu corpo.

Pouco depois das 17h, um grupo iniciou a “marcha do caracol”, percorrendo o circuito da zona pedonal que geralmente é atravessado pelos veículos automóveis. Os automóveis que circulavam pela zona pedonal, como é habitual, foram altamente desrespeituosos e não hesitaram em ultrapassar o “caracol” a alta velocidade, subindo a linha do metro.

A marcha decorreu com serenidade até que, de repente e sem qualquer motivo aparente, surge uma Brigada de Intervenção da PSP. De cara tapada, os polícias dirigiram-se ao “caracol” e, com bastante agressividade, forçaram o grupo a ir para a berma. Os cidadãos, para evitar a repetição da situação da semana anterior, optaram por acatar as ordens, mesmo considerando que estavam no seu pleno direito de circular pela zona pedonal, à velocidade que bem entendessem.

Esta manhã, uma comitiva do movimento de cidadãos reuniu com o Vereador José Gonçalves, responsável pela Divisão de Trânsito. As preocupações e reivindicações do movimento foram apresentadas e discutidas com o vereador. O vereador considerou que existe uma sintonia entre os interesses deste movimento de cidadãos e o executivo da Câmara Municipal de Almada. A crítica à circulação de autocarros da TST por esta zona é mútua e o executivo municipal está a trabalhar com o Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) no sentido de retirar as 4 carreiras que ainda circulam por esta zona e instaurar uma nova carreira mini-bus que faria um trajecto circular entre a zona pedonal e Almada Velha. Quanto aos autocarros em claro incumprimento - casos de autocarros que estacionam abusivamente na zona pedonal ou que a atravessam para recolha, o vereador garantiu queos TST já foram avisados e que, se não rectificarem a situação, passarão a ser autuados como qualquer outro veículo que não cumpra as regras da zona pedonal.

Quanto aos acessos especiais, José Gonçalves, salienta que procuram fazer uma redução faseada dos automóveis e das cerca de 1000 autorizações especiais actualmente concedidas pela ECALMA. Para o movimento de cidadãos, esta abordagem coloca um grave problema de segurança na zona pedonal e deixa um precedente difĩcil de mudar no futuro. “Embora o vereador nos tenha garantido que estas autorizações especiais são uma situação temporária, sabemos que, depois de habituadas, as pessoas dificilmente vão abdicar dos seus privilégios adquiridos”, comenta Silvia Hable, moradora do centro de Almada que esteve presente na reunião. O movimento pretende manter a pressão para que se ultrapasse o quanto antes esta situação de transição.

Foram aindadiscutidas soluções técnicas e urbanísticas que permitam acomodar um conjunto de situações e necessidades dos moradores e utentes deste espaço. Em jeito de conclusão, Silvia Hable comenta que “a situação actual é altamente perigosa, desvirtua o espaço público e prejudica o comércio local. Por isso, temos que tornar esta zona verdadeiramente pedonal”.

Vários moradores e transeuntes apareceram para ver esta nova iniciativa do movimento de cidadãos, muitos deles expressando o seu apoio. Para o futuro está previsto o lançamento de um abaixo-assinado em defesa da zona pedonal.

Comentários

lolo :)

E gostaria também de lhe pedir descupa da minha linguagem algo veemente, mas ando com pouca paciencia para pessoas mais velhas que só se sabem lamentar do que têm e não fazer o melhor do futuro que se lhes abre. Eu, que entro num mercado de sex trabalho em plena crise, com a atmosfera empestada pela vossa geração, estou feliz por aqui estar. Agradeço-lhe também a paciência e a qualidade das suas palavras porque, apesar de tudo, nesta cacafonia de vozes, a sua, pela educação e pelo genuino sentimento de que está a ser injustiçado porno sex :)

thanskss

Porque é que inventa ou acredita em tudo o que ouve por aí? Assim acaba por perder a pouca razão que possa ter!

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O acidente mais grave ocorreu no passado dia 12 , com um jovem de cerca de 20 anos que ia a ouvir música de auscultadores quando circulava junto à linha do metro. "Ia a correr, bateu de chapa na lateral do metro e caiu para trás na linha do sentido contrário. Teve sorte que o veículo travou a tempo" :)

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Almada pedonal?

A este Sr. que solo lee literalmente las noticias del periódico EL PAIS, le tengo que decir como español que soy que nada es comparable con la aberración que se ha realizado en Almada.

Este Sr, tiene que saber que jamas en España se ha peatonalizado un eje central en ninguna ciuadad, imagínese que en Madrid se hace peatonal el eje Paseo de las Delicias - Paseo del Prado - Paseo de Colón - Paseo de la Castellana, que cruzan la ciudad de sur a Norte, o en Barcelona la Diagonal, o en Zaragoza el Paseo de la Independecia o en Sevilla La Helíopolis, etc, etc

Así, las calles peatonales siempre son las adyaccentes y no las principales y cuando son ~PEATONALES son SOLAMENTE para PEATONES.

Cuando se procede a peatonalizar una calle, lo primero que se realiza son los aparcamientos alrededor de estas zonas para los transeuntes y los ayuntamientos habilitan viejos almacenes, edificios y otros para los residentes que después alquilan a éstos a precios reducidísimos.

Por otra parte a la misma vez se aprovecha para colocar los carriles para bicicletas, tanto es así que los ayuntamientos de Sevilla, Barcelona, Zaragoza y otras ciudades ya han colocado un servicio muy extenso de bicicletas de Alquiler con un gran éxito.

Comentaremos que siempre, siempre, siempre el metro en España en zonas centrales es subterráneo.

También resaltaremos que todos los transportes están unificados y que un solo billete sirve para todos pudiendo realizar transbordos sin coste añadido.

Añadir que los paseos son confortables con una calzada lisa en la que da placer caminar, los pasos de peatones están bién señalizados.

Veamos un ejemplo: La calle Serrano,calle muy comercial, en Madrid en estos momentos está a ser remodelada (nunca peatonalizada ya que es un eje muy importante de la ciudad ) lo que están haciendo es alargar los paseos para inserir el carril bici, ademas de actualizarla y embellecerla. En primer lugar lo que han habilitado son los aparcamientos en los cuales las tres primeras plantas se han reservado para las personas que van a relizar compras, com precios bajos y las restantes plantas hasta 5 o 6 son para los residentes. Las obras se están realizando a trozos para incomodar lo menos posible a los ciudadanos y sobre todo al comercio. Mientras tanto se aprovecha para restaurar los edificios con subvenciones que da el ayuntamiento.

Por qué las ciudades están vivas en España? pués por todo lo anteriormente citado que conlleva que las tiendas de marcas áncora se instalen en los centros de las ciudades lo que crea un comercio muy vivo alrededor.

Veasé, que las principales tiendas y mas grandes de buenas marcas, siempre están en la calle.

Por otra parte una gran preocupación hoy en día es que los jóvenes vuevan al centro de las ciudades y lo consiguen mediante edificios rehabilitados con subvenciones de los ayuntamientos y otras medidas que estos ofrecen a la juventud.

Por todo esto que aqui relato las cosas son muy diferentes. Yo me pregunto que al contrario de lo que sucede en España, que pasó para que en la avenida de Almada cerrara Máximo Dutti, Benetton, Levi´s y otras?

La gran pena que tengo es el no poder publicar en este blogg una fotografía de una de las calles comerciales mas antiguas de Málaga para que ustedes viesen lo que es una calle peatonalizada y embellecida.

Almada pedonal ?

A este Sr. que solo lee literalmente las noticias del periódico EL PAIS, le tengo que decir como español que soy que nada es comparable con la aberración que se ha realizado en Almada.

Este Sr, tiene que saber que jamas en España se ha peatonalizado un eje central en ninguna ciuadad, imagínese que en Madrid se hace peatonal el eje Paseo de las Delicias - Paseo del Prado - Paseo de Colón - Paseo de la Castellana, que cruzan la ciudad de sur a Norte, o en Barcelona la Diagonal, o en Zaragoza el Paseo de la Independecia o en Sevilla La Helíopolis, etc, etc

Así, las calles peatonales siempre son las adyaccentes y no las principales y cuando son ~PEATONALES son SOLAMENTE para PEATONES.

Cuando se procede a peatonalizar una calle, lo primero que se realiza son los aparcamientos alrededor de estas zonas para los transeuntes y los ayuntamientos habilitan viejos almacenes, edificios y otros para los residentes que después alquilan a éstos a precios reducidísimos.

Por otra parte a la misma vez se aprovecha para colocar los carriles para bicicletas, tanto es así que los ayuntamientos de Sevilla, Barcelona, Zaragoza y otras ciudades ya han colocado un servicio muy extenso de bicicletas de Alquiler con un gran éxito.

Comentaremos que siempre, siempre, siempre el metro en España en zonas centrales es subterráneo.

También resaltaremos que todos los transportes están unificados y que un solo billete sirve para todos pudiendo realizar transbordos sin coste añadido.

Añadir que los paseos son confortables con una calzada lisa en la que da placer caminar, los pasos de peatones están bién señalizados.

Veamos un ejemplo: La calle Serrano,calle muy comercial, en Madrid en estos momentos está a ser remodelada (nunca peatonalizada ya que es un eje muy importante de la ciudad ) lo que están haciendo es alargar los paseos para inserir el carril bici, ademas de actualizarla y embellecerla. En primer lugar lo que han habilitado son los aparcamientos en los cuales las tres primeras plantas se han reservado para las personas que van a relizar compras, com precios bajos y las restantes plantas hasta 5 o 6 son para los residentes. Las obras se están realizando a trozos para incomodar lo menos posible a los ciudadanos y sobre todo al comercio. Mientras tanto se aprovecha para restaurar los edificios con subvenciones que da el ayuntamiento.

Por qué las ciudades están vivas en España? pués por todo lo anteriormente citado que conlleva que las tiendas de marcas áncora se instalen en los centros de las ciudades lo que crea un comercio muy vivo alrededor.

Veasé, que las principales tiendas y mas grandes de buenas marcas, siempre están en la calle.

Por otra parte una gran preocupación hoy en día es que los jóvenes vuevan al centro de las ciudades y lo consiguen mediante edificios rehabilitados con subvenciones de los ayuntamientos y otras medidas que estos ofrecen a la juventud.

Por todo esto que aqui relato las cosas son muy diferentes. Yo me pregunto que al contrario de lo que sucede en España, que pasó para que en la avenida de Almada cerrara Máximo Dutti, Benetton, Levi´s y otras?

La gran pena que tengo es el no poder publicar en este blogg una fotografía de una de las calles comerciales mas antiguas de Málaga para que ustedes viesen lo que es una calle peatonalizada y embellecida.

Leis para que? Com ideais assim

Bem quem observa a forma ignobil como é demostrado os ideais e filosofias inerentes ao bloco de esquerda, já não fica admirado com  é aqui transmitido. Apenas desta opinião,  quero  focar um assunto unicamente um assunto, designadamente a intervenção daa PSP em 26 de Janeiro. Quem estava presente e viu a intervencao efectuada pelos agentes, a unica coisa que resta fazer então, é rir dos comentário aqui preferidos. Pois, demonstrar os ideais mesmo que ultrupassem qualquer bom censo, já tem a sua gravidade, mas deturpar os acontecimentos e o que qualquer cidadao viu, ainda mais grave se torna. Resta então, desejar a estes senhores mais bom censo e respeito por todos, pois só desta forma pudemos minimamente interagir, apesar das diferenças individuais inerentes. 

As leis e as bocas

Apesar de ser morador de Almada e por estar a trabalhar não estive presente em ambas as celebrações. Mas agradecia que o sr. acima seja mais específico na sua mensagem. E já agora avance como testemunha - porque imagino que a policia precise para que não lhes puxem as orelhas. O que se passou é que ouve violencia (foram pessoas para o hospital) sobre um grupo de pouco mais de uma dezena de pessoas que incluia crianças. A violência não pode ser justificada por estarem a interromper a circulação de automóveis: primeiro porque é desproporcionado e depois porque se trata de uma zona pedonal. Quanto à boca do Bloco de Esquerda não percebo. Eu nunca votei em tal partido e por mais que procure nesta página não vejo qualquer referem ou ideia que sugiram ligação a esse partido. O que se repara é a incapacidade de alguns de entender que há pessoas que são capazes de pensar por si próprias e defender aquilo que é delas e da sua cidade. Defender precisamente que as leis sejam cumpridas (a maior parte dos automóveis circulavam na zona pedonal de forma ilegal e em excesso de velocidade) e com todo o despropósito são alvo de agressões policiais. E isso não devia ser admitido neste país!

marcha

podem tar certos q nos estudantes n temos culpa de termosq os nossos pais tenham q nos vir buscar a policia max ja q se preocupam tanto com a "zona pedonal" pk n protestam tambem em relaçao as sargetas n ha e depois fica tudo inundade q as "pessoas" n podem andar, ou seja, se n se foge dos carros foge-se das poças e lagos de agua

Kulpa não terão... mas bem

Kulpa não terão... mas bem que poderiam xplicar aos vossos pais akilo que aprendem na escola sobre as vantagens de andar de transportes públicos e a pé. Tás a ver... a poluição, ruído, essas koisas que se fala nas aulas.  K tal pedirem aos pais para vos deixarem numa paragem do MST fora da cidade! A malta de Almada agradecia. E já k estão preocupados com as sarjetas, ajudem os Almadenses e escrevam cartas à câmara. Isso sim, era bué da fixe e a gente ka da cidade fikava mais contente por apanhar porrada da policia uma vez por mês.

Transporte Publico: a melhor forma de reduzir o CO2

Obrigado pelos links

Obrigado pelos links. Este último não me parece tão apropriado (refere-se à realidade americana, bem pior que a europeia), mas o anterior é pertinente.

Fiquei no entanto com a sensação de que não perceberam bem o meu ponto de vista, pelo que passo a explicar: num cenário de utilização ideal, o transporte público será obviamente o mais interessante, permitindo uma maior eficiência energética e a diminuição das emissões de CO2. Este cenário, de acordo com vários estudos, será de uma utilização média do metro com 70 passageiros, produzindo umas fantásticas médias de 8g/Km de CO2 por passageiro. Em Almada esse cenário está longe do ideal: com uma frequência de circulação bem superior à anunciada, o MTS apresenta uma média de passageiros inferior a 10, isto sem contar com os muitos "Reservado" que circulam completamente vazios, provavelmente em formação (que espero acabarem em breve). Se considerarmos uma média de 7 passageiros por metro (não tenho dados oficiais que o confirmem - apenas algumas contas que tenho feito da janela de casa), dá 80g/Km/passageiro. Ora um Smart, por exemplo, faz este tipo de valores.

Para aqueles que me consideram um verdadeiro "demónio" só porque cometo o sacrilégio de ter de me deslocar aos clientes de automóvel e me recusar a carregar com as encomendas e ferramenta às costas de metro, autocarro e sei lá que outros meios de transporte para chegar a todos os locais onde os clientes se lembraram de abrir as suas empresas, morar, etc., passo ainda a esclarecer:

* O carro que adquiri para a empresa foi um Smart CDi, com emissões de apenas 88g/Km;
* Já iniciei contactos com a Carbonfree para, assim que tal seja financeiramente possível, compensar as emissões de CO2 deste veículo;
* Implementámos sistemas de acesso remoto via Internet nos principais clientes que nos permitem poupar muitas deslocações;

Como vêm não sou nenhum demónio e o ambiente é uma das minhas preocupações do dia-a-dia. ;)

Voltando ao tema inicial do qual já muito nos desviámos, a zona pedonal, eu não sou contra a diminuição dos veículos nas cidades nem contra as zonas pedonais. Sou contra esta zona pedonal em particular pelos moldes e pressupostos errados sobre os quais foi pensada e implementada. Ora vejamos:

* Parte-se do princípio de que a zona pedonal diminuirá a circulação automóvel na cidade: ERRADO. Se tanto, esta zona pedonal diminui a circulação nesta zona, mas aumentará nas restantes, agravando a situação global. Este objectivo deveria ser atingido pelo metro, não pelo bloqueio/desvio do trânsito para ruas sem condições;
* Assume-se que esta zona será mais segura sem automóveis: ERRADO. Poderá dar uma falsa sensação de segurança a quem nela circula a pé, mas continuará a ser atravessada por uma ferrovia. O metro já fez várias vítimas mortais, incluindo na zona pedonal!
* Espera-se que esta zona atrairá mais pessoas ao comércio: ERRADO. Já fugiram todos para o Almada Fórum. Será difícil convencer os clientes a largar uma superfície onde o estacionamento é gratuito e o ar condicionado permanente por uma zona pedonal onde o frio e a chuva são bem reais. Pessoalmente não vou ao Fórum mais de 1 vez de 3 em 3 meses e tento fazer todas as minhas compras no comércio local, mas se calhar muitos dos que defendem esta zona pedonal não hesitam em meter-se no carro e ir ao fórum todos os fins-de-semana (porque de metro não se chega lá).

Em suma, e correndo o risco de me repetir, não sou contra a preservação do meio ambiente, a melhoria das condições de vida de todos, etc.. Acredito no entanto que as coisas devem ser concebidas de forma realista e não meramente utópica. Esta zona pedonal é uma mera utopia que não cumpre nenhum dos seus objectivos, prejudicando a vida de muita gente.

Bom, você faz umas contas

Bom, você faz umas contas baseada em números que ninguém sabe bem de onde e depois é esquisito na fonte que lhe dou. :-)

Okay, esta fonte é Europeia:

www.lrtf.org.uk/caseforlrt/Paper%20-Environmentalcaseforlightrail8%20May.doc

Mas continue por aqui, que pelo menos parece ter vontade de pensar! Que se faça luz, então.

Imaginação e delirio

Sr. Calado, apear de não o admitir acho que já percebeu que meteu água na questão do CO2. Não faz mal, acontece a qualquer um. O problema é que no seu caso é um padrão: você distorce os factos a seu favor constantemente. Quer outro exemplo?

"O metro já fez várias vítimas mortais, incluindo na zona pedonal!"

Porque é que inventa ou acredita em tudo o que ouve por aí? Assim acaba por perder a pouca razão que possa ter!

Olhe que é fácil - Google e, voilá, notícia fresquinha de hoje no Jornal de Notícias:

O acidente mais grave ocorreu no passado dia 12 , com um jovem de cerca de 20 anos que ia a ouvir música de auscultadores quando circulava junto à linha do metro. "Ia a correr, bateu de chapa na lateral do metro e caiu para trás na linha do sentido contrário. Teve sorte que o veículo travou a tempo"

JN 2/2/2009

Já percebeu que inventar, ou divulgar boatos, desta forma é de uma irresponsabilidade um pouco infantil?

E depois olhe, é um fartar de assumir! Como lhe dá jeito que as emissões do MST sejam iguais ao seu smart faz as contas de marcha-a-traz e assume que o metro tem uma média de 7 passageiros por km!! Extraordinário... o preocupante é que acredita mesmo no que diz! Já agora é pena que o seu Smart não tenha em Portugal um filtro de partículas - aquelas coisas pequeninas que se alojam nos pulmões das crianças e adultos e por lá ficam até à sua morte.

Assume que a zona pedonal não diminuirá o tráfego em Almada?! Tem dados...ou mais uma vez é sua imaginação a funcionar?

Depois assume também o que se passará no futuro: "será difícil convencer...". Com a sua atitude será com certeza.

Assume que "se calhar" quem defende a zona pedonal vai para o fórum ao fim de semana...

E continua a lamentar-se. Pela negativa e sem propostas para melhorar a sua situação e a situação dos comerciantes de Almada. Assim, não (vai) vamos lá...

Agradecimentos ao Sr Calado e ao Nuno

Quero agradecer aos dois por terem dialogado de forma civilizada os vários pontos de vista dos cidadãos sobre zonas pedonais e carros em geral.

É muito importante perceber a motivação de todos os interessados, mesmo que com ela não concordemos, pois vivemos juntos na mesma sociedade e teremos de tentar caminhar juntos por um mundo melhor.

Certamente há quem partilhe a opinião do Sr Calado, mas nem todos têm a coragem e paciência de a transmitir calmamente.

Espero que tenha havido agora alguma aproximação dos pontos de vista, o que não quer dizer que devemos de repente apoiar a anulação de zonas pedonais. Não, as zonas pedonais são essenciais para a nossa saúde (por que acham que 40% das crianças que vivem em cidades sofrem de asma e/ou alergia crónica?) e para vitalizar os centros de cidades. O Bairro Alto, a Bica e lá fora o centro de Londres, beneficiaram enormemente da limitação do trânsito! O comércio melhorou!

Mas podemos ajudar pessoas como o Sr Calado, dando-lhe ideias de como dinamizar o seu negócio e o comércio na sua rua em geral, sem carros. Algumas das próximas acções do movimento podiam ser organizadas com os comerciantes, por exemplo uma feira, um pequeno concerto, um teatro de rua.

Podemos também focar alguma da nossa energia em combater as grandes superfícies, pois constituem uma praga bem mais perniciosa.

Tínhamos que começar por algum lado, foi esta zona pedonal tão deturpada. Ela não é a causa suprema, mas simboliza o que está mal neste país e uns tantos outros: o amor egoísta ao transporte individual, bom para quem está lá dentro, mau para os que circulam à volta e que é muito obviamente insustentável agora que 80% das pessoas vive em cidades e mais de metade da população já tem um carro (o que quer dizer que várias pessoas têm mais que um :-P)

 

Estilos de vida

Sr Carlos, você está a defender um estilo de vida: o seu. É normal e até compreensível.  O problema é que o seu estilo de vida tem custo sociais enormes e inaceitáveis.

Para se defender exagera. Porque é óbvio que a zona pedonal não o obriga a vender o seu carro, ou a sua loja, ou abrir falência. Bastaria colocar o seu carro num dos parques de estacionamentos e caminhar até à sua loja. Fazia bem à sua saúde e um enorme bem à saúde de Almada.

Só o facto de você, por comodismo ou por hábito, estar a defender o seu estilo de vida misturando tudo um pouco (vai buscar argumentos do arco-da-velha) demonstra que a Zona Pedonal é mesmo necessária. Você jamais compraria um lugar de estacionamento para o seu carro, a não ser que fosse obrigado. Infelizmente não é uma atitude rara no ser humano. Mas como diz o Nuno, não pense que o bem estar colectivo é apenas uma soma de interesses de cada um isoladamente...

Como não quer assumir isto mesmo, esconde-se por trás da razão mais antiga do mundo: zonas pedonais são excelentes, mas esta não está no sítio certo ou... na Lua são óptimas mas em Almada não resulta ou os pinguins são azuis. Deve imaginar que em Viena, Viseu, Zurique houve Srs Calados a dizer o mesmo. Também misturam os argumentos todos, uns com alguma razão, outros meios cozinhados, outros ainda sem grande fundamento. Como já trabalhei com toxicodependentes, conheço o mecanísmo. Também saberá que todos os comerciantes em zonas pedonais foram no início, contra. A história repete-se e as pessoas não aprendem.

Em relação aos cálculos de emissões de CO2 está redondamente enganado. Não existe outro modo de transporte excluindo o avião que emita tanto CO2 que o automóvel particular. E não é uma fatia: é 1/3 do total das emissões. Basta procurar e ler.

Mas o problema das emissões apesar de grave, nem sequer é o único e para Almada poderá nem ser o mais grave. A quantidade de problemas que o uso do automóvel trás à cidade é tanta e tão óbvia que só estamos aqui a conversar e a desconversar sobre este assunto porque você está "agarrado" a um estilo de vida que também o vai matar. Lentamente. Nem que seja do coração.

Portanto, do alto dos meus vinte e poucos anos, gostaria que começasse a pensar mais nos outros e em quem vem aí. Basta andar um pouco mais a pé. E não se Cale! Consta que deixar coisas dentro mata mais rapidamente que o carro. :)

 

Não se trata de defender um estilo de vida

Caro Alex, por acaso cerca de um décimo do meu ordenado vai precisamente para pagar um desses lugares de estacionamento (agora um pouco menos enquanto a Câmara ainda vai subsidiando alguma coisa).

Não se trata portanto de defender um estilo de vida: aquele que escolhi foi precisamente criar o meu próprio negócio perto de casa para não ter de me deslocar todos os dias até um qualquer emprego em Lisboa ou noutro lado qualquer. Por mim o carro ficaria bem quietinho no parque e só sairia para um passeio de fim-de-semana ou nas férias.

Não querendo repetir-me, a questão é que, graças ao metro e à zona pedonal, os clientes simplesmente rumaram ao Almada Fórum, onde podem estacionar gratuitamente. Como já não tinha clientes suficientes a deslocar-se à loja e não vivo do ar, tive de apostar muito mais nas deslocações, pelo que agora sou obrigado a sair várias vezes por dia, de automóvel, para entregar equipamentos e fazer assistências nos clientes.
Em suma, passei a depender muito mais do automóvel do que antes e mesmo do que eu desejaria.

Se não acredita que o metro e esta zona pedonal prejudicaram bastante a cidade, desafio-o a meter conversa com qualquer logista da zona afectada. As quebras de vendas foram brutais desde o início das obras (em que chegaram a tapar lojas sem dar satisfações a ninguém) e não há sinais de recuperação.

Quanto aos números, eles são públicos (por exemplo o relatório do INE: http://ine-lnx01.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=5477454&att_display=n&att_download=y) e deixam bem claro que, entre 1999 e 2003, o sector dos transportes, armazenagem e comunicações foram responsáveis apenas por 6,3% das emissões de CO2, enquanto a Electricidade, Gás e Água representam 26,7% das emissões.

Ao defender esta zona pedonal está a esquecer-se de que existem muitas actividades que dependem dos veículos automóveis. Nem todas as actividades são passíveis de ser realizadas a pé. Não consigo imaginar as várias transportadoras que trazem material até à minha loja a fazê-lo às costas. Nem eu me imagino a fazer entregas de burro ou a levar dezenas de quilos de ferramenta às costas até aos clientes como se fazia há 60 anos atrás.

E mais uma vez repito: o que está em causa não são as zonas pedonais, mas sim a falta de alternativas ao trânsito automóvel. Esta zona pedonal não diminuiu o número de automóveis em circulação, simplesmente mandou-os para outro lado. Isso é egoísmo da parte de quem apenas consegue olhar para o seu umbigo e acredita que mais 3 metros de passeio são fundamentais para manter as suas convicções. O tipo que mora na rua do lado, onde agora se acumulam carros em filas intermináveis, que se lixe, certo?

Sr Calado, já percebi que não

Sr Calado, já percebi que não se cala e continua a misturar a coisas. Sem grande rigor, associa a decadência do comércio tradicional, que toda a gente sabe começou há décadas por diversos fenómenos que nada têm a ver com a zona pedonal de Almada - obviamente, as grandes superfícies e precisamente o uso excessivo e desregrado dos automóveis (pelo preço da chuva cada um podia meter-se no carrinho e ir viver para Fernão Ferro e fazer compras no continente de Setúbal) deram uma ajuda. Mas olhe que os próprios comerciantes não estão livres de responsabilidades. Longa conversa.

Mistura a fuga dos clientes durante a obra do metro com a Zona Pedonal que mal entrou em funcionamento.

Não sabe que as zonas pedonais em todo o lado são uma história de sucesso e a única forma de vocês sobreviverem? Atravesse o rio e observe qual é a rua na baixa com mais clientes!

Se os comerciantes se reunissem e lutassem. Se os comerciantes, em vez de se lamentarem em blogs, fizessem uma associação criativa e dinâmica (a exemplo de cidades espanholas). Então sim, estariam a fazer algo por Almada.

 

Em relação ao CO2 e ao relatório que envia, mais uma vez, e como já reparei que é o seu hábito, lê mal, conclui pior e é um pouco descuidado na observação dos factos. Leia as notas metodológicas, homem!

Assim, por exemplo, a categoria SNAP correspondente às emissões dos transportes rodoviários foi repartida por todas as actividades económicas e famílias, que utilizam transportes rodoviários.

E já agora pode ler em muitos sítios o valor certo. Por exemplo aqui:

http://www.confagri.pt/Ambiente/AreasTematicas/AltClimaticas/Documentos/...

De facto, o único sector que tem mostrado um aumento de emissão de GEE desde 1990 é o sector dos transportes, que em 2001 já representava 21% da emissão total de GEE. Prevê-se que em 2010 a emissão de GEE por parte deste sector irá aumentar em 34% relativamente ao ano de 1990.

Olhe, e nem me preocupo em responder a outras conclusões suas mais esotéricas porque não passam da sua observação meia ressabiada da realidade.

Bom, a conversa vai longa e espero que ocupe o seu tempo a tornar a zona pedonal mais vivida. Use a sua energia e o seu verbo impulsionando uma associação de comerciantes forte e orgulhosa do que tem. Não perguntem o que Almada pode fazer por vocês mas sim o que é que vocês podem fazer por Almada.

E gostaria também de lhe pedir descupa da minha linguagem algo veemente, mas ando com pouca paciencia para pessoas mais velhas que só se sabem lamentar do que têm e não fazer o melhor do futuro que se lhes abre. Eu, que entro num mercado de trabalho em plena crise, com a atmosfera empestada pela vossa geração, estou feliz por aqui estar. Agradeço-lhe também a paciência e a qualidade das suas palavras porque, apesar de tudo, nesta cacafonia de vozes, a sua, pela educação e pelo genuino sentimento de que está a ser injustiçado, merece ser ouvida e até respondida. Mãos à obra e ande mais a pé e de metro.

Sr Calado, já percebi que não

Sr Calado, já percebi que não se cala e continua a misturar a coisas. Sem grande rigor, associa a decadência do comércio tradicional, que toda a gente sabe começou há décadas por diversos fenómenos que nada têm a ver com a zona pedonal de Almada - obviamente, as grandes superfícies e precisamente o uso excessivo e desregrado dos automóveis (pelo preço da chuva cada um podia meter-se no carrinho e ir viver para Fernão Ferro e fazer compras no continente de Setúbal) deram uma ajuda. Mas olhe que os próprios comerciantes não estão livres de responsabilidades. Longa conversa.

Mistura a fuga dos clientes durante a obra do metro com a Zona Pedonal que mal entrou em funcionamento.

Não sabe que as zonas pedonais em todo o lado são uma história de sucesso e a única forma de vocês sobreviverem? Atravesse o rio e observe qual é a rua na baixa com mais clientes!

Se os comerciantes se reunissem e lutassem. Se os comerciantes, em vez de se lamentarem em blogs, fizessem uma associação criativa e dinâmica (a exemplo de cidades espanholas). Então sim, estariam a fazer algo por Almada.

 

Em relação ao CO2 e ao relatório que envia, mais uma vez, e como já reparei que é o seu hábito, lê mal, conclui pior e é um pouco descuidado na observação dos factos. Leia as notas metodológicas, homem!

Assim, por exemplo, a categoria SNAP correspondente às emissões dos transportes rodoviários foi repartida por todas as actividades económicas e famílias, que utilizam transportes rodoviários.

E já agora pode ler em muitos sítios o valor certo. Por exemplo aqui:

http://www.confagri.pt/Ambiente/AreasTematicas/AltClimaticas/Documentos/...

De facto, o único sector que tem mostrado um aumento de emissão de GEE desde 1990 é o sector dos transportes, que em 2001 já representava 21% da emissão total de GEE. Prevê-se que em 2010 a emissão de GEE por parte deste sector irá aumentar em 34% relativamente ao ano de 1990.

Olhe, e nem me preocupo em responder a outras conclusões suas mais esotéricas porque não passam da sua observação meia ressabiada da realidade.

Bom, a conversa vai longa e espero que ocupe o seu tempo a tornar a zona pedonal mais vivida. Use a sua energia e o seu verbo impulsionando uma associação de comerciantes forte e orgulhosa do que tem. Não perguntem o que Almada pode fazer por vocês mas sim o que é que vocês podem fazer por Almada.

E gostaria também de lhe pedir descupa da minha linguagem algo veemente, mas ando com pouca paciencia para pessoas mais velhas que só se sabem lamentar do que têm e não fazer o melhor do futuro que se lhes abre. Eu, que entro num mercado de trabalho em plena crise, com a atmosfera empestada pela vossa geração, estou feliz por aqui estar. Agradeço-lhe também a paciência e a qualidade das suas palavras porque, apesar de tudo, nesta cacafonia de vozes, a sua, pela educação e pelo genuino sentimento de que está a ser injustiçado, merece ser ouvida e até respondida. Mãos à obra e ande mais a pé e de metro.

Estilos de vida

Sr Carlos, você está a defender um estilo de vida: o seu. É normal e até compreensível.  O problema é que o seu estilo de vida tem custo sociais enormes e inaceitáveis.

Para se defender exagera. Porque é óbvio que a zona pedonal não o obriga a vender o seu carro, ou a sua loja, ou abrir falência. Bastaria colocar o seu carro num dos parques de estacionamentos e caminhar até à sua loja. Fazia bem à sua saúde e um enorme bem à saúde de Almada.

Só o facto de você, por comodismo ou por hábito, estar a defender o seu estilo de vida misturando tudo um pouco (vai buscar argumentos do arco-da-velha) demonstra que a Zona Pedonal é mesmo necessária. Você jamais compraria um lugar de estacionamento para o seu carro, a não ser que fosse obrigado. Infelizmente não é uma atitude rara no ser humano. Mas como diz o Nuno, não pense que o bem estar colectivo é apenas uma soma de interesses de cada um isoladamente...

Como não quer assumir isto mesmo, esconde-se por trás da razão mais antiga do mundo: zonas pedonais são excelentes, mas esta não está no sítio certo ou... na Lua são óptimas mas em Almada não resulta ou os pinguins são azuis. Deve imaginar que em Viena, Viseu, Zurique houve Srs Calados a dizer o mesmo. Também misturam os argumentos todos, uns com alguma razão, outros meios cozinhados, outros ainda sem grande fundamento. Como já trabalhei com toxicodependentes, conheço o mecanísmo. Também saberá que todos os comerciantes em zonas pedonais foram no início, contra. A história repete-se e as pessoas não aprendem.

Em relação aos cálculos de emissões de CO2 está redondamente enganado. Não existe outro modo de transporte excluindo o avião que emita tanto CO2 que o automóvel particular. E não é uma fatia: é 1/3 do total das emissões. Basta procurar e ler.

Mas o problema das emissões apesar de grave, nem sequer é o único e para Almada poderá nem ser o mais grave. A quantidade de problemas que o uso do automóvel trás à cidade é tanta e tão óbvia que só estamos aqui a conversar e a desconversar sobre este assunto porque você está "agarrado" a um estilo de vida que também o vai matar. Lentamente. Nem que seja do coração.

Portanto, do alto dos meus vinte e poucos anos, gostaria que começasse a pensar mais nos outros e em quem vem aí. Basta andar um pouco mais a pé. E não se Cale! Consta que deixar coisas dentro mata mais rapidamente que o carro. :)

 

pequeno comentário

Sr. Carlos, se o trânsito é caótico na pequenas ruas é porque as pessoas insistem em levar o carro para onde quer que vão.

O objectivo de se criarem estas infra-estructuras é reduzir o uso do automóvel privado. E se o seu negócio foi prejudicado é precisamente porque as pessoas estão tão agarradas ao conforto do seu carrinho que preferem ir ao forum, onde estacionam e sobem as escadinhas (sobem como quem diz... deixam-se subir, porque se observarmos bem ninguém sobe escadas rolantes, até para isso são calões) e sem terem que andar muito vão fazer as comprinhas. E o mais engraçado é que custa muito andar umas centenas de metros para apanhar um transporte público, mas depois muitos pagam para ir para um ginásio correr nas máquinas para abater a banhazita.

O que é preciso é alterar os maus hábitos e acabar com o sedentarismo.

pequeno comentário

Sr. Carlos, se o trânsito é caótico na pequenas ruas é porque as pessoas insistem em levar o carro para onde quer que vão.

O objectivo de se criarem estas infra-estructuras é reduzir o uso do automóvel privado. E se o seu negócio foi prejudicado é precisamente porque as pessoas estão tão agarradas ao conforto do seu carrinho que preferem ir ao forum, onde estacionam e sobem as escadinhas (sobem como quem diz... deixam-se subir, porque se observarmos bem ninguém sobe escadas rolantes, até para isso são calões) e sem terem que andar muito vão fazer as comprinhas. E o mais engraçado é que custa muito andar umas centenas de metros para apanhar um transporte público, mas depois muitos pagam para ir para um ginásio correr nas máquinas para abater a banhazita.

O que é preciso é alterar os maus hábitos e acabar com o sedentarismo.

Concordo, mas...

Concordo que é necessário mudar os maus hábitos, mas não pela força e com prejuizo dos legítimos utentes da via.

Os passos adequados seriam primeiro criar as alternativas (metro devidamente articulado com outros transportes, por exemplo) e depois educar as pessoas de forma a fazerem um uso mais racional do automóvel. Tudo isto mantendo a circulação automóvel possível para os casos em que é mesmo necessária. Não nos podemos esquecer que nem toda a gente trabalha em zonas servidas por transportes públicos ou tem actividades e horários compatíveis com estes.

Em Almada fez-se o contrário: cortaram-se as vias (primeiro com as obras do metro e agora com esta zona pedonal) e depois instalou-se uma perigosa ferrovia sem protecções que divide a cidade ao meio e discrimina os demais utentes da via.

O ser humano é comodista por natureza: se lhe tiram algo aqui ele vai procurar noutro lado. Não adianta ser utópico.
Se em Almada cortam o trânsito vão deixar de utilizar o carro para vir de metro? Se for apresentado como melhor alternativa talvez, senão é mais simples meter-se no carro e rumar ao Fórum ou a qualquer outro lado.

No meu caso concreto, moro e tenho o meu local de trabalho em zonas opostas da zona pedonal. Num mundo perfeito faria todos os dias este percurso a pé e não necessitaria do automóvel. Mas no mundo real os clientes deixaram de vir até mim e eu passei a ter de ir até eles de carro. Presto assistência informática e, exceptuando o caso dos portáteis, ninguém se sujeita a carregar um PC com vários Kgs às costas de transportes públicos. É muito menos doloroso metê-lo no carro à porta de casa e rumar ao Fórum... O mesmo se passa com muitas outras áreas de negócio e actividades do dia-a-dia, que têm vindo a desaparecer da nossa cidade.

Pelo outro lado também não consigo imaginar alguém que trabalha a semana toda e faz as suas compras mensais no Hipermercado a carregar dezenas de sacos de compras de metro. Há situações em que, nos moldes actuais, o carro ainda é a única alternativa.

Um exemplo concreto: a minha namorada estuda em Setúbal. Não existe nenhum meio de transporte directo, pelo que, caso opte pelos transportes públicos, é obrigada a trocar várias vezes de transporte (metro, combóio e autocarro) e a fazer alguns percursos relativamente longos a pé (faça chuva ou faça sol). Os horários são frequentemente incompatíveis. Por exemplo o último autocarro que teria de apanhar sai sempre 5 minutos antes da chegada do combóio, pelo que teria de ficar sempre 45 minutos à espera do próximo, numa zona sem policiamento onde vários colegas já foram assaltados e agredidos. Para tudo isto teria de adquirir dois passes distintos. A viagem de ida e volta ronda as 3,5 horas.
Decidiu por isso fazer o percurso de automóvel. É muito mais confortável, a despesa em gasolina e portagens no final do mês é ligeiramente inferior ao custo dos transportes e demora no máximo 1,5 horas a fazer o percurso de ida e volta.
O percurso de automóvel, já nem falando no facto de ser muito mais seguro considerando a elevada criminalidade dos locais de mudança de transporte e percurso a pé, permite-lhe poupar não só dinheiro e a saúde, como também uma média de 44 horas mensais.

Depois também continua por compreender o verdadeiro objectivo desta "pedonalização" de Almada. Será mesmo ambiental?
Apesar de eléctrico, o metro também produz emissões. A única diferença é que em vez de ser feita em Almada, estamos a mandar a poluição para a terra onde está a central eléctrica. Há uns anos fiz umas contas e concluí que os níveis de emissões de CO2 por passageiro do MTS eram equivalentes às do meu carro (assumindo ambos os veículos com a lotação total). Curioso, não? E isto sem considerar a quantidade de vezes que o metro circula vazio ou quase, enquanto um automóvel levará sempre pelo menos o condutor para algum lado.
Em contrapartida, mesmo que o trânsito automóvel tenha sido reduzido em Almada, o pouco que persiste passa agora muito mais tempo parado em filas (com o motor a trabalhar e a poluir ruas outrora limpas) e é obrigado a percorrer muitos mais Kms. Eu passei a fazer muitos mais Kms, apesar de à noite continuar a atravessar a zona pedonal (onde por vezes é possível vislumbrar um ou dois peões... ou seria uma manifestação do GAIA?).
Portanto ambiental não será... ou pelo menos ninguém terá feito contas às emissões e vários tipos de poluição gerados pelo metro. A poluição sonora aumentou e muito em Almada.

Será que algum membro ou familiar da CMA terá garantido lugar no MTS?... Será que, apesar de não se perspectivar lucros por parte da exploração, estes estão sempre assegurados ao Grupo Barraqueiro através dos impostos de todos os portugueses?... Será que esta obra e respectiva derrapagem financeira deu jeito aos bolsos de alguns consórcios do ramo da construção?... Ups...

Eu antes gostava de viver em Almada. Agora sinto-me um refém e sou tratado como um criminoso só porque, por imposição das próprias circunstâncias da implementação do MTS e das zonas pedonais, passei a depender do meu carro para trabalhar.
Ainda me lembro de quando as noites de Almada eram iluminadas e animadas por centenas de pessoas que enchiam as ruas e praças para se divertir. Agora restam amplas áreas de betão escuro, grandes passeios onde nunca passa ninguém e as montras entaipadas dos outrora bares e cafés...

Está muito triste esta cidade.

A zona pedonal não faz sentido

Como cidadão de Almada tenho plena consciência de que o GAIA é apenas uma minoria que em nada representa a opinião geral dos munícipes.

O centro da cidade foi transformado em zona pseudo-pedonal contra tudo e contra todos. Trata-se de uma zona habitada, com garagens, serviços, escolas e (outrora) muito comércio, onde é impossível eliminar o trânsito automóvel. Não existem vias alternativas a esta avenida principal. O seu corte para se tornar uma zona pedonal obriga à utilização de um labirinto de ruas estreitas na zona histórica da cidade ou a um grande desvio por uma avenida recém remodelada na Cova da Piedade, mas já completamente esburacada e sem condições de segurança ou escoamento do trânsito.

O verdadeiro perigo desta zona vem, não dos automóveis que a cruzam ilegalmente (por não terem alternativa), mas sim do piso empedrado escorregadio implementado pela CMA que é cruzado diariamente por centenas de autocarros e por um suposto metro ligeiro (que de ligeiro apenas tem o nome) que não hesita em avançar em direcção aos peões que são obrigados a correr para não ser atropelados. Não existem passadeiras e a CMA distribui panfletos a informar que o MTS tem prioridade sobre TODOS os demais utentes da via...

O GAIA, apresentando-se como um grupo de acção e intervenção Ambiental, deveria propor o fim imediato desta zona pedonal. Só assim seria possível poupar os milhares de litros de combustível e consequente poluição provocada por veículos que, sendo obrigados a contornar esta zona outrora atravessada em menos de um minuto, farão anualmente muitas centenas de Kms adicionais por ruas estreitas, labirínticas e sem as mínimas condições de segurança para automobilistas e peões.
Mesmo sem automóveis, esta zona nunca será pedonal e muito menos segura, pois duvido que nas próximas décadas deixe de ser atravessada por uma ferrovia.
Com tanto espaço na praça do MFA, os peões terão assim tanta necessidade dos 3m ocupados por uma via automóvel? Se o problema é a obesidade, porque não uma corridinha de vez em quando no Parque da Paz, onde não falta espaço?

No meu caso pessoal sou bastante afectado pelo metro e por esta zona de trânsito restrito. Com o meu negócio num dos extremos da zona pedonal e residência no outro, vi a minha vida bastante afectada. Com a loja "às moscas" e os clientes a recusar-se a vir para Almada, fui obrigado a adquirir veículos automóveis para chegar até aos clientes, com as consequências financeiras e ambientais que essa decisão acarretou. Muitos outros comerciantes houve que não tiveram outro remédio senão fechar portas e declarar falência.
Como habitante, se não quiser desrespeitar a zona pseudo-pedonal, para evitar um percurso de menos de um minuto de outrora, já demorei 20 minutos em filas às voltinhas por Almada Velha para chegar a casa.
A minha avó, desde que o metro entrou em circulação, apenas teve coragem de atravessar a via uma única vez. Sem qualquer tipo de sinalização para a travessia de peões e consciente de que não tem como fugir daquele "monstro", prefere não arriscar e fazer mais umas largas centenas de metros para chegar à farmácia mais perto "do lado de cá" da linha.

E também temos de falar na poluição sonora. Quem vive na Avenida, como eu, já estava habituado ao ruído constante de veículos. Agora, supostamente com muito menos trânsito, acordo constantemente com o barulho muito mais intenso que os veículos (principalmente os autocarros) fazem no empedrado e com o ruído enervante do MTS, que abana fortemente o edifício em que vivo. Lá se foi o argumento do ruído...
Em contrapartida, familiares e amigos que vivem em zonas circundantes à Avenida, zonas outrora calmas onde passava um carro de hora a hora à noite, perderam o seu merecido descanso, graças a milhares de carros que agora são obrigados a percorrer estas ruas secundárias e estreitas porque já não podem atravessar a única Avenida.

Em suma, esta zona pedonal falha todos os seus objectivos: não só a vida de quem vive na Avenida não melhorou (diria mesmo que piorou), como a vida outrora calma e segura de quem habita as zonas circundantes se tornou um autêntico inferno.

O ser humano é comodista por natureza?????

Sr. Carlos, mas que raio de comentário é esse de o ser humano é egoísta por natureza!!! Você nunca deve ter saído de Portugal e tido o prazer de se deslocar a um país mais desenvolvido, principalmente em termos de mentalidade. Mas como a montanha neste caso não foi a maomé, trago-lhe um "postal" da montanha: tive o prazer de estar em turismo na Suécia, Dinamarca, Holanda, Suíça, entre outros sítios, e em todos eles o transporte não automóvel é priveligiado. Lá os comerciantes não se queixam de ruas pedonais - pedem por elas!!! Lá os pais não dizem que precisam de um carro e de estacionamento à porta da escola para levar os filhos, levam-nos em bicicletas com cestos para as crianças ou habituam-nas a ir nos transportes públicos. Lá as pessoas não passam a vida a se queixar que as cidades delas são uma m...., fazem alguma coisa para as tornar melhores, mesmo abdicando de algum conforto pessoal. Por isso lá há qualidade de vida, respeito mútuo e desenvolvimento material e acima de tudo intelectual. Aqui somos como já ouvi dizer uma espécie de marroquinos calçados, comodistas ao extremo, sem capacidade intelectual nem vontade para lutar por ideais, nem por nada além do cheque ao fim do mês. É um quadro triste e patético para um povo que tanto deu ao mundo há séculos atrás, mas justificável por uma quebra brutal na qualidade do ensino, e no abandono de valores sociais e civilacionais dignos de uma sociedade verdadeiramente desenvolvida. Seja generoso em relação à vida na sua cidade, faça o que é melhor para a comunidade como um todo e não o que é melhor apenas para si - não embarque no embuste de que o bem estar colectivo é apenas uma soma de interesses de cada um isoladamente....

Por favor leia melhor o que escrevi...

Caro Nuno X, por favor não deturpe as minhas palavras.

Com excepção (por enquanto) da Austrália, já estive em praticamente todos os cantos do chamado "mundo civilizado" e em algum do "mundo em vias de desenvolvimento". Um pouco por todo o lado (não apenas na nossa pequena Europa) já vi bons e maus exemplos de transportes e populações mais ou menos satisfeitas com as políticas locais. Se há coisa comum a todos eles é a natureza inconformista do ser humano, que quer sempre mais e melhor.

Falando de forma mais simples para que não fiquem dúvidas sobre a minha opinião, o que quero simplesmente dizer é que em Almada "foi posta a carroça à frente dos bois". Os exemplos que dá, embora misturem realidades distintas, aplicam-se principalmente a alguns dos países do norte da Europa, países com uma cultura há muito baseada no transporte público e cujas redes e infraestruturas nada têm a ver com as débeis amostras do nosso Portugal.
A título de exemplo, em países como o Reino Unido e França, já consegui planear viagens de centenas de Kms entre cidades, com transportes públicos, praticamente de porta a porta. Tudo funciona de forma muito simples, os transportes são confortáveis, os horários coordenados e de uma forma cómoda e rápida é possível chegar do ponto A ao ponto B sem sobressaltos.
Em Portugal já desisti de tentar. Nas poucas viagens que fiz do género jurei para nunca mais. Os transportes são tipicamente desconfortáveis e sem condições de higiene. Os atrasos são frequentes e a descoordenação entre os vários meios de transporte é total.

Não podemos exigir um comportamento civilizacional do "primeiro mundo" com condições materiais do "terceiro mundo"!

Ruas pedonais sempre existiram e deverão existir cada vez mais. O que não pode deixar de existir são as alternativas a quem, por qualquer que seja o motivo, continua a necessitar de se deslocar de automóvel.
Exceptuando algumas cidades históricas cuja condição assim o obrigou, não me recordo de nenhum centro urbano em que a única avenida digna desse nome tenha sido subitamente cortada sem que tenham sido criadas quaisquer alternativas. Já vi sim situações inteligentes, como por exemplo a criação de túneis rodoviários, em que o trânsito automóvel não é apenas desviado mas também melhorado.

Em Almada o que se passou foi simplesmente vergonhoso, direi mesmo digno de uma ditadura.
Fala em "fazer alguma coisa para tornar as cidades melhores", em "qualidade de vida, respeito mútuo" e "desenvolvimento intelectual". Em Almada a CMA promoveu fóruns de participação, os quais não foram mais do que palcos de propaganda e onde as questões do público participante foram sempre respondidas de forma vaga e com promessas para um futuro que teima em não chegar. Eu e muitos outros cidadãos enviaram e-mails e cartas para a CMA. Para além de algumas (poucas) mensagens institucionais vagas, a maioria dos contactos nem mereceu resposta.
Os comerciantes, através da ACSDS e não só, promoveram reuniões onde participaram centenas de pessoas com as suas opiniões e sugestões. A CMA fez-se representar em algumas, mas remeteu sempre todas as culpas para o Governo... que remeteu para o concessionário... que remeteu para o empreiteiro... que remeteu para a CMA...
Contactaram-se todas as forças políticas da esquerda à direita para tentar fazer ouvir a nossa voz. Todos se mostraram muito receptivas aos nossos problemas... mas nenhum fez nada.
No final a CMA, a MTS, os empreiteiros, o Governo... sei lá quem (todos empurram uns para os outros) fizeram o que bem lhes entendeu fazer e nada nem ninguém foi ouvido. Muitos dos moradores e comerciantes da zona pedonal apenas descobriram a situação no dia em que o trânsito foi cortado, ou uns poucos dias antes através de folhetos no correio. É essa a democracia que temos? É este um estado que respeita o seu próprio povo e que promove a iniciativa das populações? É esta a "qualidade de vida" e "respeito mútuo" que defende?

Como já referi noutras linhas, a minha actividade profissional depende do veículo automóvel. Não se trata de comodismo nem de falta de respeito por ninguém. Aliás, a passagem dos carros nunca impediu ninguém de andar a pé pelos já antes largos passeios desta zona pedonal. Em contrapartida, tentam impedir-me agora de circular com o meu veículo. Afinal de contas quem está a desrespeitar quem?

Para os pró-zonas pedonais, tenho uma importante questão: porquê esse súbito ódio pelos veículos automóveis? O que defendem afinal e porquê?
Alguns argumentam que é pelo meio ambiente, mas esses são os mesmos que defendem o MTS. Ora, quem se tenha dado ao trabalho de olhar para os números, já há muito que deveria ter percebido que na Europa os carros são responsáveis por uma fatia muito pequena da poluição. Muito mais grave é a poluição industrial e a provocada pelas centrais térmicas, através da queima de carvão e outros combustíveis similares, precisamente para produzir cada vez mais electricidade para alimentar, entre outros, o tão querido MTS.
Outros argumentam que é pela segurança. Mas então é mais segura uma via pedonal atravessada dia e noite por uma ferrovia do que uma rua com semáforos e passadeiras bem assinaladas? A minha avó antes do metro não tinha medo de atravessar a estrada. Agora tem porque sabe que o metro não pára nas passadeiras como os carros e todos os dias assiste da sua janela a tentativas de atropelamento. Ainda a semana passada o metro, segundo consta, matou um jovem. Se morreu mesmo ou não não sei, mas o acidente aconteceu e o metro esteve cortado algumas horas. Isto tem acontecido com frequência desde o início do seu funcionamento, mas curiosamente raramente chega à imprensa.

O que será uma maior falta de respeito: circular com um veículo automóvel, que pára para deixar atravessar peões, através da agora zona pedonal e emitir menos de 100g de CO2 em Almada ou emitir toneladas de CO2 numa terra qualquer longe daqui para alimentar o contínuo funcionamento do metro (que raramente transporta mais de 10 pessoas de cada vez) que teima em avançar na direcção dos peões que tentam atravessar a linha sem saber bem onde tal é seguro? Defender uma zona pedonal por causa de uns gramitas de CO2 e outros poucos agentes poluentes à porta de casa para despejar toneladas de poluição noutra terra qualquer, onde certamente também viverá alguém sem voto na matéria, é que é um verdadeiro acto de egoísmo, não?

Curiosamente, ao mesmo tempo que pedonaliza e penaliza o estacionamento em Almada, a CMA permitiu a construção do Almada Fórum, grande centro de consumo onde apenas é possível chegar de carro e em algumas carreiras de autocarro, mas onde o estacionamento é vasto e gratuito.

Desafio-o então a dizer-me onde está a solução que respeita a soma dos interesses. Onde está essa fórmula mágica para voltar a atrair as pessoas a Almada? Como é que, parando o meu automóvel e deixando de deslocar-me aos clientes, eles vão subitamente voltar a Almada e a fazer fila à porta das lojas? Como é que propõe reabrir todas as lojas, todos os bares, toda a animação que esta cidade outrora teve? Vamos pedonalizar Almada inteira e, subitamente toda a gente virá passear, viver e comprar em Almada?
Não seja utópico: se parar o meu carro neste momento apenas conseguirei atingir dois objectivos: mais uma loja fechada e 4 pessoas no desemprego, certamente com muito mais tempo livre para passear a pé.