Campos de colza na Bélgica contaminados com transgénicos não autorizados

Surgiu hoje na Bélgica mais um caso de contaminação acidental com transgénicos, mais concretamente com colza geneticamente modificada da Bayer Crop Science. O Ministério belga da Saúde Pública anunciou que quinze parcelas foram contaminadas com uma variedade não autorizada que se encontrava em ensaios em quatro parcelas na Valónia (Sul da Bélgica) e na Flandres (Norte). Mais uma vez fica patente o risco que constituem os cultivos de transgénicos, quer sejam para fins comerciais, quer sejam para "ensaios científicos".

O ministro valão da Agricultura e do Ambiente, Benoît Lutgen, considerou que "esta contaminação é inadmissível", afirmando em comunicado que "trata-se de uma nova prova do carácter incontrolável das culturas dos OGM e da sua colocação no mercado". Casos semelhantes já ocorreram no passado, com destaque para o escândalo do arroz transgénico LibertyLink nos Estados Unidos. Após uma investigação de 14 meses, as agências de regulação estatal norte-americanas foram incapazes de explicar como é que duas variedades de arroz transgénico só autorizadas para cultivos experimentais apareceram em variedades de arroz comercializadas.

Na Bélgica, o lote de sementes convencionais foi contaminado por cinco por cento de colza transgénica. A contaminação ocorreu durante a realização a 6 de Maio de uma sementeira de colza convencional. Baseada num inquérito preliminar, a Bayer informou que a contaminação tem por origem um "erro humano".

O ministro valão (a agricultura é regionalizada na Bélgica) anunciou a intenção de "utilizar todas as vias possíveis para exigir medidas compensatórias por parte da Bayer e fazer aplicar estritamente o princípio ´poluidor-pagador´".

Os campos onde a Bayer Crop Science fez os ensaios em questão estão situados em quatro instalações da Valónia (Sul da Bélgica) e na Flandres (Norte). Quinze mini-parcelas foram semeadas com o lote contaminado. Desta vez o arranque e a destruição dos cultivos contaminados foram realizados pela própria empresa e não por activistas. A Bayer afirma ter tomado "diversas medidas para impedir a disseminação das OGM não autorizadas".

O Ministério Belga vai informar a Comissão Europeia e os outros Estados membros da situação e das medidas tomadas.

Fontes: AFP, Levif e Lusa

Submeter um novo comentário

O conteúdo deste campo é privado e não irá ser exibido publicamente.
  • Endereços de páginas web e endereços de e-mail são transformados automaticamente em ligações.
  • Each email address will be obfuscated in a human readble fashion or (if JavaScript is enabled) replaced with a spamproof clickable link.

Mais informação sobre as opções de formatação.

CAPTCHA
Esta questão permite evitar o spam
Image CAPTCHA
Copy the characters (respecting upper/lower case) from the image.